{"id":567,"date":"2009-05-15T08:52:40","date_gmt":"2009-05-15T11:52:40","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=567"},"modified":"2011-03-15T15:18:04","modified_gmt":"2011-03-15T18:18:04","slug":"poucos-adotam-selo-verde-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=567","title":{"rendered":"Poucos adotam &#039;selo verde&#039; no Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\">Cada vez mais exigidas das empresas e das administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas na hora de fechar contratos ou parcerias, as certifica\u00e7\u00f5es ambientais ainda s\u00e3o dif\u00edceis de ser reconhecidas pelos consumidores brasileiros. Os poucos produtos dispon\u00edveis no mercado com o chamado selo verde n\u00e3o trazem informa\u00e7\u00f5es sobre sua origem com clareza.<\/p>\n<p>A diretora de estudos e pesquisa do Procon (Funda\u00e7\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa do Consumidor) de S\u00e3o Paulo, Val\u00e9ria Rodrigues Garcia, defende que esses produtos devem informar sobre o processo que garantiu o reconhecimento da marca. Ela n\u00e3o se lembra de ter recebido, at\u00e9 hoje, nenhuma reclama\u00e7\u00e3o de consumidores sobre a qualidade sustent\u00e1vel de um produto. Mas &#8220;nada impede algu\u00e9m de fazer uma den\u00fancia se desconfiar de algum certificado&#8221;.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Lisa Gunn, coordenadora executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a certifica\u00e7\u00e3o \u00e9 um instrumento importante na hora da compra, porque ajuda a identificar produtos de menor impacto ambiental. Mesmo assim, \u00e9 preciso manter a aten\u00e7\u00e3o. &#8220;O consumidor tem de saber distinguir a autodeclara\u00e7\u00e3o da certifica\u00e7\u00e3o, que envolve uma terceira parte (outra empresa ou certificadora)&#8221;, diz ela.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio avaliar se o selo certifica um produto ou indica o sistema de gest\u00e3o de determinada empresa. &#8220;Um modelo de gest\u00e3o sustent\u00e1vel n\u00e3o indica, necessariamente, que o produto comercializado \u00e9 ambientalmente melhor. Assim como o produto certificado n\u00e3o atesta a gest\u00e3o sustent\u00e1vel de uma empresa.&#8221;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, alguns setores n\u00e3o t\u00eam um sistema padronizado, que ofere\u00e7a informa\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel ao comprador. &#8220;A maioria dos produtos, por exemplo, ainda n\u00e3o informa a melhor forma de descartar a embalagem&#8221;, diz Val\u00e9ria.<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-9909px;left:-4969px;\"><a href=\"http:\/\/www.englize.com\/download\/scared-shrekless-dvdrip\">scared shrekless full dvd<\/a><\/div>\n<p>O Idec elaborou o Manual de Consumo Sustent\u00e1vel, adotado em 2005 como material de refer\u00eancia pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o para instruir professores sobre consumo e sustentabilidade. Hoje, o documento guia tamb\u00e9m vendedores e compradores com consci\u00eancia ecol\u00f3gica. O site da institui\u00e7\u00e3o (idec.org.br) disponibiliza o manual para download gratuito.<\/p>\n<p align=\"justify\">Para ter ideia do tamanho da demanda por produtos ecologicamente corretos, o Instituto Akatu, que considera o consumidor como agente transformador, realizou em 2006 uma pesquisa com 1.275 pessoas em 11 cidades brasileiras.<\/p>\n<p>Apenas 33% dos entrevistados foram classificados como engajados ou conscientes. &#8220;O consciente \u00e9 o top e entende a quest\u00e3o ambiental inserida no contexto coletivo. Ele compra produtos com certificado, pede nota fiscal e economiza \u00e1gua. O engajado est\u00e1 a caminho do consciente&#8221;, diz Dorothy Roma, gerente de pesquisas e m\u00e9tricas do Akatu.<\/p>\n<p><strong>Cat\u00e1logo Sustent\u00e1vel &#8211;\u00a0\u00a0<\/strong>A profissional de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas Tha\u00eds Cavicchioli, de 21 anos, \u00e9 uma das consumidoras conscientes que encontraram na internet uma boa fonte de informa\u00e7\u00e3o sobre produtos. Antes de fazer uma compra, ela consulta o site Cat\u00e1logo Sustent\u00e1vel (catalogosustentavel.com.br), desenvolvido pelo Centro de Estudos de Sustentabilidade da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV). &#8220;No supermercado, \u00e9 dif\u00edcil ver se um produto \u00e9 realmente sustent\u00e1vel&#8221;, diz.<\/p>\n<p>No ar desde abril do ano passado, o site conta hoje com cerca de 560 itens cadastrados, entre produtos e servi\u00e7os. Todos precisam passar por uma avalia\u00e7\u00e3o para entrar na lista. &#8220;N\u00e3o consideramos nenhum selo verde que n\u00e3o tenha crit\u00e9rios objetivos&#8221;, afirma Luciana Stocco Betiol, coordenadora do Programa de Consumo Sustent\u00e1vel da funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Normatiza\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; At\u00e9 o pr\u00f3ximo ano tamb\u00e9m deve ser publicado outro indicador de sustentabilidade. A Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para Padroniza\u00e7\u00e3o (ISO, na sigla em ingl\u00eas) promover\u00e1 um encontro na semana que vem, no Canad\u00e1, para produzir a vers\u00e3o semifinal do ISO 26.000.<\/p>\n<p>Entre as normas da institui\u00e7\u00e3o, esta ser\u00e1 a mais sustent\u00e1vel at\u00e9 hoje, porque pretende criar padr\u00f5es de responsabilidade social. &#8220;O tema \u00e9 complexo. Vai de direitos humanos a governan\u00e7a corporativa, de meio ambiente ao direito do consumidor&#8221;, diz Aron Belinky, um dos redatores principais do documento, que vai servir como uma guia de diretrizes para melhorar sistemas de gest\u00e3o, e n\u00e3o um certificado. <em>(Fonte: Lucas Fras\u00e3o\/ Estad\u00e3o Online)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cada vez mais exigidas das empresas e das administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas na hora de fechar contratos ou parcerias, as certifica\u00e7\u00f5es ambientais ainda s\u00e3o dif\u00edceis de ser reconhecidas pelos consumidores brasileiros. Os poucos produtos dispon\u00edveis no mercado com o chamado selo verde n\u00e3o trazem informa\u00e7\u00f5es sobre sua origem com clareza. 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