{"id":6564,"date":"2011-05-31T11:04:58","date_gmt":"2011-05-31T14:04:58","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6564"},"modified":"2011-05-31T11:04:58","modified_gmt":"2011-05-31T14:04:58","slug":"mortes-em-conflitos-de-terra-ficam-sem-resposta-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6564","title":{"rendered":"Mortes em conflitos de terra ficam sem resposta na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<h2>Ambientalistas dizem que a lista de jurados de morte ainda tem muitos outros nomes. Quem est\u00e1 inscrito nela pede socorro e prote\u00e7\u00e3o.<\/h2>\n<p>Chicos, Dorothys, Jos\u00e9s e Marias s\u00e3o nomes escritos numa lista de gente marcada para morrer. S\u00e3o homens e mulheres defensores da floresta, mortos em crimes anunciados. Ambientalistas dizem que a lista de jurados de morte ainda tem muitos outros nomes. Quem est\u00e1 inscrito nela pede socorro e prote\u00e7\u00e3o. Por que eles continuam morrendo? Ningu\u00e9m faz nada<\/p>\n<p>H\u00e1 uma semana, no sudeste do <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/para\/\"><span style=\"color: #00358d;\">Par\u00e1<\/span><\/a>, o l\u00edder extrativista Jos\u00e9 Claudio Ribeiro e sua mulher, Maria do Esp\u00edrito Santo, perderam a vida numa a\u00e7\u00e3o covarde de pistoleiros. O mesmo fim teve o l\u00edder campon\u00eas Adelino Ramos, em Porto Velho, Rond\u00f4nia, na \u00faltima sexta-feira (27). Trata-se de crimes que entram na lista dos mais de 400 trabalhadores rurais assassinados nos \u00faltimos dez anos. Esses crimes fazem lembrar o destino tr\u00e1gico de outras lideran\u00e7as, como Chico Mendes e Dorothy Stang.<\/p>\n<p>As amea\u00e7as que v\u00e1rias lideran\u00e7as sofreram at\u00e9 serem mortas eram do conhecimento das autoridades, segundo movimentos ligados ao campo. O nome de Jos\u00e9 Claudio Ribeiro, por exemplo, aparece desde 2006 em listas de pessoas marcadas para morrer e que teriam sido encaminhadas a \u00f3rg\u00e3os federais e estaduais. O extrativista paraense, assassinado por defender a floresta, nunca recebeu prote\u00e7\u00e3o policial.<\/p>\n<p>\u201cEssa lista existe e n\u00e3o \u00e9 de hoje. O estado sabe. Seja uma secretaria ou outra recebeu o documento, que foi protocolado no dia 19 de abril em v\u00e1rias secretarias federais e minist\u00e9rios, e tamb\u00e9m n\u00e3o foi dada\u201d, afirmou Jane Silva, representante da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra.<\/p>\n<p>A Defensoria P\u00fablica do Par\u00e1 coordena no estado o programa de prote\u00e7\u00e3o a defensores dos direitos humanos. Na lista de 24 amea\u00e7ados de morte, apenas um ter\u00e7o conta com escolta de policiais.<\/p>\n<p>\u201cA dificuldade da escolta, por si s\u00f3, \u00e9 um agravante no funcionamento do programa, mas a falta de resolu\u00e7\u00e3o do problema que gera amea\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o muito grave. Voc\u00ea ter terras griladas e \u00e1reas ind\u00edgenas n\u00e3o demarcadas faz com que a situa\u00e7\u00e3o se agrave ainda mais\u201d, alerta o defensor p\u00fablico M\u00e1rcio da Silva Cruz.<\/p>\n<p>O agricultor Ulisses Mana\u00e7as lidera um grupo de trabalhadores rurais no nordeste do Par\u00e1 e h\u00e1 nove meses aguarda pela prote\u00e7\u00e3o do estado. Depois que um amigo de milit\u00e2ncia foi assassinado na regi\u00e3o, o agricultor passou a receber as amea\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cRecebi uma liga\u00e7\u00e3o de chamada n\u00e3o identificada que dizia que sabia que eu estava chegando de viagem, que sabia onde eu morava e que eu era o pr\u00f3ximo, que eu ia morrer\u201d, relata Ulisses.<\/p>\n<p>O drama da viol\u00eancia no campo foi um dos temas da s\u00e9rie \u201cTerra do meio\u201d, exibida pelo <strong>Bom Dia Brasil<\/strong> em 2007. Na \u00e9poca da reportagem de Marcelo Canellas, 207 pessoas estavam amea\u00e7adas de morte no Brasil em conflitos de terra. Hoje o n\u00famero caiu para 125. Mas as \u00faltimas mortes no Par\u00e1 e em <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/rondonia\/\"><span style=\"color: #00358d;\">Rond\u00f4nia<\/span><\/a> deram o alerta de que as tens\u00f5es no campo ainda persistem.<\/p>\n<p>\u201cSe houvesse um gerenciamento por parte dos \u00f3rg\u00e3os federais, principalmente o Incra em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma agr\u00e1ria, n\u00f3s ter\u00edamos uma diminui\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica dos n\u00fameros de morte de trabalhadores de lideran\u00e7as no campo\u201d, apontou o procurador da Rep\u00fablica Fel\u00edcio Pontes Jr.<\/p>\n<p>Segundo a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra, a maioria dos assassinatos no campo n\u00e3o tem sido investigada. \u201cS\u00e3o casos que est\u00e3o localizados em munic\u00edpios identificados, tem a pista de onde identificar. Falta uma a\u00e7\u00e3o concreta do Estado federal e do estado local\u201d, disse Jane Silva, representante da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra.<\/p>\n<p>Fonte: G1, com informa\u00e7\u00f5es do Bom dia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ambientalistas dizem que a lista de jurados de morte ainda tem muitos outros nomes. Quem est\u00e1 inscrito nela pede socorro e prote\u00e7\u00e3o. Chicos, Dorothys, Jos\u00e9s e Marias s\u00e3o nomes escritos numa lista de gente marcada para morrer. S\u00e3o homens e mulheres defensores da floresta, mortos em crimes anunciados. 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