{"id":6583,"date":"2011-06-01T11:48:03","date_gmt":"2011-06-01T14:48:03","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6583"},"modified":"2011-06-01T11:48:03","modified_gmt":"2011-06-01T14:48:03","slug":"amazonia-ja-teve-mais-de-26-bilhoes-de-arvores-desmatadas-calcula-ibge","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6583","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia j\u00e1 teve mais de 2,6 bilh\u00f5es de \u00e1rvores desmatadas, calcula IBGE"},"content":{"rendered":"<h2>Instituto lan\u00e7ou relat\u00f3rio com dados sobre o patrim\u00f4nio ambiental da regi\u00e3o.<br \/>\nSeu territ\u00f3rio guarda cerca de 45% da \u00e1gua pot\u00e1vel subterr\u00e2nea do pa\u00eds.<\/h2>\n<p>O Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (1\u00ba) um extenso relat\u00f3rio sobre o patrim\u00f4nio ambiental da Amaz\u00f4nia Legal que revela, entre outros dados, que at\u00e9 2002 a regi\u00e3o havia sofrido a elimina\u00e7\u00e3o de 2,6 bilh\u00f5es de \u00e1rvores de sua vegeta\u00e7\u00e3o original, o que corresponde a aproximadamente 13% do total de plantas com troncos com di\u00e2metro maior que 33 cent\u00edmetros.<\/p>\n<p>Os dados mais recentes analisados no levantamento do instituto s\u00e3o de 2002. Essas \u00e1rvores desmatadas correspondem a 4,7 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos de madeira, afirma o IBGE.<\/p>\n<p>Outra informa\u00e7\u00e3o relevante levantada no trabalho \u00e9 que a Amaz\u00f4nia, que representa 59% do territ\u00f3rio brasileiro, det\u00e9m 45% da \u00e1gua pot\u00e1vel subterr\u00e2nea do pa\u00eds. As maiores \u00e1reas de aqu\u00edferos porosos (aqueles formados por rochas sedimentares, e onde normalmente est\u00e1 armazenada a \u00e1gua subeterr\u00e2nea no Brasil) encontram-se no Amazonas (1,34 milh\u00e3o de km\u00b2), em Mato Grosso (677 mil km\u00b2) e no Par\u00e1 (513 mil km\u00b2).<\/p>\n<p><strong>Combust\u00edveis f\u00f3sseis<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>O IBGE destaca que, por ser formado predominantemente por rochas sedimentares, o subsolo da Amaz\u00f4nia Legal tamb\u00e9m tem potencial para explora\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis, o que j\u00e1 se confirma pelos campos de petr\u00f3leo e g\u00e1s de Urucu, no interior do Amazonas.<\/p>\n<p>As rochas \u00edgneas (formadas a partir do resfriamento do magma que formou a Terra), que comp\u00f5em 15,1% da \u00e1rea da regi\u00e3o, bem como as metam\u00f3rficas (formadas a partir da tranforma\u00e7\u00e3o dos dois tipos anteriores de rochas devido a mudan\u00e7as de temperatura e press\u00e3o, por exemplo) que equivalem a 16,1% do subsolo amaz\u00f4nico s\u00e3o prop\u00edcias para jazidas de minerais como ouro, cassiterita, ferro, zinco, chumbo e cobre.<\/p>\n<p>Neste caso, segundo o IBGE, o Par\u00e1 \u00e9 o estado com maior incid\u00eancia, j\u00e1 que det\u00e9m 51,9% das rochas sedimentares e 37,3% das metam\u00f3rficas da regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p><strong>Carbono<br \/>\n<\/strong>O trabalho aponta ainda que o solo da floresta abriga, at\u00e9 1 metro de profundidade, 95,7 toneladas de carbono em m\u00e9dia. A mudan\u00e7a no uso desse solo, como, por exemplo, para fins agropecu\u00e1rios, pode liberar o carbono para a atmosfera, contribuindo para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas &#8211; mais um motivo que torna a floresta em p\u00e9 importante para o meio ambiente.<\/p>\n<p>O teor de carbono varia de acordo com a por\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia analisada. As \u00e1reas pr\u00f3ximas das calhas dos rios apresentam um n\u00famero menor, segundo mapa do\u00a0 IBGE.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6586\" aria-describedby=\"caption-attachment-6586\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/antropizadas2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-6586\" title=\"antropizadas2\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/antropizadas2-300x264.jpg\" alt=\"antropizadas2\" width=\"300\" height=\"264\" srcset=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/antropizadas2-300x264.jpg 300w, http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/antropizadas2.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6586\" class=\"wp-caption-text\">Mapa do IBGE mostra as \u00e1reas antropizadas (com interfer\u00eancia humana) na Amaz\u00f4nia Legal at\u00e9 2002. As \u00e1reas brancas s\u00e3o as que ainda conservam sua condi\u00e7\u00e3o natural. As vermelhas s\u00e3o de pecu\u00e1ria. As azuis escuras s\u00e3o de florestas secund\u00e1rias, ou seja, regeneradas ap\u00f3s desmatamento. (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Instituto lan\u00e7ou relat\u00f3rio com dados sobre o patrim\u00f4nio ambiental da regi\u00e3o. Seu territ\u00f3rio guarda cerca de 45% da \u00e1gua pot\u00e1vel subterr\u00e2nea do pa\u00eds. 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