{"id":6697,"date":"2011-06-07T10:10:13","date_gmt":"2011-06-07T13:10:13","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6697"},"modified":"2011-06-07T10:10:13","modified_gmt":"2011-06-07T13:10:13","slug":"sacola-plastica-melhora-nivel-de-vida-em-povoado-no-camboja","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6697","title":{"rendered":"Sacola pl\u00e1stica melhora n\u00edvel de vida em povoado no Camboja"},"content":{"rendered":"<p>Recolher sacolas de pl\u00e1stico para transform\u00e1-las em bolsas, chap\u00e9us e outros acess\u00f3rios ajudou um pequeno povoado do Camboja a melhorar seu n\u00edvel de vida e, ao mesmo tempo, limpar o lixo da comunidade.<\/p>\n<p>Chamcar Bei, povoado com cerca de 4.000 habitantes, localizado na prov\u00edncia litor\u00e2nea de Kep, \u00e9 um dos poucos lugares do pa\u00eds onde quase n\u00e3o se v\u00ea lixo acumulado, j\u00e1 que a maioria dos res\u00edduos vale dinheiro.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o de um dos \u00faltimos redutos do antigo regime do Khmer Vermelho viveu durante d\u00e9cadas sob a linha da pobreza e com a pecu\u00e1ria e o arroz como praticamente \u00fanicos pilares da economia.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio era at\u00e9 2008, quando chegou a ONG brit\u00e2nica Funky Junk, que ofereceu aos moradores um pagamento a quem recolhesse sacolas pl\u00e1sticas.<\/p>\n<p>&#8220;Pensamos qual era o maior problema da polui\u00e7\u00e3o e, sem d\u00favida, eram as sacolas, j\u00e1 que as pessoas as atiravam para qualquer lado&#8221;, explica Sob Misy, um dos l\u00edderes da Funky Junk, \u00e0 ag\u00eancia de not\u00edcias Efe.<\/p>\n<p>Garrafas, metal e madeira j\u00e1 eram comprados por outros comerciantes, mas o restante, n\u00e3o.<\/p>\n<p>Agora, os moradores guardam cuidadosamente suas sacolas de pl\u00e1stico em cestas at\u00e9 que tenham uma quantidade suficiente para vender. O restante do lixo \u00e9 queimado, apesar de alguns res\u00edduos ainda ficarem pelas ruas.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda n\u00e3o entenderam que o pequeno lixo tamb\u00e9m deve ser apanhado, apesar de n\u00e3o o reciclarmos. Nem todos fazem isso&#8221;, explicou Misy.<\/p>\n<p>A Funky Junk compra cerca de 160 quilos de sacolas pl\u00e1sticas a cada m\u00eas, mas o povo n\u00e3o gera a quantidade suficiente, por isso a limpeza se estendeu para cidades pr\u00f3ximas, como a capital provincial, Kep.<\/p>\n<p>Uma vez recolhidas, as sacolas s\u00e3o lavadas e cortadas em tiras, para serem transformadas em uma pequena oficina que emprega uma dezena de costureiras.<\/p>\n<p>Depois, as tiras pl\u00e1sticas viram acess\u00f3rios como gorros, bolsas, al\u00e9m de cestas de diferentes tamanhos que s\u00e3o vendidas em lugares tur\u00edsticos ou pela internet.<\/p>\n<p>Hein Pove e seus quatro filhos, por exemplo, viviam antes do arroz que cultivavam em uma \u00e1rea de dez metros quadrados.<\/p>\n<p>&#8220;Naquela \u00e9poca n\u00e3o t\u00ednhamos dinheiro para comer nada de manh\u00e3. A terra dava muito pouco&#8221;, conta a mulher de 33 anos.<\/p>\n<p>H\u00e1 cinco anos, Pove aprendeu a costurar pl\u00e1stico e trabalha cinco dias por semana na oficina, atividade que lhe garante at\u00e9 US$ 70 mensais (R$ 110). Ela tamb\u00e9m utiliza os coloridos cestos que cria para recolher o lixo em sua casa ou como vaso para as flores e plantas do jardim.<\/p>\n<p>&#8220;Agora nos preocupamos com o lixo, n\u00e3o s\u00f3 para vender res\u00edduos, mas porque assim as crian\u00e7as ficam menos doentes&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Na casa de Mou Earn, ainda se pode ver a quantidade de lixo acumulado que vai sendo queimado pouco a pouco em um canto do jardim.<\/p>\n<p>As frutas que sua m\u00e3e vendia e o arroz colhido a cada ano n\u00e3o garantiam a alimenta\u00e7\u00e3o dos oito membros de sua fam\u00edlia. Com isso, acabaram se interessando pela reciclagem.<\/p>\n<p>&#8220;Conseguimos dinheiro f\u00e1cil recolhendo as sacolas de pl\u00e1stico. Mas o trabalho de costura \u00e9 mais est\u00e1vel&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Earn \u00e9 um dos que mais conscientizaram os moradores para que recolhessem o lixo. &#8220;Digo a eles que precisam recolher o lixo, mas n\u00e3o me custa muito convenc\u00ea-los. Est\u00e3o contentes de ver as ruas limpas&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>No entanto, segundo um recente estudo do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, apenas 1,5% dos cambojanos acredita que \u00e9 necess\u00e1rio manter as comunidades limpas para a luta contra o impacto da mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Fonte: Da EFE<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recolher sacolas de pl\u00e1stico para transform\u00e1-las em bolsas, chap\u00e9us e outros acess\u00f3rios ajudou um pequeno povoado do Camboja a melhorar seu n\u00edvel de vida e, ao mesmo tempo, limpar o lixo da comunidade. 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