{"id":6379,"date":"2011-05-23T10:47:02","date_gmt":"2011-05-23T13:47:02","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6379"},"modified":"2011-05-23T10:47:02","modified_gmt":"2011-05-23T13:47:02","slug":"estudo-quebra-mito-de-que-beija-flor-bebe-por-canudinho","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6379","title":{"rendered":"Estudo quebra mito de que beija-flor bebe por canudinho"},"content":{"rendered":"<p>Desde que a teoria foi aplicada pela primeira vez, em 1833, os ornit\u00f3logos presumiram que beija-flores bebem por a\u00e7\u00e3o capilar: o p\u00e1ssaro enrola sua l\u00edngua bifurcada em forma um canudinho e o l\u00edquido desce por esse tubo por tens\u00e3o superficial.<\/p>\n<p>\u201cAlgu\u00e9m um dia resolveu que era assim e nunca esse conceito foi mudado \u201d, diz Margaret A. Rubega, professora adjunta de ecologia da Universidade de Connecticut. Agora, ela e seu aluno Alejandro Rico-Guevara relatam em \u201cThe Proceedings of the National Academy of Sciences\u201d (PNAS \u2013 a publica\u00e7\u00e3o oficial da Academia Nacional de Ci\u00eancias dos Estados Unidos) que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples assim.<\/p>\n<p>Usando uma c\u00e2mera de v\u00eddeo de alta velocidade, os pesquisadores fotografaram 30 beija-flores de 10 esp\u00e9cies enquanto bebiam em um alimentador. Eles tamb\u00e9m procederam com exames microsc\u00f3picos de necropsia em l\u00ednguas de outros 20 p\u00e1ssaros. O relat\u00f3rio foi publicado no dia 2, na internet.<\/p>\n<p>As extremidades da l\u00edngua de um beija-flor s\u00e3o tra\u00e7adas com lamelas, membranas constitu\u00eddas por pectatos de c\u00e1lcio e magn\u00e9sio. A l\u00edngua fica \u00famida quando se depara com o n\u00e9ctar, as duas pontas da l\u00edngua ficam muito pr\u00f3ximas e as lamelas s\u00e3o como placas sobrepostas. Ent\u00e3o a ponta da l\u00edngua se divide e as lamelas se estendem de cada bifurca\u00e7\u00e3o. Conforme o p\u00e1ssaro passa sua l\u00edngua sobre a superf\u00edcie do l\u00edquido, as pontas da l\u00edngua se unem e as lamelas se enrolam para dentro, capturando o n\u00e9ctar. Nesse momento, diz Rubega, a a\u00e7\u00e3o capilar provavelmente move o l\u00edquido pela garganta.<\/p>\n<p>Os pesquisadores descobriram o mesmo processo ao manipular as l\u00ednguas dos p\u00e1ssaros mortos. Isso quer dizer que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria mais energia por parte do p\u00e1ssaro \u2013 passar a l\u00edngua sobre a superf\u00edcie do l\u00edquido \u00e9 suficiente para captar o n\u00e9ctar.<\/p>\n<p>\u201cA l\u00edngua mede menos de 1 mil\u00edmetro de comprimento\u201d, afirma Rico-Guevara. \u201cE fica escondida dentro de uma flor. Mas, se voc\u00ea usar alimentadores planos para evitar distor\u00e7\u00e3o, ver\u00e1 o que acontece. \u00c9 impressionante\u201d. <em><\/em><\/p>\n<p><em>Fonte: Portal iG<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde que a teoria foi aplicada pela primeira vez, em 1833, os ornit\u00f3logos presumiram que beija-flores bebem por a\u00e7\u00e3o capilar: o p\u00e1ssaro enrola sua l\u00edngua bifurcada em forma um canudinho e o l\u00edquido desce por esse tubo por tens\u00e3o superficial. \u201cAlgu\u00e9m um dia resolveu que era assim e nunca esse conceito foi mudado \u201d, diz &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6379\"> <span class=\"screen-reader-text\">Estudo quebra mito de que beija-flor bebe por canudinho<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[232],"tags":[393,1817,1816,1818,275],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6379"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6379"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6379\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6381,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6379\/revisions\/6381"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}