{"id":6414,"date":"2011-05-24T10:16:47","date_gmt":"2011-05-24T13:16:47","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6414"},"modified":"2011-05-24T10:16:47","modified_gmt":"2011-05-24T13:16:47","slug":"maior-desmatamento-detectado-pelo-inpe-fica-dentro-de-terra-indigena","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6414","title":{"rendered":"Maior desmatamento detectado pelo Inpe fica dentro de terra ind\u00edgena"},"content":{"rendered":"<h2>Terra Maraiwatsede, em MT, \u00e9 palco de disputa entre \u00edndios e fazendeiros.<br \/>\n\u00c1rea de 68,8 km\u00b2 \u00e9 a mais extensa de levantamento de abril.<\/h2>\n<p>O maior foco de desmatamento detectado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/natureza\/noticia\/2011\/05\/desmatamento-dispara-em-mato-grosso-em-marco-e-abril-afirma-inpe.html\"><span style=\"color: #365f25;\">abril na Amaz\u00f4nia Legal<\/span><\/a> \u00e9 uma \u00e1rea de 68,8 km\u00b2 dentro da Terra Ind\u00edgena Maraiwatsede, em Mato Grosso &#8211; o equivalente a 43 vezes o Parque Ibirapuera, em S\u00e3o Paulo. A reserva \u00e9 palco de uma disputa entre fazendeiros e \u00edndios xavantes.<\/p>\n<p>Segundo informa\u00e7\u00f5es do Inpe, as imagens de sat\u00e9lite d\u00e3o a impress\u00e3o de que se trata de uma \u00e1rea que vem sendo degradada h\u00e1 algum tempo, visto que um pol\u00edgono semelhante a esse foi detectado em setembro de 2009. A imensa \u00e1rea fica pr\u00f3xima \u00e0 \u00fanica aldeia xavante dentro dessa terra.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6415\" aria-describedby=\"caption-attachment-6415\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/desmatamento.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-6415\" title=\"desmatamento\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/desmatamento-300x200.jpg\" alt=\"Imagem do Inpe mostra, marcada com linha amarela, o alerta de desmatamento na Terra Ind\u00edgena Maraiwatsede. O c\u00edrculo vermelho, acrescentado pelo Globo Natureza, indica a localiza\u00e7\u00e3o da aldeia xavante. (Foto: Inpe\/Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/desmatamento-300x200.jpg 300w, http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/desmatamento.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6415\" class=\"wp-caption-text\">Imagem do Inpe mostra, marcada com linha amarela, o alerta de desmatamento na Terra Ind\u00edgena Maraiwatsede. O c\u00edrculo vermelho, acrescentado pelo Globo Natureza, indica a localiza\u00e7\u00e3o da aldeia xavante. (Foto: Inpe\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A\u00a0Terra Maraiwatsede tem uma hist\u00f3ria problem\u00e1tica. Nos anos 60, os \u00edndios xavantes que ali habitavam foram transferidos para outras regi\u00f5es pelo governo militar, para darem espa\u00e7o a um projeto agr\u00edcola. Na \u00e9poca da Eco 92, a empresa propriet\u00e1ria da fazenda criada no local decidiu devolver a \u00e1rea aos xavantes. No entanto, posseiros dos arredores ocuparam a terra antes que a volta dos ind\u00edgenas ocorresse.<\/p>\n<p>Em 1998, veio a homologa\u00e7\u00e3o da terra e o reconhecimento do direito dos xavantes \u00e0 reserva. Mas at\u00e9 hoje h\u00e1 disputas judiciais em que os fazendeiros, que seguem na terra ind\u00edgena, questionam sua sa\u00edda da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Enquanto n\u00e3o saem, os posseiros seguem desmatando a terra ind\u00edgena para aumentar sua produ\u00e7\u00e3o. Na semana retrasada, um grupo de 125 ind\u00edgenas invadiu uma das fazendas que, segundo alegam, estaria arrendando terras para a forma\u00e7\u00e3o de mais pasto.<\/p>\n<p><strong>Transfer\u00eancia<\/strong><br \/>\nNa semana passada, na tentativa de dar uma solu\u00e7\u00e3o ao conflito entre fazendeiros o governo de <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/mato-grosso\/\"><span style=\"color: #365f25;\">Mato Grosso<\/span><\/a> entregou ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a um documento propondo a transfer\u00eancia da reserva ind\u00edgena para uma nova \u00e1rea, tamb\u00e9m localizada na regi\u00e3o do Araguaia. A Funai, \u00f3rg\u00e3o subordinado ao minist\u00e9rio, que \u00e9 respons\u00e1vel pela quest\u00e3o ind\u00edgena no pa\u00eds, logo em seguida publicou um comunicado recha\u00e7ando essa possibilidade.<\/p>\n<p>\u201cA prote\u00e7\u00e3o constitucional garantida \u00e0s terras ind\u00edgenas veda qualquer possibilidade de transa\u00e7\u00e3o das \u00e1reas reconhecidas como de uso tradicional, visto que s\u00e3o indispens\u00e1veis \u00e0 sobreviv\u00eancia f\u00edsica e cultural dos povos ind\u00edgenas, nos termos do artigo 231 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d, argumenta a Funai.<\/p>\n<p>Fonte: Dennis Barbosa, Globo Natureza, em S\u00e3o Paulo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terra Maraiwatsede, em MT, \u00e9 palco de disputa entre \u00edndios e fazendeiros. \u00c1rea de 68,8 km\u00b2 \u00e9 a mais extensa de levantamento de abril. 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