{"id":7347,"date":"2011-08-01T09:53:53","date_gmt":"2011-08-01T12:53:53","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7347"},"modified":"2011-08-01T09:53:53","modified_gmt":"2011-08-01T12:53:53","slug":"ecoturismo-afeta-recifes-de-corais-em-porto-de-galinhas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7347","title":{"rendered":"Ecoturismo afeta recifes de corais em Porto de Galinhas"},"content":{"rendered":"<p><span>O movimento intenso de turistas que buscam sol e paisagens paradis\u00edacas na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca (litoral sul de Pernambuco), tem provocado danos ambientais \u00e0 regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Parte da fauna marinha dos recifes vem sendo destru\u00edda em raz\u00e3o do ecoturismo desenfreado, conforme estudo da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco).<\/p>\n<p>Os trechos de recifes onde o acesso \u00e9 livre (7% do total) apresentaram redu\u00e7\u00e3o de 55% na quantidade de animais que vivem em meio \u00e0s algas, segundo a bi\u00f3loga Visnu Sarmento, 25, que estudou o tema durante o mestrado.<\/p>\n<p>Ainda segundo a bi\u00f3loga, a passagem de turistas sobre os recifes provocou diminui\u00e7\u00e3o de 11% entre as esp\u00e9cies de microcrust\u00e1ceos -pequenos animais, parentes distantes de camar\u00f5es e siris, que servem de alimento para os peixes dos recifes.<\/p>\n<p><\/span><span><\/p>\n<p>Cerca de 800 mil pessoas visitam a praia todos os anos para conhecer as \u00e1guas cristalinas das piscinas naturais e as bancadas de recifes -cart\u00f5es-postais do local.<\/p>\n<p>Por R$ 15, \u00e9 poss\u00edvel ir de jangada at\u00e9 os recifes, para caminhar sobre as forma\u00e7\u00f5es calc\u00e1rias e mergulhar em meio a peixes coloridos e cavalos-marinhos. Na mar\u00e9 baixa, o programa pode at\u00e9 ser feito a p\u00e9.<\/p>\n<p>&#8220;A continuidade da explora\u00e7\u00e3o agressiva do turismo pode provocar a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nos recifes de Porto de Galinhas. A longo prazo, tamb\u00e9m pode levar a um desequil\u00edbrio na cadeia alimentar da fauna local&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Os recifes danificados levam at\u00e9 200 anos para se recuperarem totalmente.<\/p>\n<p>Pesquisadores da UFPE pisotearam por tr\u00eas dias uma faixa de recife protegida. Ap\u00f3s tr\u00eas meses sem nenhum contato humano, o local apresentou os mesmos \u00edndices de quantidade de animais e esp\u00e9cies anteriores.<\/p>\n<p>Para a bi\u00f3loga, o rod\u00edzio dos passeios em diferentes pontos dos recifes \u00e9 uma medida simples para amenizar o impacto do turismo.<\/p>\n<figure style=\"width: 440px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/f.i.uol.com.br\/folha\/ciencia\/images\/1121161.jpeg\" alt=\"Jangadeiros e turistas pisam em coral em Porto de Galinahs (PE) danificando\" width=\"440\" height=\"299\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">angadeiros e turistas pisam em coral em Porto de Galinahs (PE) danificando. (Joel Silva - 13.fev.11A\/Folhapress)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Fonte: Renato Castroneves, de S\u00e3o Paulo, Folha.com<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O movimento intenso de turistas que buscam sol e paisagens paradis\u00edacas na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca (litoral sul de Pernambuco), tem provocado danos ambientais \u00e0 regi\u00e3o. Parte da fauna marinha dos recifes vem sendo destru\u00edda em raz\u00e3o do ecoturismo desenfreado, conforme estudo da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). 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