{"id":7092,"date":"2011-07-06T11:55:59","date_gmt":"2011-07-06T14:55:59","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7092"},"modified":"2011-07-06T11:55:59","modified_gmt":"2011-07-06T14:55:59","slug":"teste-de-dna-aponta-irregularidade-no-comercio-de-barbatana-de-tubarao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7092","title":{"rendered":"Teste de DNA aponta irregularidade no com\u00e9rcio de barbatana de tubar\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span>Amostras de barbatanas de tubar\u00e3o apreendidas pelo Ibama no Par\u00e1 passaram por uma an\u00e1lise de DNA na Universidade Estadual Paulista (Unesp) que demonstrou que n\u00e3o h\u00e1 rigor no controle das esp\u00e9cies pescadas. De 152 amostras analisadas, 31% n\u00e3o correspondiam \u00e0 esp\u00e9cie declarada pela empresa autuada \u2013 tubar\u00e3o-azul, muito comum no litoral brasileiro.<\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o exige 100% de precis\u00e3o para n\u00e3o colocar em risco esp\u00e9cies amea\u00e7adas. Pelo menos duas outras esp\u00e9cies foram identificadas neste caso.<\/p>\n<p>As barbatanas de tubar\u00e3o normalmente s\u00e3o apreendidas sem o resto do peixe, que muitas vezes \u00e9 descartado ainda no mar por n\u00e3o ser economicamente interessante traz\u00ea-lo para terra. Essa pr\u00e1tica proibida \u00e9 conhecida como \u201cfinning\u201d.<\/p>\n<p>As amostras analisadas fazem parte de uma apreens\u00e3o de 3,3 toneladas de barbatanas que estavam em poder de uma empresa que n\u00e3o conseguiu comprovar a venda das carca\u00e7as dos animais. O Globo Natureza tentou entrar em contato com a companhia, mas n\u00e3o havia ningu\u00e9m dispon\u00edvel para comentar.<\/p>\n<p>O destino principal das barbatanas de tubar\u00e3o capturadas nas regi\u00f5es Norte e Nordeste do Brasil \u00e9 o mercado asi\u00e1tico, segundo o Ibama. At\u00e9 100 milh\u00f5es de tubar\u00f5es s\u00e3o abatidos anualmente no mundo, segundo estimativas do setor.<\/p>\n<p>Na China, por exemplo, a sopa de barbatana de tubar\u00e3o \u00e9 um prato caro e muito apreciado. Para uma mesa ocidental, a iguaria nada tem de especial: um l\u00edquido pegajoso e sem gra\u00e7a, tendo como um \u00fanico sabor o da salsa que o acompanha.<\/p>\n<p>Mas para os chineses, a barbatana de tubar\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia culin\u00e1ria fora do comum, e o sabor \u00e9 o que menos importa.<\/p>\n<p>Como o prato custa caro, consumi-lo ou oferec\u00ea-lo a parceiros de neg\u00f3cios, familiares ou amigos garante status social, um elemento chave na cultura chinesa.<\/p>\n<p>\u201cOs banquetes importantes, em particular os casamentos, incluem a sopa. Isso \u00e9 muito importante para a classe m\u00e9dia, que pode mostrar, assim, \u00e0 sociedade que tamb\u00e9m pode se servir o prato\u201d, explica Veronika Mak, antrop\u00f3loga da Universidade de Hong Kong.<\/p>\n<p><strong>Tamanho<\/strong> \u2013 O tamanho e o aspecto da barbatana \u00e9 o que importa na prepara\u00e7\u00e3o da sopa. As dorsais s\u00e3o mais caras que as ventrais ou peitorais, mas a cauda tamb\u00e9m \u00e9 bastante apreciada, segundo os vendedores. As partes do tubar\u00e3o-tigre s\u00e3o as mais procuradas.<\/p>\n<p>De acordo com a medicina tradicional chinesa, comer barbatanas fortalece a sa\u00fade e os ossos.<\/p>\n<p>No restaurante Fung Shing, em Hong Kong, respons\u00e1vel pelo preparo de 200 kg de barbatanas por semana, uma sopa para 12 pessoas custa 1.080 d\u00f3lares de Hong Kong (cerca de R$ 217).<\/p>\n<p>\u201cSe voc\u00ea organiza um banquete, \u00e9 falta de etiqueta n\u00e3o oferecer a sopa de barbatana\u201d, afirma Tam Kwok King, dono do estabelecimento.<\/p>\n<p>Na cozinha, as barbatanas secas s\u00e3o colocadas na \u00e1gua por horas, at\u00e9 que fiquem com uma apar\u00eancia pegajosa, quando s\u00e3o colocadas numa panela com especiarias e temperos. Depois, elas s\u00e3o transferidas para a sopa, que ser\u00e1 cozinhada em fogo baixo por cerca de quatro horas, at\u00e9 que as barbatanas fiquem transparentes e reduzidas.<\/p>\n<p>O sucesso desta sopa entre os chineses provoca a dr\u00e1stica redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o de tubar\u00f5es, predadores que desempenham papel chave na cadeia alimentar submarina, reclamam os ambientalistas, que criticam ainda o \u201cfinning\u201d por fazer com que o peixe morra lentamente por n\u00e3o poder mais nadar.<\/p>\n<p>\u201cA maioria dos meus amigos pensa que consumir as barbatanas de vez em quando n\u00e3o representa um problema. Mas \u00e9 o consumo ocasional que leva numerosos barcos a ca\u00e7ar tubar\u00f5es no mundo\u201d, afirma Silvy Pun, representante do Fundo Mundial da Natureza (WWF, na sigla em ingl\u00eas), em Hong Kong. \u201cMatamos um tubar\u00e3o somente para consumir 2,5% dele quando s\u00e3o necess\u00e1rios dez anos para que ele alcance a maturidade\u201d, lamenta.<em> <\/em><\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amostras de barbatanas de tubar\u00e3o apreendidas pelo Ibama no Par\u00e1 passaram por uma an\u00e1lise de DNA na Universidade Estadual Paulista (Unesp) que demonstrou que n\u00e3o h\u00e1 rigor no controle das esp\u00e9cies pescadas. De 152 amostras analisadas, 31% n\u00e3o correspondiam \u00e0 esp\u00e9cie declarada pela empresa autuada \u2013 tubar\u00e3o-azul, muito comum no litoral brasileiro. 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