{"id":5131,"date":"2011-05-04T10:34:20","date_gmt":"2011-05-04T13:34:20","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=5131"},"modified":"2011-05-04T10:34:20","modified_gmt":"2011-05-04T13:34:20","slug":"colecoes-dispersas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=5131","title":{"rendered":"Cole\u00e7\u00f5es dispersas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: x-small;\">As cole\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas existentes nas universidades, em geral, n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddas no or\u00e7amento permanente das institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>Por isso, as limita\u00e7\u00f5es de recursos financeiros amea\u00e7am esses acervos de import\u00e2ncia capital para o avan\u00e7o do conhecimento sobre a biodiversidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Essa preocupa\u00e7\u00e3o foi levantada por um grupo de pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ribeir\u00e3o Preto (FFCLRP) da USP, em carta publicada na edi\u00e7\u00e3o de 21 de abril da revista Nature.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Na carta, Fl\u00e1vio Bockmann, do Departamento de Biologia da FFCLRP, e colegas anunciam que est\u00e3o reunindo suas cole\u00e7\u00f5es dispersas em diversos laborat\u00f3rios para formar um Museu da Biodiversidade. A iniciativa teve apoio da Fapesp a partir de um projeto selecionado na Chamada de Apoio \u00e0 Infraestrutura de Pesquisa &#8211; Centros Deposit\u00e1rios de Informa\u00e7\u00f5es, Documentos e\/ou Cole\u00e7\u00f5es Biol\u00f3gicas .<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Segundo os autores do texto, as universidades com cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas bem estruturadas fornecem um ambiente muito rico para o treinamento de bi\u00f3logos que, posteriormente, ser\u00e3o os respons\u00e1veis por lidar com as quest\u00f5es mais prementes relacionadas \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Bockmann conta que o imenso volume de material biol\u00f3gico armazenado em diversas outras universidades nacionais est\u00e1 aumentando exponencialmente \u00e0 medida que avan\u00e7a a expans\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o superior no Pa\u00eds. &#8220;\u00c9 fundamental que outras universidades tomem iniciativas semelhantes, consolidando suas cole\u00e7\u00f5es e coordenando esfor\u00e7os na pesquisa sobre a biodiversidade para contribuir com as pol\u00edticas de conserva\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o&#8221;, disse \u00e0 Ag\u00eancia Fapesp.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Bockmann destaca que geralmente os grandes museus t\u00eam origem em cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que, no in\u00edcio, s\u00e3o acumuladas por pesquisadores nas universidades. Mas, para que se transformem em museu, \u00e9 preciso que haja investimento que possibilite a sua institucionaliza\u00e7\u00e3o. Caso contr\u00e1rio, o material permanece disperso e muitas vezes s\u00f3 n\u00e3o se perde por esfor\u00e7o dos pr\u00f3prios pesquisadores. &#8220;Hoje, acumulamos um volume muito grande de material cient\u00edfico em cole\u00e7\u00f5es que est\u00e3o em diferentes graus de conserva\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o. O problema \u00e9 que a responsabilidade por esses acervos n\u00e3o est\u00e1 definida nos regimentos das universidades&#8221;, explicou.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O problema das cole\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas, segundo Bockmann, tem escala mundial. Isso motivou o grupo de pesquisadores a divulgar a iniciativa do Museu de Biodiversidade na Nature. No Brasil, o problema se acentua ainda mais, j\u00e1 que o Pa\u00eds det\u00e9m a maior biodiversidade do mundo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>&#8220;Temos grandes cole\u00e7\u00f5es espalhadas por universidades de todo o Pa\u00eds, muitas vezes sem os devidos cuidados. Al\u00e9m disso, hoje qualquer estudo de avalia\u00e7\u00e3o ambiental no Pa\u00eds exige que todo o material coletado seja tombado em cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. No nosso caso, recebemos material biol\u00f3gico continuamente e a tend\u00eancia \u00e9 que o acervo cres\u00e7a exponencialmente&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Segundo Bockmann, o apoio financeiro da Fapesp permitiu que a FFCLRP desse in\u00edcio ao processo de institucionaliza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o de suas cole\u00e7\u00f5es. &#8220;A iniciativa da Fapesp de lan\u00e7ar uma chamada especificamente voltada para a gest\u00e3o de cole\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas \u00e9 exemplar. Nossa expectativa \u00e9 que o projeto do museu crie um efeito multiplicador, incentivando outras iniciativas semelhantes&#8221;, disse.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o das cole\u00e7\u00f5es, segundo ele, exige investimentos de car\u00e1ter organizacional &#8211; incluindo a compra de servidores e a implanta\u00e7\u00e3o de softwares gestores dos acervos -, al\u00e9m de recursos para a estrutura f\u00edsica. &#8220;Estamos utilizando os recursos, por exemplo, para montar a infraestrutura de armazenamento, incluindo estantes compactadoras modulares e para adquirir um equipamento de raio X digital, muito utilizado na \u00e1rea de vertebrados. Trata-se de uma verba relativamente modesta em rela\u00e7\u00e3o aos enormes resultados que poder\u00e1 trazer&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador, a previs\u00e3o \u00e9 que sejam investidos R$ 20 milh\u00f5es para que a primeira parte do museu seja completada e se torne plenamente operacional. O or\u00e7amento total est\u00e1 estimado em R$ 70 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>As cole\u00e7\u00f5es da FFCLRP, segundo Bockmann, incluem, por exemplo, um vasto herb\u00e1rio e um importante acervo de peixes, r\u00e9pteis, crust\u00e1ceos, de paleontologia e de entomologia, al\u00e9m da maior cole\u00e7\u00e3o do mundo de abelhas neotropicais sem ferr\u00e3o. &#8220;S\u00e3o mais de 10 cole\u00e7\u00f5es. Nossa estimativa \u00e9 que o acervo tenha, no momento, mais de 600 mil exemplares. Mas esse n\u00famero cresce continuamente&#8221;, disse.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Essas cole\u00e7\u00f5es, segundo ele, formar\u00e3o a base para o acervo expositivo do museu. &#8220;Essa \u00e9 uma parte importante do projeto, porque n\u00e3o queremos que o museu seja apenas um pretexto para guardar as cole\u00e7\u00f5es para pesquisa. Queremos consolidar um ambiente de pesquisa de alto padr\u00e3o sobre a biodiversidade e fazer uma exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica de n\u00edvel internacional sobre o tema. O objetivo \u00e9 ambicioso: queremos um museu que seja um polo de atra\u00e7\u00e3o em \u00e2mbito nacional e n\u00e3o apenas regional&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es: <a href=\"http:\/\/www.nature.com\/\">www.nature.com<\/a>.<\/p>\n<p>F\u00e1bio de Castro da Ag\u00eancia Fapesp<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As cole\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas existentes nas universidades, em geral, n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddas no or\u00e7amento permanente das institui\u00e7\u00f5es. 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