{"id":5198,"date":"2011-05-09T10:27:24","date_gmt":"2011-05-09T13:27:24","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=5198"},"modified":"2011-05-09T10:27:24","modified_gmt":"2011-05-09T13:27:24","slug":"nova-vitima-do-aquecimento-global-e-o-pao-frances","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=5198","title":{"rendered":"Nova v\u00edtima do aquecimento global \u00e9 o p\u00e3o franc\u00eas"},"content":{"rendered":"<p>A principal mat\u00e9ria-prima do p\u00e3o franc\u00eas \u00e9 a mais nova v\u00edtima do aquecimento global: o trigo est\u00e1 sendo afetado pelo aumento da temperatura, e as lavouras de milho seguem a mesma tend\u00eancia.<\/p>\n<p>N\u00e3o que as safras estejam diminuindo. Pelo contr\u00e1rio, est\u00e3o aumentando devido aos avan\u00e7os nas tecnologias de produ\u00e7\u00e3o. O que acontece \u00e9 que, com o aquecimento, esse aumento \u00e9 menor do que aconteceria normalmente.<\/p>\n<p>A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 de cientistas das universidades Stanford e Columbia, nos EUA, que analisaram o impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nas quatro culturas que representam 75% das calorias consumidas pelos seres humanos: arroz, trigo, milho e soja.<\/p>\n<p>Os cientistas usaram dados de temperatura e chuva do per\u00edodo entre 1980 e 2008, al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es sobre colheitas em todo o mundo. Com isso, eles projetaram o resultado das lavouras sem o aquecimento e o compararam com o que realmente aconteceu nos campos.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de trigo foi 5,5% menor do que seria se os term\u00f4metros n\u00e3o tivessem subido. A de milho tamb\u00e9m foi afetada, encolhendo 3,8%. J\u00e1 lavouras de soja e de arroz n\u00e3o tiveram altera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Embora a redu\u00e7\u00e3o ainda possa ser considerada modesta, ela j\u00e1 serve de alerta.<\/p>\n<p>&#8220;Em alguns pa\u00edses, as tend\u00eancias clim\u00e1ticas foram fortes o suficiente para compensar parcela significativa do aumento de produ\u00e7\u00e3o das lavouras trazido pela tecnologia, fertiliza\u00e7\u00e3o com di\u00f3xido de carbono e outros fatores&#8221;, diz o trabalho, publicado na vers\u00e3o online da &#8220;Science&#8221;.<\/p>\n<p>Para o climatologista do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) Jos\u00e9 Marengo, a pesquisa \u00e9 v\u00e1lida, mas deveria considerar um per\u00edodo de tempo maior.<\/p>\n<p>&#8220;Os anos estudados s\u00e3o os extremos mais quentes. Eles deveriam ter considerado tamb\u00e9m as d\u00e9cadas de 1960 e 1970, mais frias. Isso poderia ter mostrado uma redu\u00e7\u00e3o potencial menor das culturas&#8221;, disse \u00e0 <strong>Folha<\/strong>.<\/p>\n<p>Marengo tamb\u00e9m criticou os cientistas por dar &#8220;pouca import\u00e2ncia&#8221; ao trabalho de adapta\u00e7\u00e3o das lavouras, como investimento em cria\u00e7\u00e3o de variedades mais resistentes e outras tecnologias. &#8220;Enquanto n\u00e3o podemos reverter o aquecimento, \u00e9 esse o caminho&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Ironicamente, os EUA, que no per\u00edodo foram os maiores poluidores do planeta, n\u00e3o tiveram aumento de temperatura e, consequentemente, perda potencial de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Brasil, a produ\u00e7\u00e3o de trigo foi a mais afetada, seguida por uma queda mais modesta na de milho.<\/p>\n<p>Locais muito frios para a agricultura, como partes do Canad\u00e1 e \u00e1reas do \u00c1rtico, por outro lado, podem sair beneficiados com surgimento de zonas quentes agricult\u00e1veis.<\/p>\n<p>Fonte: Giuliana Miranda, de S\u00e3o Paulo<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A principal mat\u00e9ria-prima do p\u00e3o franc\u00eas \u00e9 a mais nova v\u00edtima do aquecimento global: o trigo est\u00e1 sendo afetado pelo aumento da temperatura, e as lavouras de milho seguem a mesma tend\u00eancia. 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