{"id":4431,"date":"2011-03-17T09:22:37","date_gmt":"2011-03-17T12:22:37","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4431"},"modified":"2011-05-18T07:00:54","modified_gmt":"2011-05-18T10:00:54","slug":"especialistas-dizem-mundo-nao-esta-acabando-so-esta-superlotado","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4431","title":{"rendered":"Especialistas dizem: mundo n\u00e3o est\u00e1 acabando, s\u00f3 est\u00e1 superlotado"},"content":{"rendered":"<p>Os desastres naturais est\u00e3o mais frequentes ou seu efeito e percep\u00e7\u00e3o sobre as pessoas \u00e9 que aumentou? De acordo com especialistas ouvidos pelo iG, a trinca de terremotos destruidores nos \u00faltimos dois anos est\u00e1 dentro das estat\u00edsticas de abalos s\u00edsmicos ocorridos no mundo. Lucas Vieira Barros, chefe do Observat\u00f3rio Sismol\u00f3gico da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) afirma que a m\u00e9dia anual \u00e9 de at\u00e9 dois terremotos acima de oito graus na escala Richter, como foi o caso do terremoto no Jap\u00e3o, de 9 graus, ocorrido na sexta-feira (11) e o do Chile, de 8,8 graus, em fevereiro de 2010. O sismo que devastou o Haiti, em janeiro de 2010, teve sete graus de magnitude e matou mais de 222 mil pessoas. \u201cAs estat\u00edsticas mostram que o n\u00famero de 18 tremores acima de sete graus em um ano est\u00e1 dentro do esperado,\u201d afirmou Barros.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10877px;left:-4839px;\"><a href=\"http:\/\/www.absurdintellectual.com\/download-online-requiem-for-a-dream\">watching requiem for a dream online<\/a><\/div>\n<p>Mas o poder destruidor dos terremotos atualmente est\u00e1 muito ligado ao aumento da popula\u00e7\u00e3o mundial, que hoje est\u00e1 chegando aos sete bilh\u00f5es. Para o professor do Instituto de Geof\u00edsica da USP Afonso Vasconcelos Lopes, se a ocorr\u00eancia dos terremotos for analisada ao longo da d\u00e9cada, a s\u00e9rie de eventos n\u00e3o est\u00e1 fora do comum, \u201cmas em curto prazo e com este poder destruidor, ela \u00e9 fora do comum\u201d.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que mais pessoas est\u00e3o morrendo a cada tremor. Somando os terremotos do Chile e Haiti, foram mais de 223 mil mortos \u2013 at\u00e9 agora, estima-se que o desastre no Jap\u00e3o adicionar\u00e1 mais 3,3 mil a esta conta. Houve ainda o de Sumatra, em 2004, com 9.1 graus de magnitude e seguido por um tsunami, que vitimou cerca de 1228 mil pessoas. Em 2005, outro terremoto, de 8.6 graus, atingiu novamente Sumatra, juntamente com Indon\u00e9sia, deixando outros mil mortos. Ainda nesta d\u00e9cada, ocorreram outros dois grandes: na China (7.9 graus), em 2008, e no Paquist\u00e3o (7.6) em 2005.<\/p>\n<p>\u201cEstes terremotos foram em \u00e1reas de alta densidade populacional, o que faz com que eles sejam t\u00e3o destrutivos\u201d, disse o professor do Instituto de Geoci\u00eancia da Unesp de Rio Claro, Jo\u00e3o Carlos Dourado.<\/p>\n<p>O cientista lembra que terremotos acima de nove graus, ainda mais devastadores que o do Jap\u00e3o, tendem a acontecer a cada 40 anos. \u201cNo meio do s\u00e9culo passado ocorreram tr\u00eas desta magnitude em 12 anos, s\u00f3 que dois deles foram no Alasca, onde havia poucos habitantes\u201d, disse. O terceiro foi no Chile, o maior da hist\u00f3ria com 9,5 graus, que atingiu as cidades de Temuco e Valdivia em maio de 1960, matando 1.655 pessoas.<\/p>\n<p>De acordo com as estat\u00edsticas do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico dos Estados Unidos (US Geological Survey) \u00e9 esperada a ocorr\u00eancia de milhares de terremotos menores a cada ano. Estima-se que aconte\u00e7am 13 mil tremores entre 4 e 4.9 graus de magnitude e 130 mil entre 3 e 3.9 graus todos os anos. Barros explica que para tremores menores n\u00e3o \u00e9 preciso tanto tempo de ac\u00famulo de energia. \u201cEm terremotos de baixa magnitude, a \u00e1rea de ruptura \u00e9 pequena, a energia liberada \u00e9 pequena. J\u00e1 para um terremoto maior ser gerado \u00e9 preciso muitos anos\u201d, disse.