{"id":4810,"date":"2011-04-01T10:53:59","date_gmt":"2011-04-01T13:53:59","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4810"},"modified":"2011-05-18T12:56:55","modified_gmt":"2011-05-18T15:56:55","slug":"brasil-esta-em-sexto-na-corrida-pelas-energias-limpas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4810","title":{"rendered":"Brasil est\u00e1 em sexto na corrida pelas energias limpas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: x-small;\">Pa\u00eds recebeu US$ 7,6 bilh\u00f5es em 2010 para desenvolver fontes renov\u00e1veis, ficando atr\u00e1s apenas das grandes pot\u00eancias mundiais, como a China, que consolidou sua lideran\u00e7a alcan\u00e7ando a marca dos US$ 54,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>Os investimentos em energias limpas cresceram 30% no ano passado depois de um 2009 turbulento em virtude da crise financeira mundial e chegaram aos US$ 243 bilh\u00f5es, um recorde hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>No ranking dos pa\u00edses que mais receberam recursos, o destaque segue sendo a China, que foi o destino de cerca de um quinto de todo o dinheiro encaminhado para fontes renov\u00e1veis, US$ 54,4 bilh\u00f5es. A decep\u00e7\u00e3o foi os Estados Unidos, que apesar de toda a ret\u00f3rica do presidente Barack Obama, acabou caindo uma posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior e ficou em terceiro, atr\u00e1s da Alemanha.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Brasil surge em sexto, subindo uma posi\u00e7\u00e3o desde 2009, tendo recebido US$ 7,6 bilh\u00f5es e gerado cerca de 14 GW em renov\u00e1veis. Dos investimentos, 40% foram destinados para os biocombust\u00edveis, 31% para energia e\u00f3lica e 28% para outras fontes.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Quem apresenta todos esses dados \u00e9 o relat\u00f3rio Who&#8221;s Winning the Clean Energy Race? (Quem est\u00e1 vencendo a corrida pela energia limpa?), publicado nesta ter\u00e7a-feira (29) pela ONG norte-americana Pew Charitable Trusts.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o documento, 90% de todos os investimentos foram para pa\u00edses do G20. A Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, se for considerada como um \u00fanico destino, ficaria em primeiro lugar com US$ 94 bilh\u00f5es, sendo a Alemanha e a It\u00e1lia os grandes destaques, com US$ 41,2 bilh\u00f5es e US$ 13,9 bilh\u00f5es respectivamente.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Entre os europeus a grande surpresa foi a expressiva queda do Reino Unido, que saiu de terceiro em 2009 para d\u00e9cimo terceiro no ano passado, tendo recebido apenas US$ 3,3 bilh\u00f5es. O relat\u00f3rio afirma que a raz\u00e3o para isso foi que em 2009 os projetos e\u00f3licos offshore teriam supervalorizado a posi\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Mesmo se for considerada como uma \u00fanica entidade, a Uni\u00e3o Europeia est\u00e1 com sua posi\u00e7\u00e3o na vanguarda das energias renov\u00e1veis amea\u00e7ada pelo constante e acelerado crescimento chin\u00eas. A \u00c1sia dever\u00e1 assumir em breve o papel de maior receptor de investimentos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 a queda norte-americana pode ser explicada pela n\u00e3o aprova\u00e7\u00e3o da lei energ\u00e9tica no ano passado pelo Congresso, decis\u00e3o que afastou investidores. Mesmo assim os recursos para renov\u00e1veis subiram 51% e chegaram a US$ 34 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Para o relat\u00f3rio, o crescimento alem\u00e3o e chin\u00eas \u00e9 baseado em pol\u00edticas p\u00fablicas de incentivo e de metas, fatores ainda ausentes nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Por\u00e9m alguns criticam o desenvolvimento chin\u00eas, alegando que ele \u00e9 baseado na explora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra. Respondendo isso, a ex-governadora do Michigan e conselheira do Pew, Jennifer Granholm, afirma que n\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de custos e sim de pol\u00edticas. &#8220;Esta teoria de que a China s\u00f3 cresce devido \u00e0 m\u00e3o de obra barata n\u00e3o se aplica \u00e0s energias limpas, que tem sua expans\u00e3o como uma consequ\u00eancia das pol\u00edticas de metas&#8221;, explicou.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10907px;left:-4514px;\"><a href=\"http:\/\/www.circleofblue.org\/waternews\/paul-dvdrip\">cheapest paul film<\/a><\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O Brasil, que aparece em sexto no ranking, tamb\u00e9m ocupa essa posi\u00e7\u00e3o na previs\u00e3o de crescimento para os pr\u00f3ximos cinco anos. Entre as energias limpas no pa\u00eds, se destacam a produ\u00e7\u00e3o de etanol com 36 bilh\u00f5es de litros, a gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica com biomassa, 8000MW, e as pequenas centrais hidroel\u00e9tricas, 5000MW. As grandes metas salientadas pelo relat\u00f3rio s\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o de 1805MW atrav\u00e9s de fontes e\u00f3licas at\u00e9 2012 e o aumento do uso de biodiesel.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Argentina e a Turquia tamb\u00e9m aparecem como pa\u00edses promissores, apresentando 568% e 190% de crescimento nos investimentos em 2010.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A capacidade instalada mundial de renov\u00e1veis est\u00e1 em 388GW, com 40GW em e\u00f3licas e 17GW de solares tendo sido adicionadas no ano passado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio foi produzido com base em dados de 2010, portanto ainda n\u00e3o leva em conta os efeitos da recente crise nuclear. Por isso, \u00e9 bem prov\u00e1vel que o recorde hist\u00f3rico nos investimentos em energias limpas alcan\u00e7ado no ano passado seja ultrapassado com facilidade em 2011.<\/p>\n<p>Fonte: Carbono Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pa\u00eds recebeu US$ 7,6 bilh\u00f5es em 2010 para desenvolver fontes renov\u00e1veis, ficando atr\u00e1s apenas das grandes pot\u00eancias mundiais, como a China, que consolidou sua lideran\u00e7a alcan\u00e7ando a marca dos US$ 54,4 bilh\u00f5es. 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