{"id":7379,"date":"2011-08-02T10:05:22","date_gmt":"2011-08-02T13:05:22","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7379"},"modified":"2011-08-02T10:05:22","modified_gmt":"2011-08-02T13:05:22","slug":"novos-peixes-em-campos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7379","title":{"rendered":"Novos peixes em Campos"},"content":{"rendered":"<p><span>Projeto encontra na regi\u00e3o quatro esp\u00e9cies desconhecidas.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o de maior produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural do Brasil tamb\u00e9m est\u00e1 gerando conhecimento cient\u00edfico. Quatro esp\u00e9cies de peixes foram descobertas na Bacia de Campos por pesquisadores do Projeto Habitats. Como nunca foram descritos por cientistas, os peixes ainda n\u00e3o est\u00e3o catalogados e, portanto, n\u00e3o t\u00eam nome. O estudo observou tamb\u00e9m 22 esp\u00e9cies cuja presen\u00e7a na regi\u00e3o n\u00e3o era conhecida. Cinco delas representam novas ocorr\u00eancias para o Brasil, como a Acanthocaenus luetkenii e a Rhinochimaera atlantica (Quimera de focinho longo).<\/p>\n<p>O Habitats faz parte do Projeto de Caracteriza\u00e7\u00e3o Ambiental Regional da Bacia de Campos, cujo relat\u00f3rio foi entregue ao Ibama na semana passada. As pesquisas come\u00e7aram em 2007 e s\u00e3o patrocinadas pela Petrobras, que investiu R$40 milh\u00f5es para os estudos em uma \u00e1rea de cem quil\u00f4metros quadrados. As informa\u00e7\u00f5es levantadas permitir\u00e3o conhecer melhor e monitorar os impactos ambientais na regi\u00e3o. O coordenador geral de Petr\u00f3leo e G\u00e1s do Ibama, Cristiano Vilardo, explica que o investimento faz parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), como parte do processo de licenciamento da empresa estatal.<\/p>\n<p>&#8211; O estudo \u00e9 absolutamente inovador e produziu uma grande fotografia da Bacia de Campos. Al\u00e9m das quatro novas esp\u00e9cies de peixes, deve haver ainda mais de microorganismos. Ter informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis \u00e9 fundamental para saber os impactos da atividade petrol\u00edfera. Entendendo melhor o ambiente conseguiremos tra\u00e7ar estrat\u00e9gias diferenciadas, inclusive a cria\u00e7\u00e3o de unidades de conserva\u00e7\u00e3o &#8211; disse.<\/p>\n<p>O Ibama dever\u00e1 publicar todo o estudo, que \u00e9 georreferenciado. Para pesquisadores, mais importante do que descobrir peixes novos \u00e9 saber o comportamento das comunidades do local, que s\u00e3o interdependentes e fazem parte de cadeias alimentares.<\/p>\n<p>&#8211; No caso dos peixes, a Bacia de Campos \u00e9 ocupada por diferentes comunidades. Pelo menos cinco s\u00e3o bastante distintas. Ent\u00e3o, deveremos representar as cinco comunidades para preservar a biodiversidade local. N\u00e3o apenas visando ao agrupamento de esp\u00e9cies, mas tamb\u00e9m preservando toda a cadeia alimentar. Ou seja, a rela\u00e7\u00e3o entre predador e presa &#8211; comentou Paulo Costa, especialista em peixes de oceano profundo, professor da UniRio e coordenador do levantamento de peixes do Projeto Habitats.<\/p>\n<p>S\u00e3o tantas as informa\u00e7\u00f5es que dever\u00e1 ser preciso mais um ano para analis\u00e1-las. O segundo passo ser\u00e1 integrar todos os dados e, por fim, gerar planos de monitoramento ambiental, cuja implanta\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 sendo negociada entre o Ibama e a Petrobras.<\/p>\n<p>&#8211; Fizemos a caracteriza\u00e7\u00e3o ambiental de uma regi\u00e3o. Assim, teremos como escolher indicadores ambientais para avaliar se houve impacto ambiental ou n\u00e3o &#8211; disse Anna Maria Scofano, ocean\u00f3grafa da Petrobras.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto encontra na regi\u00e3o quatro esp\u00e9cies desconhecidas. 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