{"id":4761,"date":"2011-03-31T10:34:08","date_gmt":"2011-03-31T13:34:08","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4761"},"modified":"2011-03-31T10:34:08","modified_gmt":"2011-03-31T13:34:08","slug":"empresas-usam-residuos-agricolas-para-produzir-pet","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4761","title":{"rendered":"Empresas usam res\u00edduos agr\u00edcolas para produzir PET"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: x-small;\">Iniciativas ainda s\u00e3o alvo de d\u00favidas e controv\u00e9rsias; presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria do PET diz que desconhece a patente.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>A Pepsico anunciou recentemente ter conseguido produzir uma garrafa apenas com res\u00edduos agr\u00edcolas, como cascas de pinheiro, laranja e batata. Em 2012, a empresa colocar\u00e1 a embalagem experimentalmente no mercado, num projeto-piloto. Depois, a ideia \u00e9 expandir o seu uso. Desde o ano passado, a Coca-Cola produz a &#8220;plant bottle&#8221; (garrafa vegetal, em tradu\u00e7\u00e3o livre) &#8211; embalagem feita com at\u00e9 30% de cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Nos dois casos, a boa not\u00edcia \u00e9 a substitui\u00e7\u00e3o de uma fonte n\u00e3o renov\u00e1vel &#8211; o petr\u00f3leo &#8211; por outra renov\u00e1vel na produ\u00e7\u00e3o do PET (sigla para politereftalato de etileno). A demanda por PET s\u00f3 cresce no Pa\u00eds. De 1994 at\u00e9 2010, o aumento chegou a 525% &#8211; no \u00faltimo ano foram produzidas 500 mil toneladas.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Mas as iniciativas ainda s\u00e3o controversas. At\u00e9 mesmo o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria do PET (Abipet), Auri Mar\u00e7on, tem d\u00favidas. Ele louva a iniciativa das empresas em pesquisar mat\u00e9rias primas mais sustent\u00e1veis, mas faz ressalvas. Diz n\u00e3o conhecer &#8220;o pulo do gato&#8221; que permitiu \u00e0 Pepsico fazer uma garrafa apenas com res\u00edduos agr\u00edcolas. &#8220;Tentei in\u00fameros caminhos e n\u00e3o consegui descobrir a rota. Os cientistas do setor de PET desconhecem a rota qu\u00edmica ou a patente que tenha sido adotada e dizem que isso \u00e9 um desafio extraordinariamente dif\u00edcil&#8221;, afirmou Mar\u00e7on.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Para ele, \u00e9 preciso ter cuidado ao falar de um produto &#8220;que ainda n\u00e3o est\u00e1 na m\u00e3o&#8221;. &#8220;Respeito, porque \u00e9 empresa de renome, mas gostaria de entender melhor como fizeram.&#8221; O Estado solicitou entrevista \u00e0 Pepsico, mas ela n\u00e3o foi concedida.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Dificuldades t\u00e9cnicas &#8211; <\/strong>O pl\u00e1stico PET \u00e9 produzido a partir da rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica de dois componentes: MEG (monoetileno glicol), respons\u00e1vel por cerca de 30% de seu peso, e o PTA (\u00e1cido politereft\u00e1lico), respons\u00e1vel pelos 70% restantes. Segundo a Coca-Cola, &#8220;atualmente, podemos produzir em escala industrial o MEGa partir de origem vegetal&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A empresa diz, por\u00e9m, que trabalha &#8220;para desenvolver o outro componente, o PTA, tamb\u00e9m a partir de fonte vegetal renov\u00e1vel&#8221;. Mas n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de quando o objetivo ser\u00e1 alcan\u00e7ado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Mar\u00e7on mostra uma incongru\u00eancia no caso da Coca-Cola. Ele explica que o res\u00edduo da cana \u00e9 mandado do Brasil para a \u00cdndia, onde est\u00e1 parte da mat\u00e9ria prima, para produzir o MEG. A resina PET \u00e9 fabricada no pa\u00eds asi\u00e1tico e depois volta para o Brasil para embalar o refrigerante.<\/p>\n<p>&#8220;Se for levar em considera\u00e7\u00e3o essa equa\u00e7\u00e3o log\u00edstica, provavelmente n\u00e3o h\u00e1 um equil\u00edbrio ambiental, n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel em termos de meio ambiente. Porque vai transportar o l\u00edquido l\u00e1 para a \u00c1sia, olha a emiss\u00e3o que se tem de combust\u00edvel de navio&#8221;, avalia o presidente da Abipet. Mas ele tamb\u00e9m afirma que, no futuro, esse conceito pode trazer bons resultados.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Distribui\u00e7\u00e3o &#8211; <\/strong>A plant bottle da Coca ainda hoje \u00e9 comercializada no Rio de Janeiro, em S\u00e3o Paulo, em Belo Horizonte, em Curitiba, no Recife e em Porto Alegre. O processo \u00e9 usado para produzir embalagens de 500 ml e 600ml &#8211; mas ainda n\u00e3o atingiu o total fabricado dessas garrafas. A empresa n\u00e3o informou, por\u00e9m, quanto do total produzido hoje \u00e9 de plant bottle. Segundo a assessoria de imprensa da Coca, a meta da empresa &#8220;\u00e9 que, at\u00e9 2014, todos os seus produtos comercializados em embalagens PET sejam em plant bottle&#8221;.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Abacaxi e banana viram pl\u00e1stico para ve\u00edculos<\/strong><\/p>\n<p>Um super pl\u00e1stico para carros feito com fibras retiradas de abacaxi e banana foi desenvolvido por pesquisadores brasileiros. Segundo Alcides Le\u00e3o, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), as propriedades desse pl\u00e1stico s\u00e3o &#8220;incr\u00edveis&#8221;. &#8220;Eles s\u00e3o leves, mas muito fortes &#8211; 30% mais leves e entre tr\u00eas e quatro vezes mais fortes&#8221;, afirma o pesquisador.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com ele, o pl\u00e1stico poder\u00e1 ser usado na fabrica\u00e7\u00e3o de diversas partes de carros, como para-choques e pain\u00e9is. O pl\u00e1stico criado tem outra vantagem: como deixar\u00e1 os carros mais leves, levar\u00e1 a uma economia de combust\u00edvel. Le\u00e3o afirma que esses pl\u00e1sticos poder\u00e3o ser usados em dois anos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Em 2009, outro brasileiro, o professor de engenharia qu\u00edmica Leonardo Simon, mostrou<\/p>\n<p>na Universidade de Waterloo, no Canad\u00e1, que a palha do trigo poderia fazer parte de pe\u00e7as de ve\u00edculos e substituir materiais n\u00e3o renov\u00e1veis obtidos por meio da minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A palha \u00e9 uma alternativa vi\u00e1vel ao uso de carbonato de c\u00e1lcio, talco e mica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Transformada em um p\u00f3, ela \u00e9 misturada com polipropileno (pl\u00e1stico) e pode formar pe\u00e7as tanto para aparte interna quanto para a externa dos ve\u00edculos. Em 2010, o novo pl\u00e1stico j\u00e1 era utilizado em algumas pe\u00e7as do carro Ford Flex.<\/p>\n<p>O Estado de S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciativas ainda s\u00e3o alvo de d\u00favidas e controv\u00e9rsias; presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria do PET diz que desconhece a patente. A Pepsico anunciou recentemente ter conseguido produzir uma garrafa apenas com res\u00edduos agr\u00edcolas, como cascas de pinheiro, laranja e batata. Em 2012, a empresa colocar\u00e1 a embalagem experimentalmente no mercado, num projeto-piloto. 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