{"id":7640,"date":"2011-08-16T10:11:05","date_gmt":"2011-08-16T13:11:05","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7640"},"modified":"2011-08-16T10:11:05","modified_gmt":"2011-08-16T13:11:05","slug":"pesquisadores-vao-remover-especie-invasora-para-preservar-mico-leao-dourado-em-niteroirj","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7640","title":{"rendered":"Pesquisadores v\u00e3o remover esp\u00e9cie invasora para preservar mico-le\u00e3o-dourado em Niter\u00f3i\/RJ"},"content":{"rendered":"<p><span>At\u00e9 o final do ano, pesquisadores brasileiros v\u00e3o come\u00e7ar a retirar grupos de mico-le\u00e3o-de-cara-dourada de uma \u00e1rea em Niter\u00f3i, regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo a coordenadora da opera\u00e7\u00e3o, Maria Cec\u00edlia Kierulff, diretora do Instituto Pri-Matas, h\u00e1 dez anos, essa esp\u00e9cie, considerada invasora, foi acidentalmente solta na \u00e1rea que j\u00e1 era habitada pelo mico-le\u00e3o-dourado, natural da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEle \u00e9 muito pr\u00f3ximo do mico-le\u00e3o-dourado. Essas esp\u00e9cies ocupam o mesmo tipo de ambiente, alimentam-se das mesmas coisas, dormem nos mesmos locais. Ele pode at\u00e9, de alguma forma, excluir o mico-le\u00e3o nativo se essas duas esp\u00e9cies se encontrarem\u201d, explicou a pesquisadora, alertando que o encontro das duas esp\u00e9cies pode gerar uma disputa por \u00e1reas e comida.<\/p>\n<p>Segundo um levantamento coordenado por Maria Cec\u00edlia, em 2009, havia mais de 100 micos-le\u00f5es-de-cara-dourada, esp\u00e9cie natural da Bahia, na floresta em Niter\u00f3i. Desde o resultado da pesquisa, os pesquisadores come\u00e7aram a captar recursos e reuniram, este ano, mais de R$ 500 mil, a partir de financiamento internacional e de investimentos de institui\u00e7\u00f5es e \u00f3rg\u00e3os como a C\u00e2mara de Compensa\u00e7\u00e3o Ambiental do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma opera\u00e7\u00e3o cara. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 tirar os micos dali. Eles ser\u00e3o colocados em quarentena e depois soltos na Bahia em uma \u00e1rea de floresta dentro da \u00e1rea original deles de distribui\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 soltar l\u00e1. Vai ter uma equipe que ser\u00e1 mantida por pelo menos dois anos para acompanhar a adapta\u00e7\u00e3o dos grupos na nova \u00e1rea. \u00c9 um projeto grande que envolve v\u00e1rias equipes e dois estados\u201d, disse a coordenadora do projeto.<\/p>\n<p>Ela acredita que ser\u00e3o necess\u00e1rios mais de dois anos para concluir a remo\u00e7\u00e3o. \u201cA gente pretende fazer a captura em, no m\u00e1ximo, em 15 meses. Vai ser um processo intenso. Depois disso, o \u00faltimo grupo capturado que tem que ser acompanhado na floresta [na Bahia] pelo menos durante mais seis meses.\u201d<\/p>\n<p>As equipes, que incluem veterin\u00e1rios e pesquisadores, trabalham ainda com a possibilidade de surpresas que podem estender o prazo previsto. Um deles pode ser resultado da conviv\u00eancia di\u00e1ria dos micos com os moradores que os alimentam com frequ\u00eancia. Para Maria Cec\u00edlia, esse conv\u00edvio pode gerar o aparecimento de alguma doen\u00e7a durante o per\u00edodo de quarentena, que exigiria o tratamento antes da soltura do animal.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m podem ampliar o tempo estimado pelos cientistas a multiplica\u00e7\u00e3o e a migra\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie invasora para outras \u00e1reas. \u201cDepois que a gente terminar essa captura, vamos ficar mais um tempo fazendo um novo levantamento para identificar se existem [micos-le\u00f5es-de-cara-dourada] em outras \u00e1reas. Se existirem, vamos capturar de novo, e isso pode prolongar o projeto\u201d, acrescentou a pesquisadora.<\/p>\n<p><em>Fonte:\u00a0Carolina Gon\u00e7alves\/ Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 o final do ano, pesquisadores brasileiros v\u00e3o come\u00e7ar a retirar grupos de mico-le\u00e3o-de-cara-dourada de uma \u00e1rea em Niter\u00f3i, regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro. 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