{"id":6561,"date":"2011-05-31T11:02:21","date_gmt":"2011-05-31T14:02:21","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6561"},"modified":"2011-05-31T11:02:21","modified_gmt":"2011-05-31T14:02:21","slug":"impasse-na-floresta","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6561","title":{"rendered":"Impasse na floresta"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: x-small;\">Editorial da Folha de S\u00e3o Paulo de\u00a0ontem (30).<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>O Pa\u00eds se encontra diante de um impasse: o que fazer com o novo C\u00f3digo Florestal aprovado na C\u00e2mara dos Deputados. Se for mantido como est\u00e1 no Senado Federal, o Planalto promete amplos vetos, o que arrisca devolver a controv\u00e9rsia \u00e0 estaca zero.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Seria p\u00e9ssimo. Primeiro, porque frustraria a expectativa de milhares de produtores rurais, que se consideram injusti\u00e7ados pela legisla\u00e7\u00e3o atual. Em alguns casos, afinal, ela os obriga a imobilizar mais de 80% da terra. Segundo, seria lament\u00e1vel porque o Congresso ter\u00e1 desperdi\u00e7ado oportunidade \u00fanica de produzir uma lei moderna, amparada no melhor conhecimento objetivo. N\u00e3o h\u00e1 outro meio de conciliar a pujan\u00e7a agr\u00edcola com a florestal, duas voca\u00e7\u00f5es brasileiras.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 grave, a respeito, a queixa apresentada ao Congresso pelas duas principais associa\u00e7\u00f5es nacionais de pesquisa, ABC (Academia Brasileira de Ci\u00eancias) e SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia). Elas reclamam que nunca houve convite oficial do Parlamento para que os representantes da comunidade cient\u00edfica participassem das discuss\u00f5es sobre o substitutivo do c\u00f3digo.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Por seu lado, o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), relator do texto aprovado com emenda do PMDB, acusa ABC e SBPC de omiss\u00e3o. Diz que a SBPC se negou a comparecer \u00e0 comiss\u00e3o especial que debateu o tema. Alega, ainda, que parte dos pesquisadores s\u00e3o financiados por um &#8220;lobby ambientalista&#8221; internacional.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Na realidade, n\u00e3o existe consenso definitivo sobre a legisla\u00e7\u00e3o nem mesmo entre cientistas. Mas \u00e9 digno de nota que as duas sociedades tenham logrado formar um grupo de trabalho para debru\u00e7ar-se sobre o estado da arte da pesquisa agr\u00edcola e ambiental. Dele resultou o livro &#8220;O C\u00f3digo Florestal e a Ci\u00eancia &#8211; Contribui\u00e7\u00f5es para o Di\u00e1logo&#8221;, lan\u00e7ado em mar\u00e7o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Parece irracional que tal contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja levada em conta. Mesmo que tenha um vi\u00e9s conservacionista, como apontam os defensores do novo c\u00f3digo, o trabalho merece ser apreciado -e, por que n\u00e3o, escrutinado- com um m\u00ednimo de aten\u00e7\u00e3o no Senado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Chegou a hora de p\u00f4r um ponto final nesse di\u00e1logo de surdos em que se transformou o debate do c\u00f3digo. Ou a decis\u00e3o final se baseia em conhecimento objetivo, ou o Pa\u00eds sair\u00e1 perdendo, em produto agr\u00edcola ou biodiversidade. \u00c9 excessivo, contudo, o adiamento de dois anos proposto pelas sociedades cient\u00edficas. O Brasil precisa resolver a quest\u00e3o no prazo m\u00e1ximo de um ano, antes que se realize a confer\u00eancia internacional Rio+20, em junho de 2012.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Editorial da Folha de S\u00e3o Paulo de\u00a0ontem (30). O Pa\u00eds se encontra diante de um impasse: o que fazer com o novo C\u00f3digo Florestal aprovado na C\u00e2mara dos Deputados. 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