{"id":466,"date":"2009-04-29T14:00:16","date_gmt":"2009-04-29T17:00:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=466"},"modified":"2011-03-16T13:53:24","modified_gmt":"2011-03-16T16:53:24","slug":"emprego-%e2%80%9cverde%e2%80%9d-futuro-promissor-presente-restrito","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=466","title":{"rendered":"Emprego \u201cverde\u201d: futuro promissor, presente restrito"},"content":{"rendered":"<p class=\"gravata\">Embora a promessa seja grande, carreiras ligadas \u00e0 \u00e1rea ambiental sofrem dificuldades de adapta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p class=\"gravata\">Dizer que \u201co futuro do emprego \u00e9 verde\u201d j\u00e1 virou uma esp\u00e9cie de clich\u00ea entre os especialistas em carreira. Mas, embora deva crescer a demanda por profissionais da \u00e1rea ambiental, o presente n\u00e3o se mostra t\u00e3o promissor. Profiss\u00f5es ligadas \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente ainda passam por dificuldades de adapta\u00e7\u00e3o, do \u00e2mbito cultural ao legal. E mesmo a procura por cursos na \u00e1rea n\u00e3o tem sido t\u00e3o grande.<\/p>\n<p>\u201cO mercado est\u00e1 bem complexo nessa \u00e1rea. \u00c9 sempre assim quando se inicia um grande processo de mudan\u00e7a\u201d, conta Cristian Ney Gomes, diretor da empresa de recursos humanos Globalhunters em Curitiba. Ele explica que o mercado passa por um processo de adapta\u00e7\u00e3o compar\u00e1vel ao que ocorreu na \u00e1rea de inform\u00e1tica. \u201cAssim como demorou 10 ou 20 anos para as empresas aceitarem a necessidade dos profissionais de tecnologia, elas est\u00e3o demorando para absorver as mudan\u00e7as na \u00e1rea ambiental. Mas hoje, por exemplo, faltam profissionais de inform\u00e1tica no mercado\u201d, explica.<\/p>\n<p>Marcelo Salmaso, da GO4! Consultoria de Neg\u00f3cios, concorda que as profiss\u00f5es verdes t\u00eam um futuro promissor, e salienta que essas mudan\u00e7as j\u00e1 come\u00e7aram, principalmente em organiza\u00e7\u00f5es maiores. Mas hoje o custo para manter um profissional da \u00e1rea ambiental ainda \u00e9 muito grande para pequenas empresas. Nelas, quando a necessidade surge, a sa\u00edda \u00e9 a contrata\u00e7\u00e3o de consultorias especializadas.<\/p>\n<p>Foi nesse nicho de mercado que Cristiane Baluta, 44 anos, investiu. Ap\u00f3s se graduar em Marketing Internacional e se especializar no exterior, procurou se dedicar \u00e0 \u00e1rea ambiental. Hoje \u00e9 propriet\u00e1ria de uma consultoria que atua com gerenciamento de res\u00edduos e outros projetos na \u00e1rea. \u201cO futuro do trabalho vai ser o \u2018colarinho verde\u2019. Mas hoje \u00e9 necess\u00e1rio ter flexibilidade para se virar nessa \u00e1rea\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Forma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Para se adaptar a essa realidade, os profissionais t\u00eam procurado especializa\u00e7\u00f5es, gerando um perfil h\u00edbrido. Nas gradua\u00e7\u00f5es, a procura por cursos verdes ainda \u00e9 pequena. No \u00faltimo vestibular da Universidade Federal do Paran\u00e1, por exemplo, o curso de Engenharia Florestal teve concorr\u00eancia de 5,5 candidatos por vaga, e Engenharia Ambiental ficou com 5,6. Enquanto isso, a concorr\u00eancia para Medicina passa de 30 candidatos por vaga.<\/p>\n<p>Para M\u00e1rcio Coraiola, coordenador do curso de Engenharia Florestal e da especializa\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o de Recursos Naturais da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1 (PUC-PR), um dos motivos \u00e9 um grande desconhecimento dos estudantes mais novos sobre a \u00e1rea ambiental. \u201cAs pessoas ainda n\u00e3o conhecem ao certo os cursos. Fazem confus\u00e3o entre eles, por serem relativamente recentes\u201d, conta.<\/p>\n<p>Segundo Mauricio Dziedzic, coordenador do mestrado profissional em Gest\u00e3o Ambiental da Universidade Positivo, h\u00e1 tamb\u00e9m um problema de atribui\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es entre as profiss\u00f5es. \u201cProfiss\u00f5es mais tradicionais, como algumas engenharias e o Direito, t\u00eam suas atribui\u00e7\u00f5es bem definidas pelos seus conselhos regionais. Na \u00e1rea ambiental elas ainda s\u00e3o bem restritas. H\u00e1 atribui\u00e7\u00f5es, como de saneamento, que ainda s\u00e3o legalmente da \u00e1rea de Engenharia Civil\u201d, diz. \u201cQuando alunos v\u00eam me pedir conselho se devem ou n\u00e3o se dedicar \u00e0 \u00e1rea ambiental na gradua\u00e7\u00e3o, por esse motivo digo que devem cursar Engenharia Civil e depois se especializar na \u00e1rea ambiental\u201d, completa.