{"id":671,"date":"2009-05-31T12:54:59","date_gmt":"2009-05-31T15:54:59","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=671"},"modified":"2011-02-21T13:22:41","modified_gmt":"2011-02-21T16:22:41","slug":"cientistas-descobrem-nova-especie-de-cobra-de-duas-cabecas-no-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=671","title":{"rendered":"Cientistas descobrem nova esp\u00e9cie de cobra-de-duas-cabe\u00e7as no Cerrado"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><a href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/leposternon-cerradensis.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-672\" title=\"leposternon-cerradensis\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/leposternon-cerradensis-300x150.jpg\" alt=\"leposternon-cerradensis\" width=\"300\" height=\"150\" srcset=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/leposternon-cerradensis-300x150.jpg 300w, http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/leposternon-cerradensis.jpg 595w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A constru\u00e7\u00e3o de uma hidrel\u00e9trica no sudoeste de Goi\u00e1s acabou trazendo \u00e0 superf\u00edcie uma nova esp\u00e9cie de cobra-de-duas-cabe\u00e7as, ou anfisb\u00eanio. Esses r\u00e9pteis, que passam a maior parte de sua vida debaixo da terra, ainda s\u00e3o relativamente misteriosos para os bi\u00f3logos, e sua diversidade ainda \u00e9 pouco conhecida &#8211; tanto que muitas outras esp\u00e9cies ainda podem estar esperando para serem descobertas.<\/p>\n<p>&#8220;Em regi\u00f5es mais quentes eles parecem ser de dif\u00edcil acesso, havendo poucos registros de encontros ocasionais para muitas das esp\u00e9cies de anfisb\u00eanios. Em lugares nos quais alguns meses do ano s\u00e3o mais frios, \u00e9 poss\u00edvel encontr\u00e1-los mais facilmente perto da superf\u00edcie para tentar se aquecer. No entanto, obras grandes para constru\u00e7\u00f5es ou para abertura de \u00e1reas para plantio est\u00e3o revelando animais desconhecidos com frequ\u00eancia no Cerrado e na Caatinga&#8221;, contou ao G1 a bi\u00f3loga S\u00edria Ribeiro, doutoranda da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).<\/p>\n<p>Ribeiro e seus colegas Alfredo Santos-Jr., tamb\u00e9m da PUC-RS, e Willian Vaz-Silva, da Universidade Federal de Goi\u00e1s, descreveram formalmente o novo r\u00e9ptil em artigo na revista cient\u00edfica &#8220;Zootaxa&#8221;. A criatura ganhou o nome de Leposternon cerradensis por ser, por enquanto, o primeiro membro de seu g\u00eanero, o Leposternon, a ser encontrado apenas no Cerrado. Os pesquisadores ainda n\u00e3o t\u00eam dados precisos sobre as profundidades que ele habita, sua dieta (provavelmente composta por pequenos insetos tamb\u00e9m subterr\u00e2neos, como formigas, cupins ou larvas deles) ou mesmo sua distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>&#8220;Normalmente, o que acontece \u00e9 que, quando a terra est\u00e1 sendo escavada durante determinada obra, os bichos s\u00e3o encontrados. Tamb\u00e9m pode acontecer de eles subirem \u00e0 superf\u00edcie quando o reservat\u00f3rio de uma hidrel\u00e9trica est\u00e1 se enchendo&#8221;, fugindo da \u00e1gua, explica Ribeiro. Por isso mesmo, os bi\u00f3logos acabam dependendo de um golpe de sorte (ou de azar, levando em conta a bagun\u00e7a no habitat do animal) para conseguir observar as criaturas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Foi Vaz-Silva, que acompanhava a constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica