{"id":434,"date":"2009-04-20T21:45:53","date_gmt":"2009-04-21T00:45:53","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=434"},"modified":"2011-03-29T08:31:16","modified_gmt":"2011-03-29T11:31:16","slug":"estudo-ve-floresta-atlantica-maior-e-mais-fragmentada","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=434","title":{"rendered":"Estudo v\u00ea floresta atl\u00e2ntica maior e mais fragmentada"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: x-small; font-family: Verdana;\">Remanescentes t\u00eam o dobro da \u00e1rea estimada, mas tamanho de ilhas limita preserva\u00e7\u00e3o. Nova an\u00e1lise de dados de sat\u00e9lite foi liderada por grupo da USP e sugere que fragmentos do bioma ainda podem ser reconectados<\/p>\n<p>Afra Balazina escreve para a \u201cFolha de SP\u201d:<\/p>\n<p>Um estudo que dissecou a mata atl\u00e2ntica traz uma not\u00edcia relativamente boa e dados muitos dados alarmantes. A \u00e1rea que ainda resta dessa floresta \u00e9 maior do que as previs\u00f5es anteriores indicavam: em vez de 7% a 8%, ela ocupa hoje entre 11,4% e 16% da sua extens\u00e3o original. Por\u00e9m, os fragmentos de mata est\u00e3o pequenos &#8211; mais de 80% t\u00eam menos de 50 hectares, tamanho incapaz de preservar a maioria das esp\u00e9cies florestais.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o em artigo publicado neste m\u00eas no peri\u00f3dico &#8220;Biological Conservation&#8221;. Os autores s\u00e3o ligados \u00e0 USP, ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Segundo Jean Paul Metzger, pesquisador do Instituto de Bioci\u00eancias da USP e um dos autores do trabalho, a diferen\u00e7a no dado de &#8220;quanto sobrou&#8221; de mata atl\u00e2ntica se deve ao fato de a pesquisa ter levado em conta remanescentes menores e florestas em est\u00e1gios mais iniciais de regenera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10623px;left:-5021px;\"><a href=\"http:\/\/www.plataformaurbana.cl\/archive\/2011\/03\/25\/sacrifice-movie\">sacrifice ipod<\/a><\/div>\n<p>O atlas dos remanescentes da mata atl\u00e2ntica, produzido pela SOS Mata Atl\u00e2ntica e pelo Inpe, n\u00e3o contabiliza, por exemplo, fragmentos com menos de 100 hectares. Mas, segundo Metzger, estes tamb\u00e9m t\u00eam valor ecol\u00f3gico e n\u00e3o podem ser desprezados. Eles t\u00eam papel fundamental, por exemplo, na redu\u00e7\u00e3o do isolamento entre fragmentos grandes.<\/p>\n<p>Entretanto, muitos animais acabam &#8220;ilhados&#8221; nesses espa\u00e7os reduzidos de floresta. O estudo revelou que, em m\u00e9dia, a dist\u00e2ncia entre as \u00e1reas com remanescentes de mata atl\u00e2ntica \u00e9 de 1,4 km, o que torna dif\u00edcil, sen\u00e3o imposs\u00edvel, que as esp\u00e9cies cruzem de um fragmento ao outro. Isso aumenta o risco de extin\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>&#8220;Se o isolamento fosse menor, a possibilidade de uma ave, inseto ou mam\u00edfero de pequeno porte sair de um fragmento e migrar para outro seria muito maior. (&#8230;) E, quanto maior a taxa de troca de indiv\u00edduos entre fragmentos, maior \u00e9 a possibilidade de aumentar a variabilidade gen\u00e9tica&#8221;, afirma o pesquisador Milton Cezar Ribeiro, da USP, tamb\u00e9m autor do artigo.<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo possui a maior extens\u00e3o cont\u00ednua dessa floresta: a serra do Mar. O local \u00e9 o \u00fanico remanescente do bioma amea\u00e7ado que possui mais de 1 milh\u00e3o de hectares &#8211; de um total de 245.173 fragmentos de mata atl\u00e2ntica identificados.