{"id":7230,"date":"2011-07-25T10:02:16","date_gmt":"2011-07-25T13:02:16","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7230"},"modified":"2011-07-25T10:02:16","modified_gmt":"2011-07-25T13:02:16","slug":"mt-e-responsavel-por-28-dos-focos-de-queimadas-registrados-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7230","title":{"rendered":"MT \u00e9 respons\u00e1vel por 28% dos focos de queimadas registrados no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p><span><strong>Inpe registrou 1.777 focos de queimadas entre janeiro e julho, em MT.<br \/>\nNo Brasil, foram verificadas 6.102 queimadas no mesmo per\u00edodo.<\/strong><\/p>\n<p><\/span><span>As queimadas no estado de Mato Grosso j\u00e1 s\u00e3o respons\u00e1veis por 28% do n\u00famero total de focos registrados no Brasil, neste ano. Dados dos sat\u00e9lites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que das 6.102 queimadas identificadas no pa\u00eds, 1.777 ocorreram no estado, no per\u00edodo de 1\u00ba de janeiro a 21 de julho.<\/p>\n<p>Apesar de o n\u00famero estar abaixo do identificado no mesmo per\u00edodo do ano passado, quando foram registrados 2.852 focos de inc\u00eandio no territ\u00f3rio mato-grossense, a incid\u00eancia poder\u00e1 aumentar nos pr\u00f3ximos dias devido \u00e0 alta temperatura, baixa umidade do ar e ao alto \u00edndice de desmatamento. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do professor e bi\u00f3logo Romildo Gon\u00e7alves, do Instituto de Bioci\u00eancias da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo explica que as massas de ar quente e seco est\u00e3o cada vez mais frequentes no pa\u00eds, o que estaria causando reflexos no estado, al\u00e9m das intemp\u00e9ries influenciarem diretamente na vegeta\u00e7\u00e3o. \u201cAs condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, com a evolu\u00e7\u00e3o do aquecimento global, t\u00eam reflexo direto no ecossistema e, em Mato Grosso, n\u00e3o ser\u00e1 muito diferente neste ano em compara\u00e7\u00e3o com o \u00faltimo\u201d, frisou o professor, em entrevista ao\u00a0<strong>G1<\/strong>. Segundo ele, o per\u00edodo mais cr\u00edtico para queimadas s\u00e3o os meses de agosto e setembro.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2011\/07\/22\/especial_g1_300x490_queimadas_artes_g1.jpg\" alt=\"Arte - queimadas (Foto: Editoria de Arte\/G1)\" width=\"301\" height=\"490\" \/><\/p>\n<p><\/span>Enquanto em abril os sat\u00e9lites captaram 89 focos de queimadas em Mato Grosso, em maio foram 325. Em junho, o \u00edndice cresceu para 900 e, at\u00e9 o dia 21 de julho (quinta-feira), o estado j\u00e1 tinha acumulado 356 focos. Em outro aspecto, o professor considera motivo de preocupa\u00e7\u00e3o a devasta\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia Legal, em que o estado teve, por exemplo, 93,7 km\u00b2 de florestas devastadas no m\u00eas de maio, sendo que em abril perdeu 405,5 km\u00b2 de mata, segundo relat\u00f3rio do Inpe. Para Gon\u00e7alves, os dados refor\u00e7am o risco da ocorr\u00eancia de mais queimadas neste ano do que em 2010. &#8220;Depois de tirar a mata, as pessoas colocam fogo para usar a \u00e1rea&#8221;, frisa.<\/p>\n<p><strong>Parque Nacional<\/strong><br \/>\nEm 2010, o fogo consumiu cerca de um ter\u00e7o do Parque Nacional da Chapada dos Guimar\u00e3es, cobrindo Cuiab\u00e1 de fuma\u00e7a escura. A estimativa \u00e9 que 11 mil hectares tenham sido consumidos no inc\u00eandio. Com um ecossistema que inclui de savanas a matas fechadas, o parque abriga s\u00edtios arqueol\u00f3gicos e cabeceiras de v\u00e1rios rios das bacias do Alto Paraguai e Amaz\u00f4nica. &#8221; O alerta neste ano vale para o Pantanal mato-grossense e o Parque Nacional do Xingu, que n\u00e3o registram inc\u00eandios h\u00e1 oito anos, mas podem sofrer altera\u00e7\u00f5es pela falta de infraestrutura e prote\u00e7\u00e3o ambiental&#8221;, avaliou Romildo Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>O Comit\u00ea de Gest\u00e3o do Fogo de Mato Grosso informou que as cidades com maior n\u00famero de alertas de inc\u00eandios s\u00e3o Tangar\u00e1 da Serra, Cl\u00e1udia e Quer\u00eancia, localizadas na regi\u00f5es norte e m\u00e9dio norte do estado. O tenente-coronel D\u00e9rcio Santos, coordenador-geral adjunto do Comit\u00ea, declarou ao\u00a0<strong>G1<\/strong> que a meta \u00e9 reduzir 65% da quantidade de focos de calor registrados em 2010 e retirar o estado da lista dos que mais queimam.