{"id":4928,"date":"2011-04-14T14:55:16","date_gmt":"2011-04-14T17:55:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4928"},"modified":"2011-05-18T09:33:31","modified_gmt":"2011-05-18T12:33:31","slug":"carta-em-defesa-dos-rios-e-povos-aponta-outras-opcoes-para-belo-monte","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4928","title":{"rendered":"Carta em defesa dos rios e povos aponta outras op\u00e7\u00f5es para Belo Monte"},"content":{"rendered":"<p><span>No t\u00e9rmino de semin\u00e1rio realizado na Universidade Estadual do Par\u00e1 (Uepa) professores e pesquisadores de v\u00e1rias universidades assinaram ontem (13), a Carta de Bel\u00e9m &#8211; Em defesa dos rios, da vida e dos povos da Amaz\u00f4nia.<br \/>\nO encontrou tratou do tema Energia e desenvolvimento: a luta contra as hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia.\u00a0 No documento eles se comprometem a fortalecer grandes frentes contra o barramento dos rios da Amaz\u00f4nia e o movimento para barrar o Complexo Hidrel\u00e9trico de Belo Monte, inclusive criando novos comit\u00eas, e cobrando debate sobre o assunto no Senado Federal, em Bras\u00edlia (DF), com a participa\u00e7\u00e3o dos povos do rio Xingu. O documento ser\u00e1 enviado \u00e0 imprensa, autoridades e organiza\u00e7\u00f5es locais, nacionais e internacionais.<\/p>\n<p>&#8220;O evento \u00e9 mais uma das nossas a\u00e7\u00f5es que visa apresentar \u00e0 sociedade os elementos t\u00e9cnicos, cient\u00edficos, pol\u00edticos, sociais, econ\u00f4micos e culturais sobre a obra. Contudo, avaliamos que Belo Monte n\u00e3o tem sustentabilidade, e existem outras sugest\u00f5es para gera\u00e7\u00e3o de energia no Pa\u00eds&#8221;, disse Dion Monteiro, que \u00e9 mestre em Planejamento do Desenvolvimento e componente do Movimento Xingu Vivo Para Sempre (MXVPS), que promoveu o semin\u00e1rio.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10815px;left:-5440px;\"><a href=\"http:\/\/www.absurdintellectual.com\/alien-dvd\">movie alien online<\/a><\/div>\n<p>Algumas alternativas apontadas por Monteiro envolvem o processo de recupera\u00e7\u00e3o do sistema de transmiss\u00e3o de energia e das m\u00e1quinas e energia que o Pa\u00eds j\u00e1 tem. &#8220;Com isso, obt\u00e9m-se o ganho de 8 mil MWh e gasto de R$ 10 bilh\u00f5es, bem menos que Belo Monte, o qual, segundo estimativa das empreiteiras, gerar\u00e1 4,5 MWh e custar\u00e1 R$ 30 bilh\u00f5es. Outras possibilidades s\u00e3o a utiliza\u00e7\u00e3o da energia solar, e\u00f3lica e biomassa&#8221;, sugeriu.<\/p>\n<p>\u00c0 tarde a palestra tratou sobre Os diversos olhares sobre a luta contra as hidrel\u00e9tricas na Amaz\u00f4nia, ministrada pelo procurador Fel\u00edcio Pontes, do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) no Par\u00e1, com a participa\u00e7\u00e3o de Ant\u00f4nia Melo (MXVPS em Altamira) e o cacique Payr\u00e9, do povo akr\u00e3tikat\u00eaj\u00ea (Gavi\u00e3o da montanha), que relatou a luta travada contra a Eletronorte desde que iniciou a constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica de Tucuru\u00ed, sudeste paraense, no in\u00edcio dos anos 80.<\/p>\n<p><strong>A\u00e7\u00f5es<\/strong> &#8211; Segundo o procurador federal, quatro das nove a\u00e7\u00f5es judiciais ainda em curso impetradas pelo MPF\/PA podem ter a decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal, em Bras\u00edlia, a qualquer momento. Para o MPF, a mais importante delas trata do mesmo motivo que levou a Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos (OEA) a solicitar oficialmente que o governo brasileiro suspenda imediatamente o processo de licenciamento e constru\u00e7\u00e3o do Complexo Hidrel\u00e9trico de Belo Monte na semana passada. &#8220;Ela trata dos direitos dos povos ind\u00edgenas, que n\u00e3o foram ouvidos sobre o projeto, e o governo federal tenta confundir a opini\u00e3o p\u00fablica dizendo que as audi\u00eancias p\u00fablicas que ocorrem para qualquer licenciamento foram as oitivas das comunidades ind\u00edgenas. N\u00e3o \u00e9 verdade. Uma coisa \u00e9 audi\u00eancia p\u00fablica para licenciamento ambiental e outra \u00e9 oitiva de comunidade ind\u00edgena que deve ser feita pelo Congresso Nacional. E isso nunca houve&#8221;, garantiu Pontes.<\/p>\n<p>A senadora Marinor Brito (Psol), o deputado estadual Edmilson Rodrigues (Psol) e Guilherme Carvalho, educador da Funda\u00e7\u00e3o de Atendimento S\u00f3cio-Educativo (Fase), ajudaram a enriquecer o debate sobre os Modelos energ\u00e9ticos e pol\u00edticas de desenvolvimento para a Amaz\u00f4nia, apresentado por Francisco Del Moral Hernandez, mestre em energia pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP).<\/p>\n<p>Marinor afirmou que busca mobilizar no Senado a discuss\u00e3o sobre Belo Monte e, no dia 16 de maio, levar\u00e1 uma comitiva de senadores para ouvir as comunidades tradicionais, em Altamira, que ser\u00e3o afetadas pelo projeto, caso ele ocorra. &#8220;Tento dialogar com outros setores da sociedade para garantir com que as pessoas interajam nessa discuss\u00e3o, porque n\u00e3o tem como defender Belo Monte quando nos deparamos com os estudos dos impactos socioambientais da obra j\u00e1 feitos por cientistas. Estamos muito preocupados e atuamos em parceria com quem queira quebrar os mitos criados pelo governo federal sobre o tema. Espero que a press\u00e3o e resist\u00eancia social sejam grandes o suficiente para conseguir impedir esse projeto que ser\u00e1 um crime absurdo, um massacre e que lesa a p\u00e1tria&#8221;, denunciou.<\/p>\n<p>Para ler a carta na \u00edntegra acesse\u00a0<a href=\"http:\/\/www.xinguvivo.org.br\/\">www.xinguvivo.org.br<\/a><\/p>\n<p><em>Fonte: O Liberal &#8211; PA<\/em><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No t\u00e9rmino de semin\u00e1rio realizado na Universidade Estadual do Par\u00e1 (Uepa) professores e pesquisadores de v\u00e1rias universidades assinaram ontem (13), a Carta de Bel\u00e9m &#8211; Em defesa dos rios, da vida e dos povos da Amaz\u00f4nia. 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