{"id":6666,"date":"2011-06-06T09:51:17","date_gmt":"2011-06-06T12:51:17","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6666"},"modified":"2011-06-06T09:51:17","modified_gmt":"2011-06-06T12:51:17","slug":"sp-vai-licitar-primeira-termeletrica-movida-a-lixo-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6666","title":{"rendered":"SP vai licitar primeira termel\u00e9trica movida a lixo do Brasil"},"content":{"rendered":"<h2>S\u00e3o Bernardo do Campo abre processo nesta segunda-feira (6).<br \/>\nBiodigestor vai eliminar res\u00edduos e produzir energia para 200 mil habitantes.<\/h2>\n<p>O Brasil deve ganhar em breve sua primeira usina termel\u00e9trica movida a partir da queima de lixo. A tecnologia, empregada em 35 pa\u00edses, chega ao pa\u00eds atrasada na tentativa de resolver graves problemas relacionados \u00e0 destina\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos s\u00f3lidos.<\/p>\n<p>A in\u00e9dita unidade deve ser instalada em S\u00e3o Bernardo do Campo, na Grande S\u00e3o Paulo. A prefeitura vai apresentar nesta segunda-feira (6) o edital de licita\u00e7\u00e3o do projeto, or\u00e7ado em cerca R$ 600 milh\u00f5es, e que ter\u00e1 capacidade de processar at\u00e9 mil toneladas de res\u00edduos para gerar constantes 30 MW \u2013 suficientes para abastecer uma cidade com 200 mil habitantes.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/620x650_incinerador_.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-6667\" title=\"620x650_incinerador_\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/620x650_incinerador_-286x300.jpg\" alt=\"620x650_incinerador_\" width=\"286\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/620x650_incinerador_-286x300.jpg 286w, http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/620x650_incinerador_.jpg 620w\" sizes=\"(max-width: 286px) 100vw, 286px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o sobre o tema, que vigora desde 2010, pro\u00edbe o funcionamento de lix\u00f5es nas zonas urbanas a partir de 2014 e obriga as cidades a criarem aterros sanit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Dados da Abrelpe (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais) mostram que o Brasil gera mais de 195 mil toneladas de lixo por dia, sendo que 33 mil toneladas de res\u00edduos v\u00e3o para lix\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar da nova lei federal, as grandes regi\u00f5es n\u00e3o t\u00eam espa\u00e7o para aterrar de forma adequada as toneladas de lixo geradas diariamente.<\/p>\n<p>Para solucionar a quest\u00e3o, o debate para a implanta\u00e7\u00e3o de t\u00e9rmicas a lixo foi iniciado e come\u00e7a a ter seus primeiros desdobramentos. A tecnologia, j\u00e1 empregada h\u00e1 d\u00e9cadas na Europa, tem o objetivo de tratar e recuperar energia do lixo org\u00e2nico, separar o que for recicl\u00e1vel e queimar o que n\u00e3o pode ser reaproveitado, transformando em luz el\u00e9trica.<\/p>\n<p>\u201cIsso resolve parte do problema do lixo e \u00e9 poss\u00edvel afirmar com seguran\u00e7a de que n\u00e3o h\u00e1 danos \u00e0 sa\u00fade ou ao meio ambiente\u201d, afirmou Aruntho Savastano Neto, gerente da \u00e1rea de programas especiais da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental).<\/p>\n<p><strong>Potencial<\/strong><br \/>\nA discuss\u00e3o sobre este tipo de empreendimento no pa\u00eds ocorre paralelamente em v\u00e1rios munic\u00edpios do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paran\u00e1 e S\u00e3o Paulo, estado mais avan\u00e7ados no debate. \u201cCidades com popula\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima ou acima de 1 milh\u00e3o de habitantes t\u00eam potencial para receber uma usina t\u00e9rmica\u201d, disse S\u00e9rgio Guerreiro, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista no assunto.