{"id":5117,"date":"2011-05-04T09:53:26","date_gmt":"2011-05-04T12:53:26","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=5117"},"modified":"2011-05-04T09:53:26","modified_gmt":"2011-05-04T12:53:26","slug":"pistas-do-declinio-de-anfibios","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=5117","title":{"rendered":"Pistas do decl\u00ednio de anf\u00edbios"},"content":{"rendered":"<p>Os anf\u00edbios em todo o mundo est\u00e3o em crise. Estima-se que 40% das esp\u00e9cies tiveram redu\u00e7\u00e3o em n\u00famero de suas popula\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos 30 anos. Um novo estudo se volta para museus para investigar os motivos desse decl\u00ednio.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise de amostras de DNA da pele de esp\u00e9cimes preservados em cole\u00e7\u00f5es feita por Tina Cheng, da Universidade do Estado de San Francisco, nos Estados Unidos, e colegas indicou um padr\u00e3o e um poss\u00edvel culpado.<\/p>\n<p>De acordo com o trabalho, que ser\u00e1 publicado esta semana no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, salamandras encontradas em partes do M\u00e9xico e da Guatemala e sapos e salamandras da regi\u00e3o de Monteverde, na Costa Rica, come\u00e7aram a desaparecer no mesmo per\u00edodo em que o fungo <em>Batrachochytrium dendrobatidis<\/em> foi introduzido por essas \u00e1reas.<\/p>\n<p>Os esp\u00e9cimes analisados permitiram aos pesquisadores tra\u00e7ar a epidemia do fungo desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1970, no sul do M\u00e9xico. A partir dali, o fungo teria se espalhado ao sul para a Guatemala, nas d\u00e9cadas de 1980 e 1990, e para a Costa Rica, em 1987.<\/p>\n<p>Em Monteverde, a situa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a preocupar quando duas esp\u00e9cies de anf\u00edbios simplesmente desapareceram: o sapo-dourado (<em>Bufo periglenes<\/em>) e a r\u00e3-arlequim (<em>Atelopus varius<\/em>).<\/p>\n<p>A tamanha velocidade da extin\u00e7\u00e3o \u2013 o sapo-dourado, por exemplo, sumiu em apenas tr\u00eas anos \u2013 levou cientistas a investigar poss\u00edveis motivos, como o aquecimento global, seca ou infec\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise do DNA da pele de esp\u00e9cimes do Museu de Biologia de Vertebrados da Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley permitiu apontar que, pelo menos no caso das duas esp\u00e9cies, a infec\u00e7\u00e3o por fungo foi o motivo mais prov\u00e1vel pela extin\u00e7\u00e3o s\u00fabita.<\/p>\n<p>O mais antigo sinal de infec\u00e7\u00e3o por <em>Batrachochytrium dendrobatidis<\/em> identificado pelo grupo foi em um exemplar capturado em 1972.<\/p>\n<p>\u201cOs anf\u00edbios s\u00e3o sobreviventes h\u00e1 muito tempo. Eles est\u00e3o aqui h\u00e1 cerca de 360 milh\u00f5es de anos e conseguiram resistir a quatro extin\u00e7\u00f5es em massa. At\u00e9 h\u00e1 pouco os anf\u00edbios estavam muito bem, mas algo sem precedentes e realmente preocupante tem acontecido com eles h\u00e1 40 anos\u201d, disse Vance Vredenburg, do museu em Berkeley, outro autor do estudo.<em> <\/em><\/p>\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Fapesp<\/em><\/p>\n<p><script type=\"text\/javascript\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os anf\u00edbios em todo o mundo est\u00e3o em crise. Estima-se que 40% das esp\u00e9cies tiveram redu\u00e7\u00e3o em n\u00famero de suas popula\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos 30 anos. Um novo estudo se volta para museus para investigar os motivos desse decl\u00ednio. 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