{"id":5087,"date":"2011-05-03T11:21:15","date_gmt":"2011-05-03T14:21:15","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=5087"},"modified":"2011-05-03T11:21:15","modified_gmt":"2011-05-03T14:21:15","slug":"primeira-vacina-contra-esquistossomose-tera-tecnologia-100-nacional","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=5087","title":{"rendered":"Primeira vacina contra esquistossomose ter\u00e1 tecnologia 100% nacional"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: x-small;\">Para a pesquisadora da Fiocruz e m\u00e9dica Miriam Tendler, a vacina ser\u00e1 um investimento social de impacto global.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>O Brasil ser\u00e1 o primeiro pa\u00eds a desenvolver uma vacina contra a esquistossomose, doen\u00e7a que acomete cerca de 200 milh\u00f5es de pessoas no mundo, segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS). A subst\u00e2ncia, desenvolvida com tecnologia 100% nacional, foi descoberta no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990 pela m\u00e9dica e pesquisadora titular da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) Miriam Tendler. Desde ent\u00e3o, j\u00e1 apresentou resultados positivos em testes com animais &#8211; 70% de imuniza\u00e7\u00e3o em camundongos &#8211; e, ainda em 2011, ser\u00e1 testada em humanos. Al\u00e9m de estar se mostrando eficaz para promover a imuniza\u00e7\u00e3o contra casos de esquistossomose, a vacina tamb\u00e9m poder\u00e1 evitar casos de outras doen\u00e7as causadas por helmintos, como a fasciolose, doen\u00e7a do gado de corte que tem um parasita causador semelhante ao da esquistossomose. O estudo contou com recursos da Faperj, por meio do edital Apoio ao Estudo de Doen\u00e7as Negligenciadas e Reemergentes, al\u00e9m de recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Como em qualquer outra vacina, a t\u00e9cnica consistiu em utilizar um ant\u00edgeno &#8211; subst\u00e2ncia que estimula a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos &#8211; para fortalecer o sistema imunol\u00f3gico do potencial hospedeiro contra o ataque do parasita. No caso, foi a prote\u00edna SM-14, obtida pelo grupo de pesquisadores da Fiocruz e colaboradores coordenado por Miriam Tendler, a partir do pr\u00f3prio Schistosoma mansoni, o parasita causador da esquistossomose. Prote\u00edna essencial para a sobreviv\u00eancia do parasita, a Sm-14 \u00e9 propriedade intelectual da Fiocruz e faz parte de um grupo conhecido como fatty acid-binding proteins (prote\u00ednas ligadoras de \u00e1cidos graxos). &#8220;No in\u00edcio dos anos 1990, a SM-14 foi eleita pela OMS como um dos seis ant\u00edgenos priorit\u00e1rios para o desenvolvimento da primeira vacina contra a esquistossomose, ao lado de quatro propostas americanas, que n\u00e3o foram para frente, e de uma francesa, que n\u00e3o tem a mesma abrang\u00eancia que a nossa, pois \u00e9 restrita \u00e0 esquistossomose&#8221;, conta.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o &#8211; <\/strong>De acordo com a coordenadora do projeto, a versatilidade da utiliza\u00e7\u00e3o do ant\u00edgeno \u00e9 o grande diferencial da proposta brasileira. A prote\u00edna SM-14 pode servir como base para a produ\u00e7\u00e3o de vacinas que atuem contra diversas doen\u00e7as causadas por helmintos. &#8220;Estamos na fase final do desenvolvimento de uma vacina anti-helm\u00edntica bivalente, ou seja, capaz de prevenir duas doen\u00e7as, a esquistossomose, doen\u00e7a humana de grande import\u00e2ncia social, e a fasciolose, que acomete rebanhos em todo o mundo&#8221;, explica Miriam Tendler. O pr\u00f3ximo passo, no entanto, \u00e9 ampliar ainda mais a abrang\u00eancia da vacina para torn\u00e1-la multivalente. &#8220;J\u00e1 temos em vista adapt\u00e1-la para que tamb\u00e9m possa prevenir outras doen\u00e7as causadas por helmintos, como a hemoncose, que afeta bovinos e ovinos&#8221;, completa.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A possibilidade de abrir o leque, tornando a vacina um produto da ind\u00fastria veterin\u00e1ria em um futuro pr\u00f3ximo, ajudou a impulsionar, indiretamente, o desenvolvimento da subst\u00e2ncia tamb\u00e9m para humanos. Uma parceria que envolve o licenciamento da explora\u00e7\u00e3o de patentes foi fechada entre a Fiocruz e a ind\u00fastria brasileira Ourofino Agroneg\u00f3cio. &#8220;Estamos \u00e0s v\u00e9speras da realiza\u00e7\u00e3o de testes de seguran\u00e7a da vacina em humanos, que deve durar cinco meses. Depois dessa etapa, ser\u00e1 importante que a vacina transponha os limites da academia e seja produzida em escala industrial, para entrar no mercado&#8221;, avalia. &#8220;Ser\u00e1 a primeira vacina desenvolvida com tecnologia totalmente brasileira. Isso dar\u00e1 ao pa\u00eds autonomia para prevenir a esquistossomose, adotando a preven\u00e7\u00e3o como medida priorit\u00e1ria, e n\u00e3o apenas o tratamento. Ser\u00e1 uma vit\u00f3ria nacional e um investimento social de impacto global&#8221;, conclui Miriam Tendler.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Faperj<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a pesquisadora da Fiocruz e m\u00e9dica Miriam Tendler, a vacina ser\u00e1 um investimento social de impacto global. O Brasil ser\u00e1 o primeiro pa\u00eds a desenvolver uma vacina contra a esquistossomose, doen\u00e7a que acomete cerca de 200 milh\u00f5es de pessoas no mundo, segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS). 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