{"id":6339,"date":"2011-05-19T09:57:40","date_gmt":"2011-05-19T12:57:40","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6339"},"modified":"2011-05-19T09:57:40","modified_gmt":"2011-05-19T12:57:40","slug":"ambientalista-diz-que-novo-calculo-nao-invalida-conservacao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6339","title":{"rendered":"Ambientalista diz que novo c\u00e1lculo n\u00e3o invalida conserva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O estudo cient\u00edfico que denunciou erros no c\u00e1lculo das taxas de extin\u00e7\u00e3o, divulgada nesta quarta-feira (18) \u00e9 v\u00e1lido, mas pode resultar na diminui\u00e7\u00e3o dos esfor\u00e7os em salvar esp\u00e9cies amea\u00e7adas, de acordo com Patr\u00edcia Bai\u00e3o, diretora do programa Amaz\u00f4nia do Grupo ambientalista Conserva\u00e7\u00e3o Internacional (CI).<\/p>\n<p>\u201cPor um lado, ele nos ajuda a moldar os projetos de conserva\u00e7\u00e3o, no entanto, h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o dele minimizar os esfor\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies. H\u00e1 uma faca de dois gumes a\u00ed\u201d, afirmou ao iG ap\u00f3s ler o estudo a pedido da reportagem.<\/p>\n<p>Ela afirma que o m\u00e9todo de c\u00e1lculo destas taxas sempre foi questionado. \u201cEsta discuss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nova. O que vale destacar \u00e9 que independente de ser 50% ou 70%, estamos falando de n\u00fameros muito altos e que merecem aten\u00e7\u00e3o mesmo que haja varia\u00e7\u00e3o entre os m\u00e9todos\u201d, disse<\/p>\n<p>Para ambientalista, o estudo da Universidade da Calif\u00f3rnia mostra uma alternativa eficaz, mas que requer muito mais dados. \u201cHoje a gente sabe pouco sobre conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, principalmente em \u00e1reas tropicais, onde h\u00e1 uma biodiversidade muito grande. Na \u00e1rea onde o estudo foi feito, na floresta temperada dos EUA, h\u00e1 menos esp\u00e9cies por quil\u00f4metro quadrado\u201d.<\/p>\n<p>O novo m\u00e9todo \u00e9 dif\u00edcil de ser aplicado na Amaz\u00f4nia, por exemplo, onde, de acordo com Patr\u00edcia, h\u00e1 falta de dados sobre distribui\u00e7\u00e3o e n\u00famero de esp\u00e9cies end\u00eamicas. \u201cEstas quest\u00f5es variam muito de uma \u00e1rea do planeta para outra\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Nesta quarta-feira (18), o peri\u00f3dico cient\u00edfico Nature publicou um artigo que mostra matematicamente que as taxas de extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies est\u00e3o superestimadas em 160%. At\u00e9 agora, os cientistas afirmavam que as esp\u00e9cies desaparecem a um ritmo de 100 a 1.000 vezes mais r\u00e1pido que a taxa m\u00e9dia de extin\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies. A principal causa para esta perda est\u00e1 na redu\u00e7\u00e3o dos habitats por conta de desmatamento e avan\u00e7o da \u00e1rea urbana.<\/p>\n<p>H\u00e1 um erro conceitual no c\u00e1lculo que estima estas taxas. O m\u00e9todo mais usado relaciona esp\u00e9cie com \u00e1rea. Quanto maior a \u00e1rea maior \u00e9 a quantidade de esp\u00e9cies. No entanto o c\u00e1lculo de perda de esp\u00e9cies por \u00e1rea devastada, n\u00e3o \u00e9 inverso ao c\u00e1lculo de ganho de esp\u00e9cie por aumento de \u00e1rea.<\/p>\n<p><em>Fonte: Maria Fernanda Ziegler\/ Portal iG<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O estudo cient\u00edfico que denunciou erros no c\u00e1lculo das taxas de extin\u00e7\u00e3o, divulgada nesta quarta-feira (18) \u00e9 v\u00e1lido, mas pode resultar na diminui\u00e7\u00e3o dos esfor\u00e7os em salvar esp\u00e9cies amea\u00e7adas, de acordo com Patr\u00edcia Bai\u00e3o, diretora do programa Amaz\u00f4nia do Grupo ambientalista Conserva\u00e7\u00e3o Internacional (CI). \u201cPor um lado, ele nos ajuda a moldar os projetos de &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6339\"> <span class=\"screen-reader-text\">Ambientalista diz que novo c\u00e1lculo n\u00e3o invalida conserva\u00e7\u00e3o<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[41,59,560,232],"tags":[1320,3800,3866,833,3815],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6339"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6339"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6339\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6341,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6339\/revisions\/6341"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6339"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6339"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6339"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}