{"id":4955,"date":"2011-04-18T14:40:05","date_gmt":"2011-04-18T17:40:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4955"},"modified":"2011-04-18T14:40:05","modified_gmt":"2011-04-18T17:40:05","slug":"hidreletricas-se-preparam-para-conter-%e2%80%9cpraga-do-mexilhao%e2%80%9d","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=4955","title":{"rendered":"Hidrel\u00e9tricas se preparam para conter \u201cpraga do mexilh\u00e3o\u201d"},"content":{"rendered":"<p><span>A dissemina\u00e7\u00e3o em rios de um tipo de mexilh\u00e3o trazido da \u00c1sia est\u00e1 deixando hidrel\u00e9tricas em alerta pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>O molusco, de duas conchas, adere a superf\u00edcies duras, pode entupir tubula\u00e7\u00f5es, parar m\u00e1quinas e elevar gastos com manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vista pela primeira vez no pa\u00eds em 1999, em Porto Alegre, a esp\u00e9cie\u00a0<em>Limnoperna fortunei<\/em> se espalhou pela bacia do Paran\u00e1, nas regi\u00f5es Sul, Sudeste e Centro-Oeste.<\/p>\n<p>O molusco foi trazido ao pa\u00eds pela \u00e1gua de lastro de navios. Para especialistas, \u00e9 quest\u00e3o de tempo para atingir outras bacias.<\/p>\n<p>A Cemig (energ\u00e9tica mineira) se prepara para enfrentar pela primeira vez o molusco, na usina de S\u00e3o Sim\u00e3o, em Goi\u00e1s. A esp\u00e9cie \u00e9 vista a 30 km da unidade.<\/p>\n<p>Um projeto de moderniza\u00e7\u00e3o prev\u00ea implantar a partir de 2012 um sistema que injeta dentro das unidades geradoras uma subst\u00e2ncia que evita que mexilh\u00f5es grudem.<\/p>\n<p>Cada limpeza feita dura cerca de quatro dias e causaria preju\u00edzo de mais de R$ 1 milh\u00e3o para cada unidade geradora.<\/p>\n<p>A Copel (Companhia Paranaense de Energia), que convive com a esp\u00e9cie desde 2006 na usina de Governador Jos\u00e9 Richa, no rio Igua\u00e7u, preparou sistema parecido em duas outras usinas no rio.<\/p>\n<p>Uma subst\u00e2ncia injetada nas tubula\u00e7\u00f5es da usina altera o pH da \u00e1gua e evita a fixa\u00e7\u00e3o da larva do molusco.<\/p>\n<p>Em quatro usinas da Cesp (companhia energ\u00e9tica paulista), nos rios Paran\u00e1 e no rio Tiet\u00ea, a estrat\u00e9gia deu certo, segundo a empresa.<\/p>\n<p>Desde 2004, uma subst\u00e2ncia baseada em cloro evita a forma\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias e que as m\u00e1quinas precisem ser paradas para limpeza. Os gastos anuais com o sistema s\u00e3o de cerca de R$ 100 mil.<\/p>\n<p><strong>Itaipu<\/strong> \u2013 Outras usinas que j\u00e1 controlaram o problema, como Itaipu (PR), adotaram medidas como aumentar a velocidade do sistema de resfriamento para evitar a fixa\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Itaipu foi a primeira usina brasileira com o mexilh\u00e3o dourado. Segundo o veterin\u00e1rio Domingo Fernandez, quando a esp\u00e9cie apareceu, em 2001, tinha uma densidade de 26 adultos por metro quadrado.<\/p>\n<p>Em 2003, chegou ao pico de 184 mil, e vem diminuindo at\u00e9 hoje, com m\u00e9dia de 7.300 mexilh\u00f5es na mesma \u00e1rea.<\/p>\n<p>\u201cComo ele \u00e9 um filtrador, j\u00e1 consumiu boa parte do recurso alimentar dispon\u00edvel. E entrou na cadeia alimentar de peixes, passou a ser comido\u201d, disse Fernandez.<em> <\/em><\/p>\n<p><em>Fonte: F\u00e1bio Freitas\/ Folha.com<\/em><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A dissemina\u00e7\u00e3o em rios de um tipo de mexilh\u00e3o trazido da \u00c1sia est\u00e1 deixando hidrel\u00e9tricas em alerta pelo pa\u00eds. O molusco, de duas conchas, adere a superf\u00edcies duras, pode entupir tubula\u00e7\u00f5es, parar m\u00e1quinas e elevar gastos com manuten\u00e7\u00e3o. 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