de Espora no munic\u00edpio de Apor\u00e9 (GO), o respons\u00e1vel por recolher os esp\u00e9cimes da cobra-de-duas-cabe\u00e7as durante um procedimento de resgate de fauna. &#8220;Ele me mandou as fotos e eu logo notei que se tratava de um bicho novo, porque morfologicamente ele \u00e9 muito diferentes das outras esp\u00e9cies de Leposternon&#8221;, diz a bi\u00f3loga da PUC-RS. <\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10646px;left:-4971px;\"><a href=\"http:\/\/www.upstartblogger.com\/movie\/little-fockers-online\">buy little fockers film on dvd<\/a><\/div>\n<p><strong><br \/>\nCabe\u00e7as<\/strong> &#8211; Ribeiro explica que &#8220;cobra-de-duas-cabe\u00e7as&#8221; est\u00e1 longe de ser um nome popular adequado. &#8220;Na verdade a cabe\u00e7a verdadeira \u00e9 bem caracter\u00edstica. O problema \u00e9 que as pessoas t\u00eam tanto medo de serpentes e assemelhados que n\u00e3o conseguem olhar direito&#8221;, brinca. Bobabem: para humanos, os anfisb\u00eanios s\u00e3o inofensivos. Na verdade, o que confunde o observador casual, diz ela, al\u00e9m da leve semelhan\u00e7a no formato das duas extremidades, \u00e9 o fato de que a locomo\u00e7\u00e3o do animal envolve o movimento de ambas as pontas do corpo, de forma que a cauda pode dar a impress\u00e3o de ser a cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>A nova esp\u00e9cie tem uma conforma\u00e7\u00e3o especial da cabe\u00e7a que faz com que ela funcione como p\u00e1, escavando o caminho adiante no subsolo. As principais diferen\u00e7as do bicho em rela\u00e7\u00e3o a seus parentes pr\u00f3ximos est\u00e3o em detalhes como as escamas da cabe\u00e7a, nos chamados poros pr\u00e9-cloacais e no n\u00famero de meio-an\u00e9is dorsais e ventrais e an\u00e9is caudais que recobrem o corpo.<\/p>\n<p>Os poros, como o nome diz, ficam perto da cloaca (abertura que, nos r\u00e9pteis, serve para todas as fun\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas, como expelir urina e fezes e copular). &#8220;N\u00e3o temos dados diretos sobre a fun\u00e7\u00e3o dos poros nessa esp\u00e9cie. Mas, em outros anfisb\u00eanios, estudos morfol\u00f3gicos indicaram que eles podem estar relacionados com a comunica\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduos da mesma esp\u00e9cie e de esp\u00e9cies distintas&#8221;, diz Ribeiro.<\/p>\n<p>A cor rosada do bicho n\u00e3o significa que ele seja albino, explica ela. &#8220;Ainda n\u00e3o sabemos muito a respeito disso, mas o Leposternon cerradensis compartilha com as demais esp\u00e9cies com poros a aus\u00eancia de colora\u00e7\u00e3o escura, e essas esp\u00e9cies est\u00e3o presentes, principalmente, em \u00e1reas abertas, podendo a colora\u00e7\u00e3o estar relacionada com o solo utilizado ou at\u00e9 mesmo um determinado ambiente&#8221;, afirma a bi\u00f3loga. \u00c9 mais um mist\u00e9rio ainda n\u00e3o-elucidado sobre os anfisb\u00eanios, como o de sua distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica &#8212; ningu\u00e9m sabe se as esp\u00e9cies encontradas num s\u00f3 lugar at\u00e9 hoje, como a nova, s\u00e3o mesmo \u00fanicas daquela regi\u00e3o ou apenas muito discretas e comuns em outras. <em>(Fonte: Reinaldo Jos\u00e9 Lopes\/ G1)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A constru\u00e7\u00e3o de uma hidrel\u00e9trica no sudoeste de Goi\u00e1s acabou trazendo \u00e0 superf\u00edcie uma nova esp\u00e9cie de cobra-de-duas-cabe\u00e7as, ou anfisb\u00eanio. 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