{"id":7258,"date":"2011-07-26T09:41:57","date_gmt":"2011-07-26T12:41:57","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7258"},"modified":"2011-07-26T09:41:57","modified_gmt":"2011-07-26T12:41:57","slug":"especies-exoticas-invasoras-geram-grande-perda-na-biodiversidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7258","title":{"rendered":"Esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras geram grande perda na biodiversidade"},"content":{"rendered":"<p><span><\/p>\n<h2>Cruzamento entre esp\u00e9cies nativas e ex\u00f3ticas leva \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es com capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o reduzida, levando \u00e0 extin\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p><\/span><span><\/p>\n<figure style=\"width: 291px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/og\/rg\/f\/original\/2011\/07\/22\/sagui4_291x218.jpg\" alt=\"Globo ecologia: esp\u00e9cies invasoras (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"291\" height=\"388\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Sagui se alimenta de biscoito dado por pessoas: este ato s\u00f3 aumenta a popula\u00e7\u00e3o de invasores, que arrumam outra fonte de alimenta\u00e7\u00e3o e se reproduz, em detrimento das esp\u00e9cies nativas (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A chegada de esp\u00e9cies em lugares que n\u00e3o s\u00e3o o seu habitat natural pode causar um grande impacto ambiental. As chamadas esp\u00e9cies ex\u00f3ticas s\u00e3o aquelas que s\u00e3o levadas por seres humanos de um lugar a outro, ou por acaso (por exemplo, em \u00e1gua de lastro de navio, em plataforma de petr\u00f3leo, ou sementes que ficam em pneus de carro) ou propositalmente (quando o homem retira um animal ou uma planta de um lugar e leva para outro que n\u00e3o o de sua origem). Algumas sobrevivem no novo ambiente, outras n\u00e3o. As esp\u00e9cies que conseguem se reproduzir no novo habitat podem gerar um grande desequil\u00edbrio naquele bioma.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o existam estimativas precisas do quanto se perde de biodiversidade com a introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies invasoras, sabe-se que estes n\u00fameros s\u00e3o alarmantes. Segundo o professor adjunto do Departamento de Ci\u00eancias Ambientais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Andr\u00e9 Felippe Nunes-Freitas os efeitos s\u00e3o os mais variados, indo desde a simplifica\u00e7\u00e3o de comunidades ecol\u00f3gicas causada pela extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies mais suscet\u00edveis, como, por exemplo, esp\u00e9cies com popula\u00e7\u00f5es muito pequenas ou especialistas na utiliza\u00e7\u00e3o de um determinado recurso, at\u00e9 altera\u00e7\u00f5es no funcionamento dos ecossistemas, como modifica\u00e7\u00f5es nos ciclos de nutrientes, disponibilidade de luz e aumento da incid\u00eancia de fogo. &#8220;Todos esses impactos t\u00eam como pano de fundo as perdas ou modifica\u00e7\u00f5es das intera\u00e7\u00f5es entre as esp\u00e9cies dentro das cadeias alimentares. Outro fator preocupante \u00e9 a hibridiza\u00e7\u00e3o, ou seja, o cruzamento entre esp\u00e9cies nativas e ex\u00f3ticas que s\u00e3o pertencentes ao mesmo g\u00eanero. Isso leva a forma\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es cuja capacidade reprodutiva pode ser reduzida, levando as nativas \u00e0 extin\u00e7\u00e3o. Um exemplo disso \u00e9 o cruzamento entre o sag\u00fci da Mata Atl\u00e2ntica do Rio de Janeiro, o sag\u00fci da serra escuro e o sag\u00fci introduzido, que \u00e9 da Mata Atl\u00e2ntica do Nordeste, que v\u00eam sofrendo hibridiza\u00e7\u00e3o. Acredita-se que o primeiro possa ser levado a extin\u00e7\u00e3o devido a esse processo\u201d, explica.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Freitas conta que h\u00e1 estimativas realizadas para o Brasil e para o mundo que sugerem que os preju\u00edzos causados pela introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras podem variar de U$ 20 bilh\u00f5es a U$ 300 bilh\u00f5es, sem contar com os preju\u00edzos que n\u00e3o s\u00e3o mensur\u00e1veis. \u201cQuando analisamos a perda de diversidade biol\u00f3gica causada pela introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas, esses valores podem ser ainda maiores, especialmente por ainda estarmos desenvolvendo mecanismos de valora\u00e7\u00e3o da diversidade biol\u00f3gica\u201d, detalha.<\/p>\n<p>A perda de diversidade biol\u00f3gica e, consequentemente, de patrim\u00f4nio gen\u00e9tico da na\u00e7\u00e3o, e os preju\u00edzos econ\u00f4micos e ambientais gerados por essas perdas s\u00e3o os dois fatores que mais preocupam o professor.<\/p>\n<p>Segundo ele, algumas a\u00e7\u00f5es t\u00eam sido feitas para diminuir os riscos da perda de biodiversidade. Em termos pr\u00e1ticos, elas ainda s\u00e3o pontuais no Brasil, mas t\u00eam crescido nos \u00faltimos anos. \u201cO Parque Nacional da Tijuca (RJ) vem manejando as jaqueiras, e o Parque Nacional da Serra dos \u00d3rg\u00e3os (RJ), tamb\u00e9m faz o manejo do l\u00edrio-do-brejo, do beijinho e de alguns bambus invasores. No entanto, ainda precisamos de estudos mais aprofundados e monitoramentos de m\u00e9dio e longo prazo para avaliar se as a\u00e7\u00f5es de manejo, controle e erradica\u00e7\u00e3o est\u00e3o sendo eficientes, e esses t\u00eam que ser realizados para cada caso, ou seja, para cada esp\u00e9cie\u201d, diz.<\/p>\n<p>Fonte: Globo Ecologia<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cruzamento entre esp\u00e9cies nativas e ex\u00f3ticas leva \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es com capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o reduzida, levando \u00e0 extin\u00e7\u00e3o A chegada de esp\u00e9cies em lugares que n\u00e3o s\u00e3o o seu habitat natural pode causar um grande impacto ambiental. 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