<\/p>\n<p>Segundo a Cetesb, S\u00e3o Bernardo do Campo e Barueri, na Grande S\u00e3o Paulo, receberam licen\u00e7as provis\u00f3rias. Santo Andr\u00e9 discute com a popula\u00e7\u00e3o a instala\u00e7\u00e3o de um complexo e S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, no interior paulista, abriu para consulta p\u00fablica o pr\u00e9-edital do projeto. Existem ainda estudos avan\u00e7ados para a instala\u00e7\u00e3o de uma usina no litoral.<\/p>\n<p>Os complexos brasileiros funcionariam com t\u00e9cnicas mistas, ou seja, haveria gera\u00e7\u00e3o de energia pelo lixo org\u00e2nico e pela queima de res\u00edduos contaminados. A implementa\u00e7\u00e3o seria por meio de uma parceria p\u00fablico-privada.<\/p>\n<p>O lixo org\u00e2nico, considerado \u00famido, passaria por um processo chamado \u2018digest\u00e3o anaer\u00f3bica\u2019 (parecido com a compostagem), em que o g\u00e1s metano liberado na decomposi\u00e7\u00e3o seria transformado em energia. Para a outra parte, a incinera\u00e7\u00e3o, seria o destino dos res\u00edduos que n\u00e3o podem ser reciclados.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00eamica<\/strong><br \/>\nEntretanto, existe pol\u00eamica quanto \u00e0 emiss\u00e3o de gases gerados a partir da queima dos res\u00edduos. Nos complexos que poder\u00e3o ser instalados no pa\u00eds haveria um grande aparato de filtros para impedir a libera\u00e7\u00e3o do metano (causador do efeito estufa), al\u00e9m de subst\u00e2ncias como as dioxinas, que podem ser cancer\u00edgenas.<\/p>\n<p>\u201cParece uma solu\u00e7\u00e3o atraente, mas acaba transferindo o problema. Existe uma preocupa\u00e7\u00e3o com a acomoda\u00e7\u00e3o e diminui\u00e7\u00e3o na reciclagem, j\u00e1 que tudo pode ser queimado. Al\u00e9m disso, h\u00e1 o problema com as emiss\u00f5es. Temos que tomar cuidado com isso\u201d, afirmou Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energia do Greenpeace.<\/p>\n<p>Para S\u00e9rgio Guerreiro, as cidades t\u00eam buscado adquirir este tipo de tecnologia, entretanto est\u00e3o focando em investimentos errados. \u201cEles querem colocar usinas que tratam o lixo org\u00e2nico para gerar energia. Isso n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel, \u00e9 um pre\u00e7o absurdo e nenhuma cidade tem dinheiro para pagar por isso\u201d, disse.<\/p>\n<p>Enquanto uma prefeitura, com a de S\u00e3o Bernardo do Campo, paga atualmente R$ 60 para tratar a tonelada de lixo em aterros, na Holanda, por exemplo, o processamento em uma usina t\u00e9rmica chega a custar 90 euros (R$ 207). \u201cNo edital vamos escolher a empresa que nos oferece o menor pre\u00e7o para processar o lixo. A nossa previs\u00e3o \u00e9 que a partir de janeiro de 2012 as obras sejam iniciadas\u201d, afirmou Alfredo Buso, secret\u00e1rio de Planejamento Urbano de S\u00e3o Bernardo.<\/p>\n<p>Mas para o especialista em t\u00e9rmicas a lixo, h\u00e1 chances de estes projetos n\u00e3o vingarem por aqui. \u201cExistem v\u00e1rios trabalhos sobre o tema no Brasil, mas acredito que esta tecnologia n\u00e3o ser\u00e1 adotada. As prefeituras n\u00e3o est\u00e3o dispostas a pagar mais caro. Elas querem continuar com os processos baratos de hoje. Enquanto o pa\u00eds pensar desta forma, ningu\u00e9m vai fazer nada\u201d, disse Guerreiro.<\/p>\n<p>Fonte: Eduardo Carvalho, globo Natureza, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Bernardo do Campo abre processo nesta segunda-feira (6). Biodigestor vai eliminar res\u00edduos e produzir energia para 200 mil habitantes. 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