{"id":7155,"date":"2011-07-20T18:19:30","date_gmt":"2011-07-20T21:19:30","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7155"},"modified":"2011-07-20T18:19:30","modified_gmt":"2011-07-20T21:19:30","slug":"rios-em-pessimas-condicoes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7155","title":{"rendered":"Rios em p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><span>Brasil tem s\u00f3 4% de recursos h\u00eddricos com qualidade \u00f3tima, segundo relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Com 12% da oferta de \u00e1gua do planeta, o Brasil tem apenas 4% de seus recursos h\u00eddricos com qualidade considerada \u00f3tima, percentual que caiu seis pontos de 2008 para 2009. Segundo avalia\u00e7\u00e3o do &#8220;Informe 2011 da Conjuntura dos Recursos H\u00eddricos do Brasil&#8221;, divulgado ontem pela Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA), cem rios est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o ruim ou p\u00e9ssima.<\/p>\n<p>Para avaliar o \u00edndice de qualidade da \u00e1gua, a ag\u00eancia usa nove par\u00e2metros, que levam em conta principalmente a contamina\u00e7\u00e3o dos rios pelo lan\u00e7amento de esgoto. Essa centena de rios em situa\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria n\u00e3o consegue depurar naturalmente a quantidade de res\u00edduos que v\u00eam recebendo. Embora o governo argumente que est\u00e1 fazendo investimentos em pol\u00edticas p\u00fablicas de saneamento, mais da metade das cidades do pa\u00eds &#8211; 2.926 munic\u00edpios &#8211; n\u00e3o tem tratamento de esgoto. O relat\u00f3rio aponta que em 2009 foram investidos R$21,4 bilh\u00f5es em saneamento e gest\u00e3o da \u00e1gua, sendo R$13,2 bilh\u00f5es em obras de tratamento de esgoto.<\/p>\n<p>A \u00e1gua de pior qualidade se concentra perto das regi\u00f5es metropolitanas de S\u00e3o Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador e das cidades de m\u00e9dio porte, como Campinas (SP) e Juiz de Fora (MG). Entre os rios cuja \u00e1gua \u00e9 de p\u00e9ssima ou m\u00e1 qualidade, est\u00e3o o Tiet\u00ea, que corta a capital paulista, o Igua\u00e7u, que forma as famosas Cataratas do Igua\u00e7u, e o Guandu-Mirim, no Rio &#8211; os dois \u00faltimos ficam dentro de unidades de conserva\u00e7\u00e3o, o Parque Nacional do Igua\u00e7u e a \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) do Rio Guandu, respectivamente.<\/p>\n<p>Entre 2008 e 2009, a \u00e1gua de qualidade p\u00e9ssima no pa\u00eds se manteve em 2%; a ruim aumentou de 6% para 7%; a regular passou de 12% para 16% e a boa subiu de 70% para 71%. Nesse per\u00edodo, o n\u00famero de pontos monitorados caiu de 1.812 para 1.747. O superintendente de Planejamento de Recursos H\u00eddricos da ag\u00eancia, Ney Maranh\u00e3o, mostrou-se satisfeito com os resultados do estudo.<\/p>\n<p>&#8211; Temos 90,6% dos rios num estado satisfat\u00f3rio de qualidade e de disponibilidade (quantidade de \u00e1gua). Apenas 2% n\u00e3o apresentam resultado satisfat\u00f3rio &#8211; avaliou Maranh\u00e3o, que coordenou o trabalho.<\/p>\n<p><strong>Estresse h<\/strong><strong>\u00ed<\/strong><strong>drico e agricultura &#8211;<\/strong> Maranh\u00e3o ressaltou que as pol\u00edticas p\u00fablicas t\u00eam sido direcionadas para as bacias que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, seja por apresentarem baixa disponibilidade ou qualidade de \u00e1gua. A maior parte dos rios e bacias com problema de oferta de \u00e1gua se encontra no Nordeste.<\/p>\n<p>A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que, no futuro, o estresse h\u00eddrico (falta de \u00e1gua em algumas regi\u00f5es do pa\u00eds) vai impactar na agricultura. Ao todo, 69% dos recursos consumidos pela popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o usados em irriga\u00e7\u00e3o. Izabella aproveitou a ocasi\u00e3o para mandar um recado ao Congresso, onde tramita a reforma do C\u00f3digo Florestal.<\/p>\n<p>&#8211; Quando estamos discutindo C\u00f3digo Florestal, n\u00e3o falamos apenas do uso do solo. Estamos falando de recursos h\u00eddricos e qualidade de vida. O relat\u00f3rio traz com muita propriedade o estresse h\u00eddrico com perda de mata ciliar (vegeta\u00e7\u00e3o nativa \u00e0s margens dos rios). Onde se desmata mata ciliar, h\u00e1 comprometimento dos recursos h\u00eddricos &#8211; afirmou a ministra.<\/p>\n<p>O levantamento da ANA tamb\u00e9m levou em conta o problema das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, respons\u00e1veis por eventos naturais extremos em datas diferentes no ano passado: a estiagem na Amaz\u00f4nia; as enchentes em Alagoas, Pernambuco e em Minas Gerais; as cheias no Rio, em S\u00e3o Paulo e no Rio Grande do Sul. Um exemplo do agravamento dessa situa\u00e7\u00e3o: em 2006, foram registradas 135 situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia ou de calamidade p\u00fablica por conta de fortes chuvas. Em 2010, esse n\u00famero de ocorr\u00eancias subiu para 601. No total, quase 10% das cidades brasileiras &#8211; 563 munic\u00edpios &#8211; decretaram situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia devido a enchentes, inunda\u00e7\u00f5es, enxurradas e alagamentos.<\/p>\n<p>No caso das secas, houve uma invers\u00e3o: 2010 registrou menos casos de emerg\u00eancia (583) do que 2006 (914). Entre 2009 e 2010 houve diminui\u00e7\u00e3o de 20,8% no n\u00edvel dos reservat\u00f3rios de \u00e1gua constru\u00eddos no Nordeste para combater estiagens.<\/p>\n<p>(O Globo)<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil tem s\u00f3 4% de recursos h\u00eddricos com qualidade \u00f3tima, segundo relat\u00f3rio. 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