{"id":5510,"date":"2011-05-13T10:21:03","date_gmt":"2011-05-13T13:21:03","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=5510"},"modified":"2011-05-13T10:21:03","modified_gmt":"2011-05-13T13:21:03","slug":"focas-usam-seus-bigodes-para-achar-comida-dentro-da-agua","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=5510","title":{"rendered":"Focas usam seus bigodes para achar comida dentro da \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<p>As focas podem n\u00e3o parecer, mas s\u00e3o muito espertas. Pesquisadores alem\u00e3es descobriram que o animal tem a capacidade de distinguir um peixe mais apetitoso por meio de um mecanismo presente em seus bigodes, que conseguem diferenciar o rastro deixado pelos peixes na \u00e1gua. O sistema \u00e9 muito melhor que um par de \u00f3culos, ou um sonar, e tem uma precis\u00e3o de cent\u00edmetros.<\/p>\n<p>Vale lembrar que as focas muitas vezes buscam suas presas em condi\u00e7\u00f5es onde a \u00e1gua \u00e9 barrenta e a visibilidade \u00e9 pouca. A capacidade de analisar os rastros deixados na \u00e1gua \u00e9 essencial para o sucesso da ca\u00e7ada. \u201cElas usam esta habilidade para identificar presas mais valiosas, porque buscar um peixe muito pequeno pode n\u00e3o compensar o esfor\u00e7o\u201d, disse ao iG Wolf Hanke, do departamento de ecologia sensorial e cognitiva da Universidade de Rostock, na Alemanha. A capacidade tamb\u00e9m \u00e9 uma boa maneira de evitar predadores.<\/p>\n<p>O bigode das focas \u00e9 semelhante ao dos gatos, s\u00f3 que tem cerca de dez vezes mais fibras nervosas e um formato que favorece a identifica\u00e7\u00e3o de sinais deixados por suas presas. Outros animais marinhos, como golfinhos e baleias, usam uma esp\u00e9cie de sonar interno que os permite localizar a presa e medir a que dist\u00e2ncia ela est\u00e1. \u201cAs focas resolvem o mesmo problema apenas com os bigodes. Isto quer dizer que h\u00e1 pelo menos duas maneiras diferentes de mam\u00edferos de origens diferentes resolverem o problema de encontrar alimento tendo a vis\u00e3o limitada\u201d, disse.<\/p>\n<p>A capacidade das focas impressionou tanto os pesquisadores que eles criaram um rob\u00f4 que repete as suas habilidades. O prot\u00f3tipo auxilia na compreens\u00e3o dos mecanismos e vem sendo melhorado conforme novas descobertas s\u00e3o feitas. Um estudo pr\u00e9vio realizado pela mesma equipe demonstrou que elas podem perseguir um peixe mesmo que ele tenha passado h\u00e1 35 segundos por elas.<\/p>\n<p><strong>Henry, o observador<\/strong> \u2013 Para chegar a tal n\u00edvel de precis\u00e3o sobre a habilidade das focas em detectar poss\u00edveis presas, os pesquisadores tiveram o aux\u00edlio de uma foca chamada Henry, do Centro de Ci\u00eancias Marinhas, na Alemanha. Os pesquisadores vendaram os olhos do animal e cobriram suas orelhas. Em um tanque, uma nadadeira mec\u00e2nica percorreu a \u00e1gua e s\u00f3 ap\u00f3s alguns segundos permitiram que a foca entrasse no tanque.<\/p>\n<p>O animal foi treinado para pressionar um alvo quando identificasse um rastro de uma boa presa. A equipe descobriu que Henry poderia distinguir entre nadadeiras que diferem em menos de 2,8 cent\u00edmetros de largura.<\/p>\n<p>Os pesquisadores decidiram testar quais s\u00e3o as caracter\u00edsticas nas nadadeiras fazem com que as focas as notem. \u201cN\u00f3s variamos as velocidade das nadadeiras para que a velocidade n\u00e3o servisse de pista para Henry, apenas a estrutura do rastro deveria ser analisada\u201d, disse. Num terceiro momento o design das nadadeiras foi variado e a foca teve que distinguir entre nadadeiras triangulares, cil\u00edndricas e planas, a partir da an\u00e1lise dos rastros produzidos na \u00e1gua.<\/p>\n<p><em>Fonte: Maria Fernanda Ziegler\/ Portal iG<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As focas podem n\u00e3o parecer, mas s\u00e3o muito espertas. 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