{"id":6710,"date":"2011-06-08T10:09:14","date_gmt":"2011-06-08T13:09:14","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6710"},"modified":"2011-06-08T10:09:14","modified_gmt":"2011-06-08T13:09:14","slug":"pesca-ameaca-pequenos-peixes-mais-do-que-se-pensava","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6710","title":{"rendered":"Pesca amea\u00e7a pequenos peixes mais do que se pensava"},"content":{"rendered":"<p align=\"justify\"><span><span><span><span><span><span><span>As leis de prote\u00e7\u00e3o para os ecossistemas marinhos seguem, em geral, a mesma l\u00f3gica das v\u00e1lidas para o ambiente terrestre, acreditando que os grandes predadores s\u00e3o os seres mais vulner\u00e1veis. Agora, um novo estudo pode desmentir essa no\u00e7\u00e3o ao demonstrar que pequenas esp\u00e9cies est\u00e3o desaparecendo mais rapidamente.<\/p>\n<p>Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, analisaram mais de 200 relat\u00f3rios cient\u00edficos de centros pesqueiros de todo o planeta e descobriram que pequenos peixes, como sardinhas e anchovas, sofreram nos \u00faltimos 60 anos o dobro de casos de colapsos em seus cardumes do que as grandes esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>\u201cExiste muita preocupa\u00e7\u00e3o com os predadores, como tubar\u00f5es e os v\u00e1rios tipos de bacalhau, at\u00e9 porque eles realmente est\u00e3o em risco. Mas acontece que a base da cadeia alimentar, formada pelas pequenas esp\u00e9cies, pode ser ainda mais vulner\u00e1vel. Isso \u00e9 algo que n\u00e3o esper\u00e1vamos encontrar\u201d, afirmou Malin Pinsky, co-autor da pesquisa.<\/p>\n<p>Segundo o estudo \u201c<strong><a class=\"texto-11-preto\" href=\"http:\/\/www.pnas.org\/content\/early\/2011\/04\/22\/1015313108\">Unexpected patterns of fisheries collapse in the world&#8217;s oceans<\/a><\/strong>\u201d (algo como Padr\u00f5es inesperados de colapso de pesca nos oceanos), publicado no dia 2 de maio no peri\u00f3dico Proceedings of theNational Academy of Sciences (PNAS), j\u00e1 era de conhecimento p\u00fablico que as grandes esp\u00e9cies s\u00e3o sens\u00edveis \u00e0 pesca industrial. O que surpreende \u00e9 que na realidade essa atividade est\u00e1 afetando de maneira ainda mais feroz as pequenas esp\u00e9cies, que eram consideradas mais resistentes.<\/p>\n<p>Os cientistas acreditam que a diferen\u00e7a entre a vulnerabilidade das esp\u00e9cies terrestres e oce\u00e2nicas se deve ao modo como o homem influencia os mares. Enquanto em terra a perda de habitat \u00e9 o grande problema e afeta principalmente animais maiores que precisam de territ\u00f3rios extensos, nos oceanos o que causa o desaparecimento das esp\u00e9cies \u00e9, sobretudo, a pesca descontrolada, que n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o entre o tamanho dos peixes.<\/p>\n<p>Assim, afirma o estudo, enquanto as grandes esp\u00e9cies possuem alguma seguran\u00e7a nas leis, mesmo que limitadas, pequenos peixes est\u00e3o sumindo sem que se perceba.<\/p>\n<p>\u201cApenas com o nosso trabalho que pudemos ter no\u00e7\u00e3o de que se somarmos todos os colapsos, que eram tidos como fen\u00f4menos isolados, o n\u00famero de desaparecimentos de peixes como as sardinhas em determinadas regi\u00f5es \u00e9 muito mais frequente do que se pensava. Portanto, a pesca predat\u00f3ria \u00e9 na realidade ainda pior para o ecossistema\u201d, explicou Pisnky.<\/p>\n<p>As pequenas esp\u00e9cies s\u00e3o vitais para os oceanos e quando elas sofrem quedas na popula\u00e7\u00e3o isso acaba afetando mam\u00edferos, p\u00e1ssaros e outros peixes que dependem delas como alimento.<\/p>\n<p>\u201cExiste um n\u00famero relativamente baixo de esp\u00e9cies nesse n\u00edvel da cadeia alimentar. Se uma delas entra em colapso, pode resultar em um grande impacto em todo o ecossistema\u201d, afirmou Pinsky.<\/p>\n<p>As pequenas esp\u00e9cies costumam ter naturalmente uma vida curta e se reproduzir rapidamente, assim, muitas vezes depois de um colapso, elas conseguem se recuperar em cinco ou dez anos. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que sem o controle sobre a pesca, elas n\u00e3o t\u00eam oportunidade para se recobrar e podem sumir completamente.<\/p>\n<p>\u201cAs conclus\u00f5es deste trabalho devem servir de alerta sobre o risco de continuarmos com o atual modelo de pesca. \u00c9 preciso desenvolver melhores pr\u00e1ticas e criar leis que tamb\u00e9m protejam os cardumes de pequenas esp\u00e9cies\u201d, concluiu Simon Jennings, pesquisador chefe do Centro para Meio Ambiente, Pesca e Aquicultura do Reino Unido.<br \/>\n<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span><span><span><span><span><span><span>Fonte: Mater Natura.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As leis de prote\u00e7\u00e3o para os ecossistemas marinhos seguem, em geral, a mesma l\u00f3gica das v\u00e1lidas para o ambiente terrestre, acreditando que os grandes predadores s\u00e3o os seres mais vulner\u00e1veis. 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