<\/p>\n<p>Segundo Leide Takahashi, gerente de projetos ambientais da Funda\u00e7\u00e3o O Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza, mesmo com todas as complica\u00e7\u00f5es h\u00e1 vagas no mercado que n\u00e3o conseguem ser preechidas. \u201cO que ocorre \u00e9 o despreparo das pessoas. Est\u00e1 se buscando hoje um perfil profissional muito dif\u00edcil de encontrar: que a pessoa seja qualificada, mas que tenha experi\u00eancia, que tenha atuado na pr\u00e1tica da profiss\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>Proatividade<\/strong><\/p>\n<p>Ainda de acordo com Mauricio Dziedzic, as profiss\u00f5es verdes devem se tornar realidade quando as empresas se tornarem proativas em rela\u00e7\u00e3o aos problemas ambientais. \u201cHoje o mercado \u00e9 muito reativo. As organiza\u00e7\u00f5es esperam o problema acontecer para da\u00ed se preocuparem em tomar alguma atitude. A maioria coloca as despesas dessas atividades como custo e n\u00e3o como investimento, como isso deveria ser encarado. \u00c9 um problema de mentalidade, de cultura\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para Marcelo Salmaso, o problema poderia ser solucionado com a interven\u00e7\u00e3o mais efetiva do Estado, em forma de incentivo para produtos que respeitem o meio ambiente e na forma\u00e7\u00e3o de profissionais. \u201cEm plena crise, o governo cortou impostos dos carros e a demanda aumentou. Acredito que a atua\u00e7\u00e3o do governo tenha tamb\u00e9m uma forte influ\u00eancia no mercado ambiental. Por que n\u00e3o incentivar produtos que sejam economicamente sustent\u00e1veis? \u00c9 dever do Estado prezar pelo bem de todos\u201d, completa.<\/p>\n<p>Fonte: Gazeta do Povo<\/p>\n<h5>Opini\u00e3o<\/h5>\n<p><strong>Desinteresse limita produ\u00e7\u00e3o e trabalhos \u201csustent\u00e1veis\u201d<\/strong> <\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9318px;left:-5293px;\"><a href=\"http:\/\/www.absurdintellectual.com\/movie\/download-online-dinner-for-schmucks\">dinner for schmucks full video<\/a><\/div>\n<\/p>\n<p>Desde que assumiu o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, h\u00e1 quase um ano, Carlos Minc pede ao Minist\u00e9rio da Fazenda que iguale os impostos cobrados sobre o chuveiro el\u00e9trico e o aquecedor solar de \u00e1gua. A tentativa \u00e9 de estimular a compra (e, portanto, a produ\u00e7\u00e3o em larga escala) de aquecedores, mais \u201csustent\u00e1veis\u201d que os arcaicos chuveiros el\u00e9tricos. Pois bem, um m\u00eas atr\u00e1s, em seu esfor\u00e7o para reaquecer a economia, o governo baixou de 5% para zero o IPI do chuveiro. E ignorou o equipamento solar, cuja al\u00edquota segue em incompreens\u00edveis 18%.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 apenas um dos exemplos da falta de interesse governamental em estimular tecnologias mais amig\u00e1veis do ponto de vista ambiental. Sem incentivo (ou obriga\u00e7\u00e3o) legal para a produ\u00e7\u00e3o e o emprego \u201cverde\u201d, resta esperar que as empresas brasileiras se mexam por conta pr\u00f3pria. Uma recente pesquisa da consultoria Roland Berger mostrou o que elas (n\u00e3o) v\u00eam fazendo: 54% das companhias destinam, no m\u00e1ximo, 1% de seu faturamento a essas tecnologias \u2013 e, por causa da crise, 66% reduziram ou adiaram investimentos do g\u00eanero. \u00c9 de se supor que um bocado de profissionais da \u00e1rea tenha ido para a rua nessa \u201cracionaliza\u00e7\u00e3o\u201d de custos.<\/p>\n<p>A absor\u00e7\u00e3o de novas tend\u00eancias e tecnologias nem sempre \u00e9 r\u00e1pida. Mas ser\u00e1 ainda mais morosa enquanto o governo insistir em premiar a produ\u00e7\u00e3o \u201csuja\u201d. Na Europa, a legisla\u00e7\u00e3o do setor j\u00e1 mostra resultado. E, apesar de estarem engatinhando no uso de energias renov\u00e1veis (ou talvez por isso), os europeus podem dizer que l\u00e1 existe, de fato, um mercado de trabalho verde. Por aqui, acomodados com tecnologias e empreendimentos estabelecidos d\u00e9cadas atr\u00e1s, continuamos limitados a alardear nosso pioneirismo no etanol e o abundante uso de energia hidr\u00e1ulica. <strong>Fernando Jasper, rep\u00f3rter de Economia<\/strong><\/p>\n<p><script><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora a promessa seja grande, carreiras ligadas \u00e0 \u00e1rea ambiental sofrem dificuldades de adapta\u00e7\u00e3o Dizer que \u201co futuro do emprego \u00e9 verde\u201d j\u00e1 virou uma esp\u00e9cie de clich\u00ea entre os especialistas em carreira. Mas, embora deva crescer a demanda por profissionais da \u00e1rea ambiental, o presente n\u00e3o se mostra t\u00e3o promissor. 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