{"id":6716,"date":"2011-06-08T10:38:10","date_gmt":"2011-06-08T13:38:10","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6716"},"modified":"2011-06-08T10:38:10","modified_gmt":"2011-06-08T13:38:10","slug":"especialistas-sugerem-uma-nova-estrategia-para-o-redd","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6716","title":{"rendered":"Especialistas sugerem uma nova estrat\u00e9gia para o REDD"},"content":{"rendered":"<p>\u00a0mecanismo de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es por desmatamento e degrada\u00e7\u00e3o (REDD) das Na\u00e7\u00f5es Unidas sempre enfrentou diversos problemas, um deles sendo a chamada &#8216;leakage&#8217; (vazamento), quando uma determinada \u00e1rea da floresta est\u00e1 sob prote\u00e7\u00e3o e as comunidades pr\u00f3ximas simplesmente passam a explorar outras regi\u00f5es, provocando assim a mesma destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o para essa quest\u00e3o foi apresentada por um grupo de pesquisadores na revista<strong> <a class=\"texto-11-preto\" href=\"http:\/\/www.nature.com\/nclimate\/journal\/v1\/n3\/full\/nclimate1119.html\" target=\"_blank\">Nature Climate Change<\/a><\/strong>. A id\u00e9ia central prop\u00f5e que o dinheiro arrecadado com o REDD seja utilizado para suprir as demandas dos povos nativos para que n\u00e3o exista mais a necessidade de desmatar.<\/p>\n<p>\u201cPara usar de forma inteligente o dinheiro dos cr\u00e9ditos de carbono, voc\u00ea deveria aproveitar esses recursos para combater os fatores que levam as pessoas a provocar a destrui\u00e7\u00e3o da floresta\u201d, afirmou Brendan Fisher, economista ambiental da Universidade de Princeton e autor do estudo.<\/p>\n<p>Para embasar sua teoria, a equipe de pesquisadores liderada por Fisher analisou os impactos do mecanismo de REDD+ (uma evolu\u00e7\u00e3o do REDD que leva em conta o manejo florestal sustent\u00e1vel) na Tanz\u00e2nia.<\/p>\n<p>O que eles perceberam foi que o dinheiro arrecado com o mecanismo mal compensava as perdas das pessoas por n\u00e3o poderem converter a floresta em \u00e1rea agr\u00edcola. Segundo Fisher, a maior parte das an\u00e1lises do REDD+ subestimam os ganhos que as comunidades conseguem transformando \u00e1rvores em carv\u00e3o, por exemplo. Dessa forma, o mecanismo, se seguido \u00e0 risca, acabaria levando os j\u00e1 humildes povoados para uma pobreza ainda maior.<\/p>\n<p>\u201cSomente conservando uma \u00e1rea de floresta n\u00e3o significa que um mercado de algum lugar estar\u00e1 dispon\u00edvel para suprir os povos nativos com alimentos. O dinheiro, por si s\u00f3, n\u00e3o garante a subsist\u00eancia dessas pessoas, ainda mais se os recursos estiverem aqu\u00e9m do que seria justo\u201d, esclarece Fisher.<\/p>\n<p>Diante dessa constata\u00e7\u00e3o, os pesquisadores chegaram a id\u00e9ia do <strong>&#8216;Smart-REDD&#8217;<\/strong> (&#8216;REDD Inteligente&#8217;). Nesse novo modelo, os recursos arrecadados com os cr\u00e9ditos de carbono seriam destinados para melhorias na agricultura, como financiamentos e transfer\u00eancia de tecnologias. Al\u00e9m disso, o REDD funcionaria em parceria com iniciativas de constru\u00e7\u00e3o de fornos mais limpos e eficientes, que melhoram a qualidade de vida das pessoas e utilizam menos lenha.<\/p>\n<p>Claro que isso tem um pre\u00e7o. Para sair do papel, o &#8216;Smart-REDD&#8217; necessita que o pre\u00e7o da tonelada de carbono esteja no m\u00ednimo em US$ 6,50, quase o dobro dos US$ 3,90 pagos atualmente no mecanismo convencional.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o novo modelo apresentaria uma s\u00e9rie de benef\u00edcios, j\u00e1 que ao mesmo tempo em que evitaria o \u2018vazamento\u2019 e reduziria as emiss\u00f5es, aumentaria a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e a qualidade de vida das popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mesmo levando em conta os poss\u00edveis custos para melhorar a capacidade agr\u00edcola de uma regi\u00e3o a ponto de que dobre sua produ\u00e7\u00e3o para compensar a n\u00e3o explora\u00e7\u00e3o da floresta em outra, o pre\u00e7o final ficaria em torno dos US$ 12 a tonelada do carbono. O que seria ainda abaixo dos atuais US$ 24\/t cobrados nos mercados de carbono compuls\u00f3rios, como o Esquema Europeu de Com\u00e9rcio de Emiss\u00f5es (EU ETS), que n\u00e3o inclui projetos de REDD.<\/p>\n<p>\u201cO custo do &#8216;Smart-REDD&#8217; \u00e9 bastante competitivo. Seria um dos modelos mais baratos para reduzir o aquecimento global\u201d, afirmou Doug Boucher, diretor de pesquisas clim\u00e1ticas e an\u00e1lise da Union of Concerned Scientists.<\/p>\n<p>Segundo Fisher, pode ser que em locais diferentes fora da Tanz\u00e2nia existam outros fatores que impulsionam o desmatamento al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o de alimentos e lenha, mas a id\u00e9ia central do &#8216;Smart-REDD&#8217; seria a mesma: identificar esses fatores e compens\u00e1-los com os recursos adquiridos pelos cr\u00e9ditos de carbono.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel manter os estoques de carbono, aumentar a seguran\u00e7a alimentar e preservar a biodiversidade com um custo baixo\u201d, concluiu Fisher.<\/p>\n<p>Fonte: Mater Natura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0mecanismo de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es por desmatamento e degrada\u00e7\u00e3o (REDD) das Na\u00e7\u00f5es Unidas sempre enfrentou diversos problemas, um deles sendo a chamada &#8216;leakage&#8217; (vazamento), quando uma determinada \u00e1rea da floresta est\u00e1 sob prote\u00e7\u00e3o e as comunidades pr\u00f3ximas simplesmente passam a explorar outras regi\u00f5es, provocando assim a mesma destrui\u00e7\u00e3o. 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