{"id":6500,"date":"2011-05-27T09:42:53","date_gmt":"2011-05-27T12:42:53","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6500"},"modified":"2011-05-27T09:42:53","modified_gmt":"2011-05-27T12:42:53","slug":"ritmo-do-desmatamento-da-mata-atlantica-cai-55","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6500","title":{"rendered":"Ritmo do desmatamento da Mata Atl\u00e2ntica cai 55%"},"content":{"rendered":"<h2>Inpe e SOS Mata Atl\u00e2ntica apresentaram novo atlas do bioma.<br \/>\nForam destru\u00eddos 311 km\u00b2 de floresta entre 2008 e 2010; MG lidera.<\/h2>\n<p>O Brasil perdeu 31.195 hectares (311,95 km\u00b2) de Mata Atl\u00e2ntica entre 2008 e 2010, mas houve redu\u00e7\u00e3o de 55% no ritmo de desmatamento desse bioma, informaram nesta quinta-feira (26) a organiza\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ao apresentarem um novo atlas feito a partir de imagens de sat\u00e9lite.<\/p>\n<p>A \u00e1rea desmatada equivale a 194 vezes o Parque Ibirapuera, em S\u00e3o Paulo. A redu\u00e7\u00e3o de 55% ocorreu em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo entre 2005 e 2008, coberto pela an\u00e1lise anterior, numa compara\u00e7\u00e3o anualizada.<\/p>\n<p>\u201cComemoramos, mas temos que fazer um alerta porque identificamos perdas de florestas principalmente nas matas secas de Minas Gerais e da Bahia. Os dois munic\u00edpios que perderam mais \u00e1rea est\u00e3o nessas matas secas\u201d, diz M\u00e1rcia Hirota, uma das coordenadoras do Atlas da Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Essa paisagem natural brasileira \u00e9 uma das mais ricas em biodiversidade, e at\u00e9 60% de suas esp\u00e9cies de plantas s\u00e3o end\u00eamicas, ou seja, s\u00f3 existem ali. Ao mesmo tempo, se estende pela por\u00e7\u00e3o mais populosa do pa\u00eds. Na \u00e1rea que originalmente ocupava, atualmente vivem cerca de 112 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>Com os dados atualizados, sabe-se que restam 7,9% da cobertura original da Mata Atl\u00e2ntica no Brasil, considerando \u00e1reas acima de 100 hectares (1 milh\u00e3o de metros quadrados). Levando em conta os pequenos fragmentos de mata, com no m\u00ednimo 3 hectares (30 mil metros quadrados), restam 11,62%. \u201cEst\u00e1 bem abaixo do que dever\u00edamos ter\u201d, avalia Marcia.<\/p>\n<p><strong>Minas lidera desmatamento<\/strong><br \/>\nMinas Gerais \u00e9 o estado que mais destruiu o bioma nesse per\u00edodo: foram 12.467 hectares (124 km\u00b2) de desflorestamento. A Bahia vem logo em seguida, com 7.725 hectares (77 km\u00b2). Nove dos dez munic\u00edpios com mais desflorestamento est\u00e3o nesses dois estados.<\/p>\n<p>Na composi\u00e7\u00e3o do atlas, foram avaliados 16 dos 17 estados que det\u00eam peda\u00e7os de Mata Atl\u00e2ntica. Apenas o Piau\u00ed ficou de fora, porque os crit\u00e9rios sobre a forma\u00e7\u00e3o dessa vegeta\u00e7\u00e3o no estado est\u00e3o indefinidos.<\/p>\n<p><strong>C\u00f3digo Florestal <\/strong><br \/>\nA SOS Mata Atl\u00e2ntica atribui a queda do ritmo de destrui\u00e7\u00e3o em parte \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Lei da Mata Atl\u00e2ntica, em 2006, que definiu a extens\u00e3o e o uso da vegeta\u00e7\u00e3o do bioma. \u00c9 por isso, segundo a organiza\u00e7\u00e3o, que a aprova\u00e7\u00e3o do novo C\u00f3digo Florestal na C\u00e2mara gera preocupa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que, em alguns pontos, o texto flexibiliza o uso da terra.<\/p>\n<p>O problema do Brasil n\u00e3o \u00e9 a lei. \u00c9 a falta de capacidade de aplicar a lei\u201d, avalia Mario Mantovani, diretor de Pol\u00edticas P\u00fablicas da ONG. \u201cO que aconteceu com a Mata Atl\u00e2ntica n\u00e3o precisa acontecer com a Amaz\u00f4nia, com o Cerrado. Tivemos um modelo errado de ocupa\u00e7\u00e3o. [O C\u00f3digo Florestal] \u00e9 uma volta ao passado. A anistia [a quem desmatou antes de 2008] n\u00e3o vai melhorar nossa performance. \u00c9 uma &#8216;deseconomia&#8217;\u201d, avalia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6501\" aria-describedby=\"caption-attachment-6501\" style=\"width: 380px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/mata-atlantica.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6501\" title=\"mata-atlantica\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/mata-atlantica.jpg\" alt=\"Mapa mostra em verde as \u00e1reas remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica e em vermelho os pontos de desmatamento no per\u00edodo de 2008 a 2010. (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"380\" height=\"573\" srcset=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/mata-atlantica.jpg 380w, http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/mata-atlantica-198x300.jpg 198w\" sizes=\"(max-width: 380px) 100vw, 380px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6501\" class=\"wp-caption-text\">Mapa mostra em verde as \u00e1reas remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica e em vermelho os pontos de desmatamento no per\u00edodo de 2008 a 2010. (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Fonte:Globo Natureza, em S\u00e3o Paulo, Dennis Barbosa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inpe e SOS Mata Atl\u00e2ntica apresentaram novo atlas do bioma. Foram destru\u00eddos 311 km\u00b2 de floresta entre 2008 e 2010; MG lidera. O Brasil perdeu 31.195 hectares (311,95 km\u00b2) de Mata Atl\u00e2ntica entre 2008 e 2010, mas houve redu\u00e7\u00e3o de 55% no ritmo de desmatamento desse bioma, informaram nesta quinta-feira (26) a organiza\u00e7\u00e3o SOS Mata &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6500\"> <span class=\"screen-reader-text\">Ritmo do desmatamento da Mata Atl\u00e2ntica cai 55%<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[87,59,20,442,43],"tags":[1888,3812,900,3807,3801,306],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6500"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6500"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6500\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6503,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6500\/revisions\/6503"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6500"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6500"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6500"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}