{"id":4815,"date":"2011-04-04T11:03:49","date_gmt":"2011-04-04T14:03:49","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4815"},"modified":"2011-04-04T11:03:49","modified_gmt":"2011-04-04T14:03:49","slug":"especialistas-alertam-para-o-perigo-dos-agrotoxicos-para-a-saude-humana-e-o-meio-ambiente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4815","title":{"rendered":"Especialistas alertam para o perigo dos agrot\u00f3xicos para a sa\u00fade humana e o meio ambiente"},"content":{"rendered":"<p><span>Especialistas que participaram de mesa-redonda promovida pela R\u00e1dio Nacional de Bras\u00edlia, da Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o, para debater o uso inadequado de agrot\u00f3xicos nas lavouras, alertaram para a import\u00e2ncia de substituir os defensivos agr\u00edcolas por produtos de menor toxicidade e tamb\u00e9m para o perigo do uso de agrot\u00f3xicos contrabandeados.<\/p>\n<p>Eles observaram que \u00e9 preocupante a contamina\u00e7\u00e3o dos produtos agr\u00edcolas e de origem animal que pode afetar a sa\u00fade humana. Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-presidente da Comiss\u00e3o Nacional de Energia Nuclear, Jos\u00e9 Luiz Santana, um dos debatedores, ponderou que o uso de defensivos acaba sendo necess\u00e1rio para que a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola mundial se situe no patamar anual de 2 bilh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os.<\/p>\n<p>Por isso, segundo ele, \u201c\u00e9 preciso que a pr\u00f3pria sociedade cobre o emprego correto desses produtos de forma que os efeitos negativos para a sa\u00fade do consumidor sejam reduzidos\u201d.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico e doutor em toxicologia da Universidade Federal de Mato Grosso Wanderlei Pignatti afirmou que, em 2009, foram utilizados, no Brasil, 720 milh\u00f5es de litros de agrot\u00f3xicos. S\u00f3 em Mato Grosso, foram consumidos 105 mil litros do produto. Ele indaga \u201conde vai parar todo esse volume\u201d e defende a reciclagem das embalagens vazias a fim de n\u00e3o contaminarem o meio ambiente.<\/p>\n<p>Pignatti alerta que a chuva e os ventos favorecem a contamina\u00e7\u00e3o dos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos. Entre os defensivos agr\u00edcolas mais perigosos, ele cita os clorados, que est\u00e3o proibidos em todo o mundo e ainda s\u00e3o utilizados largamente no Brasil. S\u00e3o defensivos que causam problemas hormonais e que podem afetar a forma\u00e7\u00e3o de fetos, segundo o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>O professor relatou que, nos locais onde o uso de agrot\u00f3xicos n\u00e3o \u00e9 feito com crit\u00e9rio, encontram-se casos de contamina\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio leite materno, \u201co alimento mais puro que existe\u201d, o que ocorre pela ingest\u00e3o do leite de vaca. \u201cA mulher vai ter todo o seu organismo afetado quando o seu leite n\u00e3o estiver puro e os efeitos t\u00f3xicos podem ficar armazenados nas camadas de gordura do corpo\u201d.<\/p>\n<p>Ele lembrou ainda h\u00e1 resolu\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento que pro\u00edbe a pulveriza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos num raio de 500 metros onde haja habita\u00e7\u00e3o e instala\u00e7\u00f5es para abrigar animais, dist\u00e2ncia que tem que ser observada tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s nascentes.<\/p>\n<p>O professor Mauro Banderali, especialista em instrumenta\u00e7\u00e3o ambiental na \u00e1rea de aterros sanit\u00e1rios, reconhece que, apesar da cultura de separa\u00e7\u00e3o do lixo t\u00f3xico em aterros que h\u00e1 existe no pa\u00eds, ainda n\u00e3o se sabe exatamente o potencial dos agrot\u00f3xicos para contaminar o solo e a \u00e1gua e, consequentemente, os seres humanos pelo consumo de alimentos cultivados em \u00e1reas pulverizadas. \u201cA prepara\u00e7\u00e3o do campo para o plantio \u00e9, frequentemente, feita sem se saber se vai vir chuva. Quando o tempo traz surpresas, ocorre a contamina\u00e7\u00e3o das nascentes em lugares onde a aplica\u00e7\u00e3o foi demasiada\u201d.<\/p>\n<p>O professor Jos\u00e9 Luiz Santana ressalva que h\u00e1, no pa\u00eds, propriedades muito bem administradas onde h\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o de manter pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis. Ele, no entanto, denunciou que h\u00e1 agricultores que usam marcas tidas como ultrapassadas na \u00e1rea dos qu\u00edmicos e que podem ser substitu\u00eddas por alternativas de produtos mais evolu\u00eddos, dispon\u00edveis no mercado.<\/p>\n<p>Para ele, apesar da seriedade do assunto, \u201cn\u00e3o se deve assustar as pessoas quanto ao consumo de alimentos\u201d, j\u00e1 que as \u00e1reas do governo que cuidam do tema t\u00eam o dever de trabalhar pelo bom uso dos agrot\u00f3xicos e, al\u00e9m disso, conforme ressaltou, a agricultura conta com um \u201ctrabalho de apoio importante por parte de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais que procuram difundir o uso correto dos defensivos agr\u00edcolas.<\/p>\n<p><em>Fonte: Louren\u00e7o Canuto\/ Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialistas que participaram de mesa-redonda promovida pela R\u00e1dio Nacional de Bras\u00edlia, da Empresa Brasil de Comunica\u00e7\u00e3o, para debater o uso inadequado de agrot\u00f3xicos nas lavouras, alertaram para a import\u00e2ncia de substituir os defensivos agr\u00edcolas por produtos de menor toxicidade e tamb\u00e9m para o perigo do uso de agrot\u00f3xicos contrabandeados. 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