<\/p>\n<p>O coordenador disse ainda que o Corpo de Bombeiros est\u00e1 presente em 17 das 141 cidades mato-grossenses, com bases operacionais montadas com o objetivo de controlar o fogo. &#8220;N\u00f3s j\u00e1 reduzimos muito em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo ano e estamos atuando com refor\u00e7o e apoio das prefeituras dos munic\u00edpios para o combate \u00e0s queimadas. Por\u00e9m, temos que avaliar que a estiagem e a baixa umidade s\u00e3o amea\u00e7as contanstantes, mas podemos mudar o quadro com a nossa conduta&#8221;, pontuou o tenente-coronel.<\/p>\n<p>Ele frisa que a quest\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o ambiental tamb\u00e9m \u00e9 s\u00e9ria e que as pessoas devem contribuir para a diminu\u00e7\u00e3o dos focos, deixando as pr\u00e1ticas e a cultura de colocar fogo, por exemplo, em folhas secas ou nos quintais de casa. &#8220;Muitos inc\u00eandios registrados, sen\u00e3o a maioria, foram provocados pelo homem&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Quanto ao desmatamento, o coordenador admite que o \u00edndice registrado no territ\u00f3rio mato-grossense poder\u00e1 colaborar para que a situa\u00e7\u00e3o das queimadas se agrave, por\u00e9m, considera que o governo do estado e a uni\u00e3o t\u00eam realizado trabalhos intensivos com a finalidade de diminuir o n\u00famero de \u00e1reas devastadas.<\/p>\n<p>I<strong>nvestimento<\/strong><br \/>\nO combate \u00e0s queimadas deve custar mais de R$ 111,5 milh\u00f5es durante o per\u00edodo proibitivo no estado, que este ano ser\u00e1 de de 1\u00ba de julho a 15 de outubro, considerado o mais longo da hist\u00f3ria. Diante dos altos \u00edndices de focos de queimada, o pedido de antecipa\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o foi feito pelo secret\u00e1rio de Meio Ambiente de Mato Grosso, Alexander Maia. Ao todo, o estado pretende contar com o trabalho de dois mil homens de todos os \u00f3rg\u00e3os ambientais durante o per\u00edodo proibitivo.<\/p>\n<p>O montante foi calculado com base no planejamento or\u00e7ament\u00e1rio do Governo do Estado, Departamento Nacional de Infra-estrutura (Dnit) e Corpo de Bombeiros. O secret\u00e1rio Alexander Maia disse que o Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) autorizou a libera\u00e7\u00e3o de R$ 13 milh\u00f5es para a instala\u00e7\u00e3o de uma base de controle das ocorr\u00eancias em Sinop, a 503 quil\u00f4metros de Cuiab\u00e1.<\/p>\n<p>A pretens\u00e3o, de acordo com o secret\u00e1rio, \u00e9 implantar quatro bases semelhantes a essa, por\u00e9m, segundo ele, ainda n\u00e3o h\u00e1 recursos liberados para o projeto. O montante ser\u00e1 gasto na compra de equipamentos para as equipes do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema). Embora tenha sido contemplado com a verba, o governo do estado havia requisitado R$ 80 milh\u00f5es para investir nas a\u00e7\u00f5es de combate e preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessa verba, Maia afirmou que ser\u00e3o gastos R$ 5 milh\u00f5es em campanhas publicit\u00e1rias com a finalidade de tentar conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre os riscos dos inc\u00eandios, assim como alertar sobre a penalidade aplicada ao respons\u00e1vel pelo crime ambiental. As multas variam entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil por hectare para \u00e1reas abertas e de floresta, respectivamente.<\/p>\n<figure style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2011\/07\/22\/queimada_guilhermefilho_620x235.jpg\" alt=\"Queimada em Mato Grosso (Foto: Guilherme Filho\/Secom-MT)\" width=\"434\" height=\"165\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Governo do estado decidiu ampliar o per\u00edodo de proibi\u00e7\u00e3o de queimadas. (Foto: Guilherme Filho\/Secom-MT)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Fonte: Kelly Martins, Do G1, MT<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inpe registrou 1.777 focos de queimadas entre janeiro e julho, em MT. No Brasil, foram verificadas 6.102 queimadas no mesmo per\u00edodo. As queimadas no estado de Mato Grosso j\u00e1 s\u00e3o respons\u00e1veis por 28% do n\u00famero total de focos registrados no Brasil, neste ano. 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