{"id":6662,"date":"2011-06-06T09:40:55","date_gmt":"2011-06-06T12:40:55","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6662"},"modified":"2011-06-06T09:40:55","modified_gmt":"2011-06-06T12:40:55","slug":"sob-pressao-paises-iniciam-novas-negociacoes-para-acordo-do-clima","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6662","title":{"rendered":"Sob press\u00e3o, pa\u00edses iniciam novas negocia\u00e7\u00f5es para acordo do clima"},"content":{"rendered":"<h2>Reuni\u00e3o pr\u00e9-COP 17 come\u00e7a na segunda-feira (6), na Alemanha.<br \/>\nEspecialistas estimam que acordo substituto de Kyoto n\u00e3o sair\u00e1 em 2011.<\/h2>\n<p>Sob press\u00e3o da <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/onu\/\"><span style=\"color: #365f25;\">ONU<\/span><\/a>, pa\u00edses desenvolvidos e em desenvolvimento voltam a se reunir a partir da pr\u00f3xima segunda-feira (6) em Bonn, na Alemanha, para debater a cria\u00e7\u00e3o de um novo acordo para o clima, que substituir\u00e1 o Protocolo de Kyoto a partir de 2012 e que tentar\u00e1 reduzir as emiss\u00f5es de carbono para frear o aquecimento global.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma das \u00faltimas reuni\u00f5es entre negociadores internacionais antes da COP-17 (Confer\u00eancia das Partes), que vai acontecer em Durban, na \u00c1frica do Sul, entre novembro e dezembro deste ano.<\/p>\n<p>O clima tenso se deve \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o de recente estudo da Ag\u00eancia Internacional de Energia sobre o recorde de gases de efeito estufa liberados em 2010. O fato colocou em d\u00favida o cumprimento da meta de limitar o aumento m\u00e9dio da temperatura do planeta em menos de 2\u00baC at\u00e9 2100.<\/p>\n<p>Apesar da cobran\u00e7a no avan\u00e7o nas negocia\u00e7\u00f5es entre os pa\u00edses para a cria\u00e7\u00e3o de um novo acordo, especialistas e representantes do governo ouvidos pelo <strong>Globo Natureza<\/strong> afirmam que \u00e9 praticamente imposs\u00edvel se chegar a novas regras para reduzir as emiss\u00f5es em 2011. Para eles, o \u2018gap\u2019 (lacuna) entre o fim do Protocolo de Kyoto e um novo acordo para bloquear o avan\u00e7o da temperatura ser\u00e1 inevit\u00e1vel.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6663\" aria-describedby=\"caption-attachment-6663\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/plenaria.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-6663\" title=\"plenaria\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/plenaria-300x193.jpg\" alt=\"Reuni\u00e3o final da COP 16, realizada em Canc\u00fan, no M\u00e9xico (Foto: Dennis Barbosa\/G1)\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/plenaria-300x193.jpg 300w, http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/plenaria.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6663\" class=\"wp-caption-text\">Reuni\u00e3o final da COP 16, realizada em Canc\u00fan, no M\u00e9xico (Foto: Dennis Barbosa\/G1)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Lentid\u00e3o<\/strong><br \/>\nDe acordo com o secret\u00e1rio nacional de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, Eduardo Assad, a lentid\u00e3o desse tipo de negocia\u00e7\u00e3o \u00e9 reflexo da falta de metas das na\u00e7\u00f5es desenvolvidas para reduzir as emiss\u00f5es de CO2.<\/p>\n<p>\u201cDeve ser levado em conta que os eventos extremos do clima come\u00e7am se projetar em grandes dimens\u00f5es e com mais frequ\u00eancia. Um exemplo \u00e9 o excesso de chuvas em pa\u00edses tropicais, como tem acontecido no Brasil. Isto j\u00e1 estava previsto no relat\u00f3rio do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas) de 2007. N\u00f3s queremos uma posi\u00e7\u00e3o clara sobre quais medidas tomar\u00e3o na\u00e7\u00f5es poluidoras como os Estados Unidos e China\u201d, afirmou Assad.