{"id":6905,"date":"2011-06-17T09:24:06","date_gmt":"2011-06-17T12:24:06","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6905"},"modified":"2011-06-17T09:24:06","modified_gmt":"2011-06-17T12:24:06","slug":"regiao-da-grande-rio-despeja-13-de-esgoto-sem-tratamento","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=6905","title":{"rendered":"Regi\u00e3o da Grande Rio despeja 1\/3 de esgoto sem tratamento"},"content":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro teve um avan\u00e7o no que se refere \u00e0 coleta e ao tratamento de esgoto nos \u00faltimos dez anos. No entanto, 31,5% do esgoto residencial produzido na Grande Rio ainda s\u00e3o jogados diretamente no ambiente e 19,3% das resid\u00eancias sequer t\u00eam acesso \u00e0 rede coletora de esgoto, segundo dados de 2010.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es s\u00e3o do estudo &#8220;Desafios do Saneamento em Metr\u00f3poles da Copa 2014: Estudo da Regi\u00e3o Metropolitana do Rio de Janeiro&#8221;, divulgado nesta quinta-feira pela FGV (Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas).<\/p>\n<p>Segundo o coordenador do estudo, Fernando Garcia, o n\u00famero de domic\u00edlios atendidos por rede de esgoto passou de 2,08 milh\u00f5es em 2000 para 3,17 milh\u00f5es em 2010, ou seja, um aumento de 53%.<\/p>\n<p>O ritmo de crescimento, de 4,3% por ano, \u00e9 ligeiramente superior \u00e0 m\u00e9dia nacional, que foi de 4,2% por ano no per\u00edodo.<\/p>\n<p>Apesar desse avan\u00e7o, ainda h\u00e1 753 mil domic\u00edlios sem acesso \u00e0 rede de esgoto, ou seja, 19,3% do total das resid\u00eancias da Grande Rio.<\/p>\n<p>Para Garcia, o quadro \u00e9 ainda pior quando se avalia o tratamento do esgoto, mesmo daquele que \u00e9 coletado pela rede.<\/p>\n<p>O esgoto de 1,2 milh\u00e3o de moradias n\u00e3o \u00e9 tratado o que representa 31,5% do total produzido na Grande Rio.<\/p>\n<p>Em 11 dos 20 munic\u00edpios da regi\u00e3o, 100% do esgoto produzido s\u00e3o despejados diretamente no meio ambiente.<\/p>\n<p>&#8220;Isso \u00e9 preocupante porque tem um impacto na sa\u00fade e um impacto ambiental muito grande. Uma parte substantiva desse esgoto n\u00e3o coletado corre naturalmente para a ba\u00eda de Guanabara, isso tem um impacto ambiental que \u00e9 muito severo, mas que pode ser recuperado num per\u00edodo relativamente curto de tempo&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Segundo o estudo da FGV, seriam necess\u00e1rios R$ 250 milh\u00f5es por ano, at\u00e9 2014, para universalizar a coleta e o tratamento de esgoto na regi\u00e3o metropolitana do Rio.<\/p>\n<p>O ganho seria sentido n\u00e3o apenas no ambiente, mas tamb\u00e9m na qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o. A pesquisa da FGV estima que as vidas de 400 crian\u00e7as seriam salvas por ano, com a consequente melhoria na sa\u00fade p\u00fablica trazida pela universaliza\u00e7\u00e3o do saneamento b\u00e1sico.<\/p>\n<p>&#8220;Se at\u00e9 l\u00e1 [at\u00e9 a Copa] conseguirmos melhorar as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o, do ambiente, das praias, da ba\u00eda de Guanabara, os turistas que vamos receber nos pr\u00f3ximos anos v\u00e3o ter uma impress\u00e3o muito melhor. Isso tem um efeito duradouro sobre o turismo e a renda. Al\u00e9m disso, haver\u00e1 um ganho expressivo de qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o dessas regi\u00f5es&#8221;, disse.<\/p>\n<p>A universaliza\u00e7\u00e3o do saneamento na Grande Rio poderia tamb\u00e9m gerar um ganho de renda para as fam\u00edlias, uma vez que, de acordo com a FGV, espera-se um crescimento da produtividade do trabalhador que vive em \u00e1reas com saneamento adequado.<\/p>\n<p>Segundo o estudo, estima-se que poder\u00e1 haver um aumento de 2,6% da renda m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o, ou seja, R$ 443 milh\u00f5es por m\u00eas.<\/p>\n<p>Fonte: DA AG\u00caNCIA BRASIL<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro teve um avan\u00e7o no que se refere \u00e0 coleta e ao tratamento de esgoto nos \u00faltimos dez anos. 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