{"id":6726,"date":"2011-06-08T10:58:37","date_gmt":"2011-06-08T13:58:37","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6726"},"modified":"2011-06-08T10:58:37","modified_gmt":"2011-06-08T13:58:37","slug":"exploracao-de-areas-protegidas-renderia-r-10-bilhoes-por-ano","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6726","title":{"rendered":"Explora\u00e7\u00e3o de \u00e1reas protegidas renderia R$ 10 bilh\u00f5es por ano"},"content":{"rendered":"<p>As \u00e1reas naturais protegidas do Brasil poderiam render a nada desprez\u00edvel quantia de R$ 9,8 bilh\u00f5es por ano se fossem administradas com mais afinco, de acordo com levantamento divulgado na ter\u00e7a-feira em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>A conta inclui apenas poss\u00edveis lucros com visita\u00e7\u00e3o de turistas, extra\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de recursos (como madeira e borracha) e estoques de carbono, que tendem a se tornar cada vez mais valorizados no mercado internacional com o aquecimento global.<\/p>\n<p>O estudo recebeu a chancela do Pnuma, principal \u00f3rg\u00e3o ambiental da ONU, e foi coordenado por Rodrigo Medeiros, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Carlos Eduardo Frickmann Young, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e Fabio Fran\u00e7a Silva Ara\u00fajo, do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente.<\/p>\n<p>No trabalho, os especialistas levam em conta o fato de que a diversidade das unidades de conserva\u00e7\u00e3o no Brasil permite, em muitos casos, um uso criterioso da mata, o chamado manejo florestal.<\/p>\n<p>Seguindo crit\u00e9rios como tamanho m\u00ednimo de \u00e1rvores abatidas, tempo de crescimento das esp\u00e9cies e impacto do corte sobre o resto da mata, \u00e9 poss\u00edvel realizar uma explora\u00e7\u00e3o madeireira de baixo impacto.<\/p>\n<p>A lei j\u00e1 permite concess\u00f5es para esse tipo de atividade em unidades de conserva\u00e7\u00e3o como as Flonas (florestas nacionais), embora a ideia ainda esteja engatinhando.<\/p>\n<p><strong>C\u00c1LCULO<\/strong><\/p>\n<p>E foi com base na Flona do Jamari (RO) que os pesquisadores calcularam o potencial desse mercado para todas as florestas nacionais e estaduais da Amaz\u00f4nia: at\u00e9 R$ 2,2 bilh\u00f5es anuais &#8212; mais do que todo o mercado atual de madeira nativa do Brasil.<\/p>\n<p>Atividades extrativistas de baixo impacto, como obten\u00e7\u00e3o de castanha-do-par\u00e1 e borracha, somam mais de R$ 50 milh\u00f5es a esse n\u00famero.<\/p>\n<p>Outro potencial inexplorado, segundo a pesquisa, \u00e9 o dos parques nacionais &#8211;de 67 existentes hoje, apenas 18 cobram ingresso dos visitantes e monitoram seu fluxo.<\/p>\n<p>Usando dados de locais bem conhecidos, como o Parque Nacional da Serra dos \u00d3rg\u00e3os (RJ), e estimativas do aumento do turismo nos pr\u00f3ximos anos por conta de eventos como as Olimp\u00edadas de 2016, os pesquisadores afirmam que seria poss\u00edvel obter at\u00e9 R$ 2 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n<p>A principal aposta para o futuro, no entanto, envolve a emiss\u00e3o evitada de g\u00e1s carb\u00f4nico, principal causador do aquecimento global.<\/p>\n<p>Fonte: Reginaldo Jos\u00e9 Lopes, Editor de Ci\u00eancias, Folha.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As \u00e1reas naturais protegidas do Brasil poderiam render a nada desprez\u00edvel quantia de R$ 9,8 bilh\u00f5es por ano se fossem administradas com mais afinco, de acordo com levantamento divulgado na ter\u00e7a-feira em Bras\u00edlia. 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