{"id":4893,"date":"2011-04-12T16:59:21","date_gmt":"2011-04-12T19:59:21","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4893"},"modified":"2011-04-12T16:59:21","modified_gmt":"2011-04-12T19:59:21","slug":"ciencia-precisa-avancar-para-embasar-politica-climatica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4893","title":{"rendered":"Ci\u00eancia precisa avan\u00e7ar para embasar pol\u00edtica clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\"><span>Os investimentos em pesquisa sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nos \u00faltimos anos possibilitaram que o Pa\u00eds fosse um dos primeiros a estabelecer metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Agora, a ci\u00eancia brasileira precisa avan\u00e7ar mais para subsidiar as pol\u00edticas p\u00fablicas de adapta\u00e7\u00e3o da sociedade e dos setores econ\u00f4micos \u00e0s mudan\u00e7as do clima.<\/span><span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>Redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es &#8211; <\/span><\/strong><span>A avalia\u00e7\u00e3o foi feita pelo secret\u00e1rio de Pol\u00edticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia (MCT), Carlos Nobre, na abertura da 4\u00aa Confer\u00eancia Regional sobre Mudan\u00e7as Globais: O plano brasileiro para o futuro sustent\u00e1vel, realizada no Memorial da Am\u00e9rica Latina, em S\u00e3o Paulo (SP).<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Em fun\u00e7\u00e3o desses investimentos governamentais em pesquisa, de acordo com Nobre, foi poss\u00edvel o Brasil se tornar o primeiro Pa\u00eds em desenvolvimento a fixar metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de GEE entre 36% a 39% at\u00e9 2020, conforme estabelecido pelo Plano Nacional de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, sancionado no fim de 2009.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&#8220;Essa foi uma \u00e1rea em que avan\u00e7amos mais, com o estabelecimento de metas setoriais de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es. A mais significativa, obviamente, \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de 80% no \u00edndice de desmatamento da Amaz\u00f4nia, em que o Brasil tem conseguido obter avan\u00e7os not\u00e1veis nos \u00faltimos seis anos. Mas um desafio ainda maior ser\u00e1 reduzir em pelo menos 40% o desmatamento no Cerrado, que \u00e9 atualmente a maior fronteira agr\u00edcola brasileira&#8221;, disse.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span> <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>Medidas de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas &#8211; <\/span><\/strong><span>Ainda que as emiss\u00f5es de GEE sejam reduzidas rapidamente, a temperatura do planeta ainda continuar\u00e1 subindo nos pr\u00f3ximos s\u00e9culos. Por conta disso, o pr\u00f3ximo passo que deve ser dado \u00e9 desenvolver medidas de adapta\u00e7\u00e3o que permitam que a sociedade e os setores econ\u00f4micos se tornem mais resilientes \u00e0s mudan\u00e7as do clima, assinalou o cientista.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Uma das iniciativas recentes do Brasil nesse sentido \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o do Sistema Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais, coordenado por Nobre. O sistema contar\u00e1 com centros estaduais e regionais de monitoramento e alerta de desastres naturais, al\u00e9m de um nacional, que deve ser inaugurado at\u00e9 o fim do ano para funcionar nas pr\u00f3ximas chuvas de ver\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&#8220;Essa \u00e9 uma medida concreta de adapta\u00e7\u00e3o aos eventos clim\u00e1ticos que dev\u00edamos ao Pa\u00eds e que finalmente ser\u00e1 tirado do papel e se tornar\u00e1 uma realidade&#8221;, afirmou. De acordo com Nobre, a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tamb\u00e9m \u00e9 uma das metas do segundo Plano de A\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Pacti), em elabora\u00e7\u00e3o pelo governo federal.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>O plano estabelecer\u00e1 grandes metas que o Pa\u00eds almeja atingir em ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o no per\u00edodo de 2012 a 2015. Entre elas est\u00e3o fazer com que o Pa\u00eds tenha autonomia na gera\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios clim\u00e1ticos futuros, especialmente em proje\u00e7\u00f5es de extremos clim\u00e1ticos em escala regional, que possam apoiar os planos regionais e setoriais de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, como os da agricultura. <\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&#8220;\u00c9 fundamental adaptar a agricultura \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas para a seguran\u00e7a alimentar n\u00e3o s\u00f3 do Pa\u00eds, mas tamb\u00e9m do mundo. O Brasil j\u00e1 \u00e9 o segundo maior exportador de commodities agr\u00edcolas e, em menos de 10 anos, possivelmente se tornar\u00e1 o primeiro&#8221;, apontou Nobre.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong><span>Protagonista sem lideran\u00e7a &#8211; <\/span><\/strong><span>Na opini\u00e3o de cientistas que participaram da abertura do evento, o Brasil assumiu o protagonismo nas discuss\u00f5es sobre redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa.<strong> <\/strong>Mas, para o professor de rela\u00e7\u00f5es internacionais da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Eduardo Jos\u00e9 Viola, a capacidade de lideran\u00e7a do Pa\u00eds nas negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas \u00e9 limitada.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>&#8220;O Brasil poder\u00e1 assumir uma posi\u00e7\u00e3o mais ativa nas negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas devido \u00e0 sincroniza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es entre o MCT e o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. Mas o Pa\u00eds \u00e9 uma pot\u00eancia clim\u00e1tica m\u00e9dia. As grandes pot\u00eancias clim\u00e1ticas que podem solucionar o problema s\u00e3o os Estados Unidos, Uni\u00e3o Europeia e China, que, juntas, s\u00e3o respons\u00e1veis por 60% das emiss\u00f5es globais&#8221;, disse Viola.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span>Para Guy Pierre Brasseur, do National Center for Atmospheric Center (Ncar), dos Estados Unidos, a decis\u00e3o sobre reduzir as emiss\u00f5es globais de GEE n\u00e3o \u00e9 um problema cient\u00edfico, mas uma escolha pol\u00edtica. E uma das maneiras de se conseguir fazer com que os l\u00edderes dos pa\u00edses assumam esse compromisso seria por meio da press\u00e3o popular. &#8220;Os resultados das negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas t\u00eam sido uma cat\u00e1strofe, e os avan\u00e7os foram muito limitados. Temos que pensar em como melhorar a comunica\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia sobre os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas porque a decis\u00e3o dos pa\u00edses em reduzir suas emiss\u00f5es s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel por meio da press\u00e3o exercida por seus cidad\u00e3os&#8221;, afirmou.<\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span><em><strong>Fonte:<\/strong> Ag\u00eancia Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica<\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os investimentos em pesquisa sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nos \u00faltimos anos possibilitaram que o Pa\u00eds fosse um dos primeiros a estabelecer metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE). 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