{"id":747,"date":"2009-06-30T19:34:54","date_gmt":"2009-06-30T22:34:54","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=747"},"modified":"2011-02-21T18:36:30","modified_gmt":"2011-02-21T21:36:30","slug":"sapo-nao-esguicha-veneno-de-proposito-diz-cientista","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=747","title":{"rendered":"Sapo n\u00e3o esguicha veneno de prop\u00f3sito, diz cientista"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: x-small; font-family: Verdana;\">Estudo anat\u00f4mico mostra que gl\u00e2ndulas com toxina reagem a press\u00e3o externa. Segundo grupo do Instituto Butantan, defesa desse grupo de anf\u00edbios \u00e9 passiva e descarga de veneno no olho da v\u00edtima \u00e9 cren\u00e7a falsa<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_750\" aria-describedby=\"caption-attachment-750\" style=\"width: 299px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/rhinella-jimi.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-750\" title=\"rhinella-jimi\" src=\"http:\/\/ipevs.org.br\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/rhinella-jimi.jpg\" alt=\"Rhinella jimi\" width=\"299\" height=\"248\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-750\" class=\"wp-caption-text\">Rhinella jimi<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nara Lya Cabral escreve para a \u201cFolha de SP\u201d:<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que prega a cren\u00e7a popular, os sapos n\u00e3o conseguem esguichar seu veneno por vontade pr\u00f3pria quando se sentem amea\u00e7ados. As gl\u00e2ndulas de defesa desses animais s\u00f3 reagem se forem pressionadas &#8211; pela mordida de um predador, por exemplo. A teoria acaba de ser provada por cientistas do Instituto Butantan, da USP, e da Universidade de D\u00fcsseldorf, na Alemanha.<\/p>\n<p>Carlos Jared, do Butantan, liderou a pesquisa e destaca que, embora o comportamento de defesa dos sapos e sua toxicidade sejam conhecidos pela sabedoria popular, existe muita desinforma\u00e7\u00e3o sobre o assunto. &#8220;\u00c9 falsa a cren\u00e7a que diz que o sapo esguicha o seu veneno mirando no olho da v\u00edtima.&#8221;<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10502px;left:-5370px;\"><a href=\"http:\/\/www.ecogiochi.it\/watch\/the-fighter-movie-online\">the fighter full hd<\/a><\/div>\n<p>No estudo, publicado na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do peri\u00f3dico &#8220;Toxicon&#8221;, os cientistas analisaram o sapo-cururu (Rhinella jimi), uma das esp\u00e9cies mais comuns no Brasil. Jared diz acreditar que a descarga de veneno seja similar para todos os sapos.<\/p>\n<p>Esse grupo, o dos bufon\u00eddeos, apresenta o que se chama de &#8220;defesa passiva&#8221;; seu veneno s\u00f3 \u00e9 liberado por press\u00e3o externa sobre as chamadas gl\u00e2ndulas parotoides, localizadas no dorso. Os sapos n\u00e3o t\u00eam m\u00fasculos capazes de esguich\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Deslocamento<\/p>\n<p>Embora gl\u00e2ndulas de veneno estejam presentes em todos os anf\u00edbios, as parotoides apresentam caracter\u00edsticas peculiares. Segundo Jared, durante a hist\u00f3ria evolutiva dos sapos, essas gl\u00e2ndulas sofreram modifica\u00e7\u00f5es e agregaram-se na regi\u00e3o pr\u00f3xima \u00e0 cabe\u00e7a, local estrategicamente posicionado para a mordida dos predadores.<\/p>\n<p>Os pesquisadores mostraram que as parotoides s\u00e3o formadas por alv\u00e9olos de col\u00e1geno semelhantes a favos de mel. Cada um pode ser considerado uma gl\u00e2ndula em forma de garrafa, que produz veneno e possui, na parte mais alta, um poro fechado por um &#8220;plug&#8221; de pele.<\/p>\n<p>Quando um predador abocanha um sapo, mordendo as parotoides, ele pressiona as gl\u00e2ndulas e rompe os plugs, recebendo na boca jatos de veneno.<\/p>\n<p>Tudo o que o sapo pode fazer, com o intuito de se defender, \u00e9 inflar os pulm\u00f5es e expor as parotoides. Esse comportamento de defesa tem dupla utilidade: faz com que as gl\u00e2ndulas fiquem no m\u00e1ximo de turgidez e simula um tamanho de corpo maior. O bicho tamb\u00e9m pode esvaziar a bexiga sobre o agressor, mas a urina n\u00e3o \u00e9 t\u00f3xica.<\/p>\n<p>Mesmo se o sapo atacado for morto, a esp\u00e9cie ainda se beneficia da adapta\u00e7\u00e3o: o predador geralmente passa muito mal e pode associar os efeitos nocivos do veneno ao bicho.<\/p>\n<p>Frequentemente \u00e9 o predador que n\u00e3o sobrevive. &#8220;O veneno \u00e9 extremamente t\u00f3xico, especialmente para o cora\u00e7\u00e3o&#8221;, diz Jared. O contato com a mucosa da boca, de um filhote de cachorro, por exemplo, frequentemente \u00e9 fatal.<\/p>\n<p>Jared aponta, no entanto, que observa\u00e7\u00f5es em campo mostraram que os quatis conseguem contornar a amea\u00e7a. Eles esfregam a presa contra o solo e, frequentemente, desprezam a regi\u00e3o pr\u00f3xima \u00e0 cabe\u00e7a e boa parte da pele.<\/p>\n<p>Pesquisadores do Instituto Butantan, liderados por Daniel Pimenta, do mesmo grupo de Jared, j\u00e1 descobriram mol\u00e9culas com propriedades antibi\u00f3ticas no veneno desses animais. &#8220;J\u00e1 se pode prever o seu grande potencial para a medicina&#8221;, afirma Jared.<br \/>\n(Folha de SP, 30\/6)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo anat\u00f4mico mostra que gl\u00e2ndulas com toxina reagem a press\u00e3o externa. 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