{"id":7105,"date":"2011-07-07T14:10:19","date_gmt":"2011-07-07T17:10:19","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7105"},"modified":"2011-07-07T14:10:19","modified_gmt":"2011-07-07T17:10:19","slug":"novaenergia-transformara-plastico-em-oleo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7105","title":{"rendered":"Novaenergia transformar\u00e1 pl\u00e1stico em \u00f3leo"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Verdana; font-size: x-small;\">Se tudo der certo, o lixo pl\u00e1stico, que leva dezenas de anos para se decompor quando jogado em aterros, est\u00e1 perto de ter um fim, ou melhor, um recome\u00e7o.<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p>A Wastech, empresa baiana especializada em tratamento de res\u00edduos, est\u00e1 criando uma nova companhia, chamada Novaenergia, que atuar\u00e1 na transforma\u00e7\u00e3o de lixo pl\u00e1stico em petr\u00f3leo. A RJCP Equity, empresa de investimento em capital de risco, ser\u00e1 s\u00f3cia minorit\u00e1ria no projeto.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A Novaenergia est\u00e1 em fase de capta\u00e7\u00e3o de recursos e pretende ter a primeira unidade funcionando at\u00e9 o fim de 2012. O investimento inicial ser\u00e1 de R$ 25 milh\u00f5es a R$ 30 milh\u00f5es. No total, o plano da companhia \u00e9 ter 20 f\u00e1bricas no pa\u00eds no prazo de cinco anos, o que exigir\u00e1 investimento total de R$ 540 milh\u00f5es. Desse montante, R$ 54 milh\u00f5es ser\u00e3o na forma de capital, R$ 105 milh\u00f5es em d\u00edvida (incluindo linhas de Finame do BNDES e cr\u00e9dito do fornecedor) e R$ 381 milh\u00f5es em gera\u00e7\u00e3o de caixa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Ao fim dos cinco anos, a previs\u00e3o \u00e9 de que as 20 unidades tenham uma capacidade anual de produ\u00e7\u00e3o 224 mil m3 de petr\u00f3leo leve (com mais de 44 graus API), equivalente a 1,4 milh\u00e3o de barris. O petr\u00f3leo produzido ser\u00e1 refinado e vendido em forma de nafta, \u00f3leo combust\u00edvel e diesel.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A primeira f\u00e1brica ficar\u00e1 em Salvador e ser\u00e1 capaz de processar 450 toneladas de lixo por dia, o que equivale a um sexto do total de res\u00edduos gerados hoje diariamente na cidade. Desse montante de lixo, a empresa vai usar somente 36 toneladas de pl\u00e1stico considerados dif\u00edceis de reciclar, como sacolas e filmes. Materiais como PET, PVC e sucata met\u00e1lica ser\u00e3o vendidos e o lixo org\u00e2nico aterrado.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Para cada 36 toneladas di\u00e1rias de lixo pl\u00e1stico que entrarem de um lado da m\u00e1quina, sair\u00e3o 30 mil litros de \u00f3leo leve do outro. A tecnologia de transforma\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico em petr\u00f3leo foi desenvolvida por uma empresa americana chamada Agilyx, que j\u00e1 faz o processo comercialmente h\u00e1 um ano. Recentemente, a empresa dos EUA recebeu aporte de US$ 22 milh\u00f5es do fundo Kleiner Perkins Caufield &amp; Byers, que investiu em empresas como Amazon e Google; da Waste Management, uma das maiores empresas americanas de tratamento de res\u00edduos; e tamb\u00e9m da divis\u00e3o de capital de risco da petroleira francesa Total.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>De acordo com Luciano Coimbra, presidente e controlador da Wastech e da Novaenergia, os projetos ambientais, via de regra, d\u00e3o retorno financeiro muito baixo. &#8220;N\u00e3o \u00e9 o nosso caso. O projeto tem alto impacto ambiental e ter\u00e1 alt\u00edssima rentabilidade.&#8221; A Wastech, que trabalha h\u00e1 27 anos com tratamento de res\u00edduos industriais perigosos, come\u00e7ou h\u00e1 cerca de quatro anos a desenvolver o projeto da Novaenergia. Depois de pesquisar diversas tecnologias, Coimbra conheceu a Agilyx, com quem firmou, no in\u00edcio de 2010, um contrato de exclusividade para explora\u00e7\u00e3o da tecnologia no Brasil.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Engenheiro qu\u00edmico, Coimbra diz que o processo de transforma\u00e7\u00e3o do pl\u00e1stico em petr\u00f3leo \u00e9 algo que est\u00e1 nos livros, mas que para tornar isso comercial \u00e9 preciso saber alguns macetes. Em vez de pagar royalties sobre a produ\u00e7\u00e3o, a Novaenergia vai remunerar a companhia americana a cada f\u00e1brica constru\u00edda.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Coimbra diz que j\u00e1 tem acordo com a concession\u00e1ria respons\u00e1vel pelo aterro de Salvador. Nesse tipo de modelo, previsto para cidades grandes, a concession\u00e1ria poder\u00e1 ser s\u00f3cia da f\u00e1brica de transforma\u00e7\u00e3o de pl\u00e1stico em petr\u00f3leo &#8211; com intervalo de 30% a 70% do capital &#8211; e ter\u00e1 que investir no projeto. Para a prefeitura, ser\u00e1 destinado de 2% a 3% do \u00f3leo produzido.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Outra possibilidade, pensada para cidades m\u00e9dias, \u00e9 atuar tamb\u00e9m como concession\u00e1ria e processar todos os res\u00edduos. Um terceiro modelo estaria ligado ao pl\u00e1stico recolhido pelas fabricantes de produtos industrializados que precisarem montar estruturas de log\u00edstica reversa, conforme previsto na Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos.<\/p>\n<p>Fonte: Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se tudo der certo, o lixo pl\u00e1stico, que leva dezenas de anos para se decompor quando jogado em aterros, est\u00e1 perto de ter um fim, ou melhor, um recome\u00e7o. A Wastech, empresa baiana especializada em tratamento de res\u00edduos, est\u00e1 criando uma nova companhia, chamada Novaenergia, que atuar\u00e1 na transforma\u00e7\u00e3o de lixo pl\u00e1stico em petr\u00f3leo. 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