<\/p>\n<p>O chefe do Observat\u00f3rio Sismol\u00f3gico da UnB afirma que o importante n\u00e3o \u00e9 o n\u00famero de terremotos, mas a sua intensidade. \u201cTerremotos de magnitude tr\u00eas s\u00f3 s\u00e3o percebidos se a pessoa estiver pr\u00f3xima a seu epicentro, coisa de 50 metros, e eles podem ocorrer em \u00e1rea inabitadas, ou no mar e n\u00e3o serem notados\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Imagens na rede<\/strong> \u2013 As imagens do terremoto seguido de tsunami no Jap\u00e3o correram o mundo. Junto com os sismos no Haiti e no Chile \u2013 ainda frescos na mem\u00f3ria -, deram a sensa\u00e7\u00e3o, manifestada principalmente nas redes sociais, de que tais eventos est\u00e3o cada vez mais frequentes. \u201cN\u00e3o tem muito a ver com mem\u00f3ria. A gente recebe muito mais informa\u00e7\u00e3o e ela tamb\u00e9m chega muito mais r\u00e1pido do que uma d\u00e9cada atr\u00e1s\u201d, disse Daniela Bertocchi, pesquisadora de comunica\u00e7\u00e3o digital da USP.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora, a quest\u00e3o est\u00e1 ligada ao fato de estar todo o mundo falando ao mesmo tempo sobre determinado evento, seja nas redes sociais, na televis\u00e3o ou pela internet, com v\u00eddeos, fotos e coment\u00e1rios postados por v\u00edtimas em tempo real. Segundo Daniela, essa avalanche de informa\u00e7\u00e3o gera ansiedade e expectativa mesmo em eventos ocorridos do outro lado do mundo. \u201cHoje temos um terremoto seguido de tsunami. M\u00eas passado foi a enchente. Em 2010, foram dois outros terremotos, tudo num espa\u00e7o de tempo pequeno. Isto passa a impress\u00e3o de que est\u00e3o ocorrendo com maior frequ\u00eancia, embora as estat\u00edsticas digam o contr\u00e1rio\u201d, disse.<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, outro fato interessante da atualidade \u00e9 que mesmo \u00e9 que com a velocidade da informa\u00e7\u00e3o, boatos s\u00e3o noticiados e repercutidos mesmo que n\u00e3o sejam verdade. \u201cO alerta de segundo tsunami que no fim n\u00e3o aconteceu foi noticiado ao vivo, e todo mundo come\u00e7ou a comentar na hora. Esta explos\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o n\u00e3o volta. O problema aumenta de tamanho\u201d, disse.<\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong> \u2013 Barros, da UnB, afirma que \u00e9 importante n\u00e3o incluir terremotos nas quest\u00f5es relacionadas \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cOs terremotos s\u00e3o fen\u00f4menos geol\u00f3gicos que est\u00e3o dentro da terra, o fato de o clima mudar n\u00e3o afeta em nada a sua ocorr\u00eancia. A varia\u00e7\u00e3o de um ou dois graus na temperatura atmosf\u00e9rica n\u00e3o interfere na movimenta\u00e7\u00e3o da crosta terrestre\u201d, disse Barros.<\/p>\n<p>Para a climatologista do Instituto de Geoci\u00eancias da Unicamp, Luci Hidalgo Nunes, de fato, desastres naturais como secas e enchentes est\u00e3o mais frequentes, mas est\u00e3o impressionando mais por atingirem mais gente. Luci argumenta que de acordo com dados de 1948, mais de 250 pessoas morreram em uma enchente na regi\u00e3o de Al\u00e9m Para\u00edba (MG), provocada por uma chuva concentrada e de forte intensidade. Em 2011, o mesmo tipo de chuva resultou em mais de 800 mortos na trag\u00e9dia da serra fluminense. \u201cEu n\u00e3o tenho d\u00favida de que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o ocorrendo, mas \u00e9 preciso levar em conta que tamb\u00e9m h\u00e1 mais gente em \u00e1reas de risco como encostas em \u00e1reas onde podem ocorrer chuvas intensas\u201d, disse.<\/p>\n<p><em>Fonte: Portal iG<\/em><\/p>\n<p><script type=\"text\/javascript\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os desastres naturais est\u00e3o mais frequentes ou seu efeito e percep\u00e7\u00e3o sobre as pessoas \u00e9 que aumentou? De acordo com especialistas ouvidos pelo iG, a trinca de terremotos destruidores nos \u00faltimos dois anos est\u00e1 dentro das estat\u00edsticas de abalos s\u00edsmicos ocorridos no mundo. Lucas Vieira Barros, chefe do Observat\u00f3rio Sismol\u00f3gico da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4431\"> <span class=\"screen-reader-text\">Especialistas dizem: mundo n\u00e3o est\u00e1 acabando, s\u00f3 est\u00e1 superlotado<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[40],"tags":[1374,1504,1503],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4431"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4431"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4431\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6155,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4431\/revisions\/6155"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4431"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4431"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4431"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}