{"id":7117,"date":"2011-07-07T14:38:28","date_gmt":"2011-07-07T17:38:28","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7117"},"modified":"2011-07-07T14:38:28","modified_gmt":"2011-07-07T17:38:28","slug":"especies-desconhecidas-estao-em-hotspots","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7117","title":{"rendered":"Esp\u00e9cies desconhecidas est\u00e3o em hotspots"},"content":{"rendered":"<p>A maioria das esp\u00e9cies ainda n\u00e3o descobertas vive em hotspots conhecidos \u2013 regi\u00f5es que foram identificadas pelos cientistas como priorit\u00e1rias para conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. A conclus\u00e3o \u00e9 de um estudo que ser\u00e1 publicado em breve na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.<\/p>\n<p>De acordo com os autores da pesquisa, os resultados refor\u00e7am que os esfor\u00e7os recentes de conserva\u00e7\u00e3o t\u00eam sido bem direcionados e dever\u00e3o ajudar a diminuir as incertezas a respeito das prioridades na \u00e1rea. Outra conclus\u00e3o do trabalho \u00e9 que o risco de extin\u00e7\u00e3o para muitas das esp\u00e9cies ainda n\u00e3o conhecidas \u00e9 maior do que se estimava at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO estudo mostra que a maioria das esp\u00e9cies desconhecidas se esconde em algumas das paisagens mais amea\u00e7adas no mundo. Isso aumenta significativamente o n\u00famero de esp\u00e9cies amea\u00e7adas ou em risco de extin\u00e7\u00e3o\u201d, disse Stuart Pimm, professor da Nicholas School of the Environment na Universidade Duke e um dos autores.<\/p>\n<p>Com recursos limitados e amea\u00e7as crescentes \u00e0 natureza, pesquisadores que atuam no estudo da biodiversidade h\u00e1 tempos decidiram identificar \u00e1reas nas quais as a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o pudessem salvar o maior n\u00famero de esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Essas \u00e1reas consideradas priorit\u00e1rias s\u00e3o chamadas de hotspots da biodiversidade: locais com n\u00famero incomum de esp\u00e9cies end\u00eamicas e nos quais as taxas de perda de habitat s\u00e3o extremas. O problema \u00e9 que o conhecimento das esp\u00e9cies \u00e9 seriamente incompleto, com um n\u00famero muito elevado de esp\u00e9cies desconhecidas.<\/p>\n<p>\u201cSabemos que temos um cat\u00e1logo da vida incompleto. Se n\u00e3o conhecemos quantas esp\u00e9cies existem, ou onde elas vivem, como poderemos estabelecer locais priorit\u00e1rios para conserva\u00e7\u00e3o? E se as \u00e1reas que ignoramos forem as que t\u00eam mais esp\u00e9cies desconhecidas\u201d, disse outro autor do estudo, Lucas Joppa, da Microsoft Research em Cambridge, Reino Unido.<\/p>\n<p>Para lidar com esse dilema, Joppa e colegas criaram um modelo computacional que integra efeitos taxon\u00f4micos durante o transcorrer do tempo de modo a estimar quantas esp\u00e9cies de plantas com flores \u2013 que formam a base do conceito de hotspot de biodiversidade \u2013 ainda existem para serem descobertas.<\/p>\n<p>Em seguida, o conjunto de dados foi comparado com os dados existentes de regi\u00f5es atualmente identificadas como priorit\u00e1rias para a conserva\u00e7\u00e3o. Os dois conjuntos de dados bateram.<\/p>\n<p>O modelo estimou que seis regi\u00f5es identificadas como hotspots \u2013 do M\u00e9xico ao Panam\u00e1; Col\u00f4mbia; do Equador ao Peru; do Paraguai ao sul do Chile; o sul da \u00c1frica; e Austr\u00e1lia \u2013 cont\u00eam 70% de todas as esp\u00e9cies desconhecidas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um grande al\u00edvio saber que os locais em que mais investimos recursos s\u00e3o os mesmos que abrigam a maioria das esp\u00e9cies ainda n\u00e3o descobertas\u201d, disse David Roberts, da Durrell Institute of Conservation and Ecology na Universidade de Kent, Reino Unido, outro autor da pesquisa.<\/p>\n<p>\u201cOs resultados do estudo realmente validam todo o tempo e esfor\u00e7o que temos colocado na luta pela preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade global. Agora, podemos continuar a tentar salvar esses locais \u00fanicos e amea\u00e7ados\u201d, disse Norman Myers, da Universidade Oxford, que lan\u00e7ou o conceito de hotspot em 1998.<\/p>\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Fapesp<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maioria das esp\u00e9cies ainda n\u00e3o descobertas vive em hotspots conhecidos \u2013 regi\u00f5es que foram identificadas pelos cientistas como priorit\u00e1rias para conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. A conclus\u00e3o \u00e9 de um estudo que ser\u00e1 publicado em breve na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. 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