<\/p>\n<p>Nova amea\u00e7a<\/p>\n<p>Para Metzger, a palavra mais importante quando se fala em mata atl\u00e2ntica hoje \u00e9 restaura\u00e7\u00e3o. E, para que haja uma recupera\u00e7\u00e3o da mata e para que os fragmentos sejam conectados, ser\u00e1 preciso envolver os propriet\u00e1rios particulares.<\/p>\n<p>&#8220;Noventa e nove por cento da mata atl\u00e2ntica est\u00e1 em \u00e1reas privadas. Obrigatoriamente teremos de trabalhar em parceria com os propriet\u00e1rios&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Uma lei aprovada em Santa Catarina e sancionada na semana passada pelo governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB), por\u00e9m, vai justamente na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria: permite a redu\u00e7\u00e3o das \u00e1reas protegidas ao longo dos rios no Estado. A lei teve apoio dos agricultores e a obje\u00e7\u00e3o de ambientalistas.<\/p>\n<p>Maria Cec\u00edlia Wey de Brito, secret\u00e1ria de Biodiversidade e Florestas do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, demonstra preocupa\u00e7\u00e3o com a &#8220;tentativa constante e insistente dos nossos pol\u00edticos e colegas de outros setores&#8221; de usar as \u00e1reas de mata atl\u00e2ntica para agropecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 impressionante voc\u00ea achar que o Brasil vai precisar acabar com o que tem de mata atl\u00e2ntica para se manter como produtor agr\u00edcola&#8221;, afirma ela.<\/p>\n<p>Ela ainda n\u00e3o teve acesso aos resultados do novo estudo. Por\u00e9m acredita que os dados ser\u00e3o \u00fateis na formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas. O minist\u00e9rio considera que o total de mata atl\u00e2ntica restante \u00e9 de 27% (22,4% s\u00e3o remanescentes exclusivamente florestais e 4,6% est\u00e3o em \u00e1reas de manguezal e restinga, principalmente).<\/p>\n<p>Segundo a secret\u00e1ria, o uso de metodologias diferentes pode explicar a diferen\u00e7a do dado.<\/p>\n<p>Para ela, o fato de o minist\u00e9rio apontar maior \u00e1rea de floresta n\u00e3o prejudica a mobiliza\u00e7\u00e3o para proteg\u00ea-la. Principalmente quando se trata de ocupar \u00e1reas com agricultura. &#8220;Se falamos que existe 7% de mata atl\u00e2ntica, quer dizer que 93% pode ser usado. Mas, se existe cerca de 20%, pode-se usar uma \u00e1rea menor.&#8221;<\/p>\n<p>Para acompanhar o desmatamento, o minist\u00e9rio iniciou na quinta-feira o monitoramento via sat\u00e9lite oficial da mata atl\u00e2ntica e de outros biomas. A secret\u00e1ria diz que at\u00e9 o final do ano os primeiros dados poder\u00e3o ser divulgados.<br \/>\n(Folha de SP, 20\/4)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Remanescentes t\u00eam o dobro da \u00e1rea estimada, mas tamanho de ilhas limita preserva\u00e7\u00e3o. Nova an\u00e1lise de dados de sat\u00e9lite foi liderada por grupo da USP e sugere que fragmentos do bioma ainda podem ser reconectados Afra Balazina escreve para a \u201cFolha de SP\u201d: Um estudo que dissecou a mata atl\u00e2ntica traz uma not\u00edcia relativamente boa &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=434\"> <span class=\"screen-reader-text\">Estudo v\u00ea floresta atl\u00e2ntica maior e mais fragmentada<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[229,33,15],"tags":[3830,237,3801,16],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/434"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=434"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/434\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":436,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/434\/revisions\/436"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=434"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=434"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=434"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}