<\/p>\n<p>As duas pot\u00eancias n\u00e3o est\u00e3o inseridas no Protocolo de Kyoto, que determina a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es dos pa\u00edses participantes entre 25% e 40% at\u00e9 2020, comparado aos n\u00edveis de 1990. A China n\u00e3o faz parte porque ainda \u00e9 considerada um pa\u00eds emergente. J\u00e1 os Estados Unidos n\u00e3o se comprometeram ao acordo vinculante por medo de reflexos em sua economia. Apesar disso, os dois pa\u00edses tentam a\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias de mitiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda segundo Assad, o Brasil tem tomado provid\u00eancias para finalizar os planos setoriais de corte de emiss\u00f5es, inseridos na lei de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Neles, constam como o Brasil vai reduzir as emiss\u00f5es de gases entre 36,1% a 38,9% at\u00e9 2020 com a\u00e7\u00f5es de redu\u00e7\u00e3o no desmate da Amaz\u00f4nia e do Cerrado, implementa\u00e7\u00f5es de regras na agropecu\u00e1ria, no setor de energia e na ind\u00fastria.<\/p>\n<p><strong>Mandato<br \/>\n<\/strong>Segundo Luiz Gylvan Meira Filho, pesquisador do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da Universidade de S\u00e3o Paulo e que foi vice-presidente do IPCC durante a elabora\u00e7\u00e3o do Protocolo de Kyoto, a partir da reuni\u00e3o de Bonn, teria que come\u00e7ar um di\u00e1logo que se concretizasse na COP 17 sobre a emiss\u00e3o de um \u2018mandato de transi\u00e7\u00e3o\u2019, ordem que d\u00e1 in\u00edcio oficialmente para elaborar um novo acordo clim\u00e1tico.<\/p>\n<p>\u201cSomente a partir deste ponto \u00e9 que se conseguir\u00e1 um protocolo que vai substituir Kyoto. Pelo que percebo das reuni\u00f5es que antecederam esta da Alemanha, isto n\u00e3o deve acontecer. Fica claro que nada vai sair at\u00e9 2012 e que um novo acordo n\u00e3o vai existir\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>De acordo com Gylvan, o que poder\u00e1 se discutir \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria de Kyoto, o que pode colocar em xeque a metodologia de negocia\u00e7\u00e3o da ONU, j\u00e1 questionada nas c\u00fapulas anteriores devido \u00e0 falta de resultados. \u201c\u00c9 preciso fazer alguma coisa agora, para que as emiss\u00f5es diminuam em at\u00e9 40 anos e a temperatura n\u00e3o aumente at\u00e9 2100. As decis\u00f5es de hoje refletem no futuro\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Canc\u00fan<\/strong><br \/>\nDurante a COP 16, realizada em 2010, no M\u00e9xico, pa\u00edses membros de Kyoto, como Jap\u00e3o, R\u00fassia e Canad\u00e1, rejeitaram a continuidade do protocolo, exigindo que mais pa\u00edses aderissem \u00e0s regras. No \u2018Acordo de Canc\u00fan\u2019, ficou estabelecido que esses pa\u00edses continuariam a discutir o tema em 2011.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o documento previa a cria\u00e7\u00e3o de um Fundo Verde (pacote de financiamento de US$ 100 bilh\u00f5es anuais at\u00e9 2020 para na\u00e7\u00f5es pobres) e mecanismos de Redd (redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es por desmatamento e devasta\u00e7\u00e3o florestal) pelos quais pa\u00edses desenvolvidos financiar\u00e3o os em desenvolvimento para conservarem suas florestas, o que pode beneficiar o Brasil.<\/p>\n<p>Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reuni\u00e3o pr\u00e9-COP 17 come\u00e7a na segunda-feira (6), na Alemanha. Especialistas estimam que acordo substituto de Kyoto n\u00e3o sair\u00e1 em 2011. 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