{"id":6397,"date":"2011-05-23T11:54:50","date_gmt":"2011-05-23T14:54:50","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6397"},"modified":"2011-05-23T11:54:50","modified_gmt":"2011-05-23T14:54:50","slug":"dna-pode-ter-leitura-traidora-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6397","title":{"rendered":"DNA pode ter leitura &#8216;traidora&#8217;, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: x-small;\">Pesquisa americana sugere novo processo de varia\u00e7\u00e3o no genoma. Vers\u00e3o do &#8216;texto&#8217;, dos genes que fica ativa no organismo difere da que est\u00e1 no DNA; estudo de doen\u00e7as se complica.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>O reinado absoluto do DNA sobre a opera\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas anda abalado. Uma nova conspira\u00e7\u00e3o contra o monarca vem de um conhecido rebelde: seu &#8220;irm\u00e3o&#8221;, o RNA.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Acontece que a mol\u00e9cula-irm\u00e3 do DNA, normalmente respons\u00e1vel por levar as instru\u00e7\u00f5es codificadas nos genes para serem colocadas em pr\u00e1tica pelo organismo, pode estar alterando essas &#8220;leis&#8221; de maneira ainda misteriosa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Os dados a respeito ainda s\u00e3o preliminares, mas sugerem que n\u00e3o se trata de um fen\u00f4meno raro. Segundo Vivian Cheung e seus colegas da Universidade da Pensilv\u00e2nia (EUA), h\u00e1 sinais da rebeldia do RNA em cinco mil genes.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Isso corresponde a algo entre um quarto e um quinto do total dos genes humanos, dependendo de como se faz a conta. As mudan\u00e7as, ao menos em alguns casos, t\u00eam impacto significativo nas prote\u00ednas, as verdadeiras carregadoras de piano do organismo, que dependem das instru\u00e7\u00f5es trazidas pelo RNA para serem &#8220;montadas&#8221; pela c\u00e9lula.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Se a descoberta estiver correta, al\u00e9m de alterar o que se sabe sobre mecanismos essenciais do funcionamento da vida, exigir\u00e1 bem mais sofistica\u00e7\u00e3o por parte de quem tenta achar a origem gen\u00e9tica de muitas doen\u00e7as. Isso porque n\u00e3o bastar\u00e1 olhar o DNA dos pacientes: ser\u00e1 preciso conferir se o c\u00f3digo contido nos genes sofre altera\u00e7\u00f5es na fase posterior.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Cultivados &#8211; <\/strong>Cheung e seus colegas flagraram as altera\u00e7\u00f5es em tr\u00eas tipos de tecido humano: linf\u00f3citos B (do sistema de defesa), c\u00e9lulas da pele e do c\u00e9rebro. As amostras vieram de um grupo de 27 doadores.<strong> <\/strong>Isso, ali\u00e1s, permitiu que os pesquisadores vissem que as mudan\u00e7as tendiam a acontecer em mais de uma pessoa. Basicamente, o que ocorria \u00e9 que a sequ\u00eancia de &#8220;letras&#8221; qu\u00edmicas do DNA sofria trocas de &#8220;letra&#8221; na vers\u00e3o RNA.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Mais importante ainda, isso afetava quase sempre o peda\u00e7o funcional do gene, levando a mudan\u00e7as nas prote\u00ednas correspondentes. Outro mist\u00e9rio: \u00e0s vezes, a altera\u00e7\u00e3o acontece s\u00f3 em parte do RNA da pessoa, enquanto o resto pode ficar em situa\u00e7\u00e3o &#8220;normal&#8221;. A pesquisa ser\u00e1 publicada numa edi\u00e7\u00e3o futura da revista especializada americana &#8220;Science&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa americana sugere novo processo de varia\u00e7\u00e3o no genoma. Vers\u00e3o do &#8216;texto&#8217;, dos genes que fica ativa no organismo difere da que est\u00e1 no DNA; estudo de doen\u00e7as se complica. O reinado absoluto do DNA sobre a opera\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas anda abalado. Uma nova conspira\u00e7\u00e3o contra o monarca vem de um conhecido rebelde: seu &#8220;irm\u00e3o&#8221;, &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6397\"> <span class=\"screen-reader-text\">DNA pode ter leitura &#8216;traidora&#8217;, diz estudo<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[642,232],"tags":[1832,457,1033,622,1829,1323,1831,1830,1828],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6397"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6397"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6397\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6399,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6397\/revisions\/6399"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6397"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6397"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6397"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}