{"id":4421,"date":"2011-03-17T09:11:29","date_gmt":"2011-03-17T12:11:29","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4421"},"modified":"2011-03-17T09:11:29","modified_gmt":"2011-03-17T12:11:29","slug":"a-invasao-dos-javalis","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4421","title":{"rendered":"A invas\u00e3o dos javalis"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: x-small;\">Atividade hoje proibida, o abate do javali come\u00e7a a ser defendido como solu\u00e7\u00e3o para um problema que j\u00e1 tira o sono de ambientalistas do Rio.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>Em alerta enviado \u00e0 Secretaria estadual do Ambiente, o engenheiro agr\u00f4nomo Rafael Salerno, coordenador de um grupo de trabalho sobre o tema em Minas Gerais, ressalta a necessidade de uma a\u00e7\u00e3o imediata para controlar a prolifera\u00e7\u00e3o destes mam\u00edferos em unidades de conserva\u00e7\u00e3o fluminenses. E lembra que o javali (Sus scrofa), invasor de origem europeia, j\u00e1 atacou pessoas e causou danos a planta\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, pode ser hospedeiro de doen\u00e7as, colocando em risco esp\u00e9cies nativas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Globo apurou que j\u00e1 h\u00e1 registros de su\u00eddeos &#8211; animais resultados de cruzamentos, os &#8220;javaporcos&#8221; &#8211; no Noroeste Fluminense e na Regi\u00e3o Serrana. Rafael Salerno ressalta que a discuss\u00e3o est\u00e1 inserida em um terreno bastante pol\u00eamico, por se tratar de um animal bem quisto aos olhos da maioria &#8211; e de alto valor comercial -, ao contr\u00e1rio de outros invasores, como ratazanas e caramujos africanos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o posso ser contra a garantia de sobreviv\u00eancia dos pequenos produtores. Mas estamos diante de um s\u00e9rio problema, que poder\u00e1 se agravar de nenhuma atitude for tomada. O javali \u00e9 considerado uma das 100 piores esp\u00e9cies invasoras &#8211; afirma o estudioso, em refer\u00eancia \u00e0 lista do Invasive Species Specialist Group (ISSG). &#8211; A taxa de reprodu\u00e7\u00e3o destes mam\u00edferos \u00e9 muito alta. Estima-se que a popula\u00e7\u00e3o dobre a cada seis meses. Apenas para manter o n\u00famero atual, seria necess\u00e1rio abater 70% da popula\u00e7\u00e3o anualmente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, com a popula\u00e7\u00e3o de on\u00e7as cada vez mais reduzida, os javalis est\u00e3o sem predadores.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>APA de Friburgo tem mais de 600 javalis<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o mais preocupante no estado \u00e9 a da \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) de Maca\u00e9 de Cima, em Nova Friburgo. Um propriet\u00e1rio cria cerca de 600 javalis em uma fazenda dentro da unidade, o que \u00e9 proibido por lei.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 um criadouro comercial que at\u00e9 hoje n\u00e3o apresentou a licen\u00e7a. O processo corre no Ibama e se arrasta h\u00e1 quase quatro anos. Em caso de fuga, podemos ter graves problemas &#8211; afirma o chefe da APA, Carlos Henrique Martins.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No Noroeste Fluminense, mais problemas. A secret\u00e1ria de Meio Ambiente de Porci\u00fancula, Maria de Lourdes Alves de Souza, relata casos de destrui\u00e7\u00e3o de cultivos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8211; Os bichos est\u00e3o acabando com as planta\u00e7\u00f5es. Os propriet\u00e1rios chegaram a fazer armadilhas, mas n\u00e3o conseguem controlar a prolifera\u00e7\u00e3o. Para piorar, est\u00e3o se misturando com porcos comuns, resultando em uma esp\u00e9cie bastante agressiva &#8211; diz ela.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em 2005, o Ibama liberou, por instru\u00e7\u00e3o normativa, abate e captura dos javalis e porcos asselvajados no Rio Grande do Sul, estado com maior incid\u00eancia da esp\u00e9cie no Brasil. Mas, ano passado, a decis\u00e3o foi revogada. A argumenta\u00e7\u00e3o: estudos mais aprofundados s\u00e3o necess\u00e1rios para se chegar a uma conclus\u00e3o sobre a forma de controlar a praga.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o d\u00e1 para entender esta postura do Ibama &#8211; critica Rafael Salerno. &#8211; Por que o \u00f3rg\u00e3o, sabendo que se trata de um animal ex\u00f3tico, invasor, proibiu o abate? Javali n\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de ca\u00e7a no Brasil. \u00c9 um animal nocivo e precisa ser abatido.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Ibama n\u00e3o retornou \u00e0s liga\u00e7\u00f5es do Globo para comentar o assunto. Propriet\u00e1rio da Fazenda Palmira, no munic\u00edpio de Serra Azul, interior de S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o Carlos Prada importou 44 animais &#8211; 40 f\u00eameas e quatro machos &#8211; da Fran\u00e7a em 1997, com a<\/p>\n<p>anu\u00eancia do Minist\u00e9rio da Agricultura. Um ano depois, o Ibama proibiu a abertura de novos criadouros. Ele defende a libera\u00e7\u00e3o do abate para controlar a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8211; Em todo o lugar do mundo o abate \u00e9 autorizado, menos aqui &#8211; ressalta Prada, que vende carne de javali a amigos por R$ 10 o quilo. &#8211; Tem de haver um controle. Eu mesmo fa\u00e7o umas armadilhas de vez em quando. E, como n\u00e3o posso negociar os animais, deixo crescer, defumo e vendo carne defumada. D\u00e1 menos doen\u00e7a que o porco confinado &#8211; garante.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra- RS) dep\u00f5e contra a defesa de Jo\u00e3o Prada. &#8220;No Brasil, os mam\u00edferos foram identificados como importantes reservat\u00f3rios de Trypanossoma<\/p>\n<p>evansi (respons\u00e1vel pela doen\u00e7a conhecida como mal de cadeiras) e Trypanossoma cruzi (agente etiol\u00f3gico da doen\u00e7a de Chagas), na regi\u00e3o do Pantanal&#8221;, diz o texto.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ataques fatais de javalis s\u00e3o um problema j\u00e1 registrado no Brasil. Em outubro do ano passado, um lavrador foi morto na regi\u00e3o rural do munic\u00edpio de Ibi\u00e1, a 329 quil\u00f4metros de Belo Horizonte (MG).<\/p>\n<p>(O Globo)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atividade hoje proibida, o abate do javali come\u00e7a a ser defendido como solu\u00e7\u00e3o para um problema que j\u00e1 tira o sono de ambientalistas do Rio. 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