{"id":5783,"date":"2011-05-16T11:24:41","date_gmt":"2011-05-16T14:24:41","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=5783"},"modified":"2011-05-16T11:24:41","modified_gmt":"2011-05-16T14:24:41","slug":"protecao-de-araucarias-no-sul-do-pais-esta-sob-ameaca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=5783","title":{"rendered":"Prote\u00e7\u00e3o de arauc\u00e1rias no sul do pa\u00eds est\u00e1 sob amea\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Os esfor\u00e7os para conservar a mata de arauc\u00e1rias, vegeta\u00e7\u00e3o t\u00edpica do Sul e um dos ecossistemas menos preservados no Brasil, t\u00eam esbarrado na resist\u00eancia de propriet\u00e1rios rurais e na falta de estrutura do governo federal.<\/p>\n<p>Das oito unidades de conserva\u00e7\u00e3o planejadas pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, a serem criadas no Paran\u00e1 e em Santa Catarina, duas est\u00e3o engavetadas por press\u00e3o de ruralistas e outras duas que j\u00e1 foram criadas est\u00e3o sendo questionadas na Justi\u00e7a por produtores.<\/p>\n<p>Das outras quatro reservas decretadas, tr\u00eas ainda enfrentam resist\u00eancias de parte dos propriet\u00e1rios, que dificultam o andamento das a\u00e7\u00f5es de preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 agora, nenhum propriet\u00e1rio cujas terras foram inclu\u00eddas nas reservas foi indenizado &#8211;s\u00f3 a partir disso a \u00e1rea \u00e9 considerada p\u00fablica. No Paran\u00e1, a regi\u00e3o em que est\u00e3o as reservas \u00e9 uma das principais produtoras de soja e milho e at\u00e9 hoje h\u00e1 fazendeiros no local. Em outras unidades, h\u00e1 tamb\u00e9m cria\u00e7\u00e3o de gado, explora\u00e7\u00e3o de pinus e cultivo de erva-mate.<\/p>\n<p>Os produtores, que n\u00e3o precisam sair enquanto n\u00e3o forem indenizados, argumentam que as \u00e1reas atingidas est\u00e3o antropizadas (ocupadas pelo homem) h\u00e1 d\u00e9cadas e que n\u00e3o faz sentido inclu\u00ed-las nas unidades. Para eles, as reservas foram criadas para o governo &#8220;mostrar servi\u00e7o&#8221;, sem checar se de fato havia ou n\u00e3o o que preservar.<\/p>\n<p>&#8220;Eles n\u00e3o vieram in loco. Pegaram uma foto [de sat\u00e9lite] e disseram: &#8216;Aqui tem verdinho. Vamos fazer um parque aqui'&#8221;, diz Gustavo Ribas Netto, 40, cuja propriedade foi integralmente inclu\u00edda no Parque Nacional dos Campos Gerais (a 120 km de Curitiba).<\/p>\n<p>Sua fazenda, de mil hectares, produz aproximadamente 1.200 toneladas de soja, milho e feij\u00e3o por ano. L\u00e1 tamb\u00e9m s\u00e3o criadas cerca de 900 cabe\u00e7as de gado.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio do Meio Ambiente diz que \u00e9 poss\u00edvel &#8211;e necess\u00e1rio&#8211; recuperar as \u00e1reas degradadas, para garantir a preserva\u00e7\u00e3o da mata de arauc\u00e1rias. Hoje, s\u00f3 restam 3% desse ecossistema.<\/p>\n<p><img src=\"http:\/\/f.i.uol.com.br\/folha\/ciencia\/images\/11135312.jpeg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/p>\n<table class=\"articleGraphic\" border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"articleGraphicCredit\">Editoria de Arte\/Folhapress<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&#8220;A press\u00e3o [sobre as \u00e1reas preservadas] \u00e9 cont\u00ednua e crescente&#8221;, afirma Jo\u00e3o de Deus Medeiros, diretor do departamento de Florestas do minist\u00e9rio. &#8220;Temos que trabalhar com a perspectiva de recupera\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Medeiros tamb\u00e9m diz que houve &#8220;intenso&#8221; trabalho de campo e realiza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias audi\u00eancias p\u00fablicas &#8211;a despeito da resist\u00eancia de alguns propriet\u00e1rios na \u00e9poca.<\/p>\n<p>Segundo ele, algumas audi\u00eancias foram feitas com prote\u00e7\u00e3o da Pol\u00edcia Federal e bi\u00f3logos do minist\u00e9rio chegaram a ser agredidos. At\u00e9 agora, todas as a\u00e7\u00f5es que pediam na Justi\u00e7a a revis\u00e3o das \u00e1reas de conserva\u00e7\u00e3o foram negadas. Alguns produtores, por\u00e9m, continuam recorrendo das decis\u00f5es, inclusive no STJ (Superior Tribunal de Justi\u00e7a) e no STF (Supremo Tribunal Federal).<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o deles, o governo poderia ter criado unidades de conserva\u00e7\u00e3o mistas, que permitissem a participa\u00e7\u00e3o dos propriet\u00e1rios. &#8220;A gente aprende a preservar desde pequeno. Isso aqui \u00e9 nossa heran\u00e7a&#8221;, diz Vespasiano Bittencourt, 53, cuja propriedade (que tem 50% da \u00e1rea preservada) foi inclu\u00edda numa das reservas.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, por sua vez, afirma que foi aberto um prazo para a apresenta\u00e7\u00e3o de propostas de RPPN (Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural) para as regi\u00f5es atingidas, mas diz que nada foi apresentado.<\/p>\n<p>Fonte: ESTELITA HASS CARAZZAI, Da Folha Ponta Grossa (PR)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os esfor\u00e7os para conservar a mata de arauc\u00e1rias, vegeta\u00e7\u00e3o t\u00edpica do Sul e um dos ecossistemas menos preservados no Brasil, t\u00eam esbarrado na resist\u00eancia de propriet\u00e1rios rurais e na falta de estrutura do governo federal. 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