{"id":7652,"date":"2011-08-17T09:33:06","date_gmt":"2011-08-17T12:33:06","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7652"},"modified":"2011-08-17T09:33:06","modified_gmt":"2011-08-17T12:33:06","slug":"greenpeace-traca-estrategia-para-codigo-florestal","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7652","title":{"rendered":"Greenpeace tra\u00e7a estrat\u00e9gia para C\u00f3digo Florestal"},"content":{"rendered":"<p><span>Aldo e K\u00e1tia Abreu criticam ONGs e defendem projeto.<\/p>\n<p>O debate em torno da reforma do C\u00f3digo Florestal pode tornar-se um problema pol\u00edtico com vetor nacional e internacional e cair no colo da presidente Dilma Rousseff \u00e0s v\u00e9speras de um ano eleitoral e da Rio+20, a confer\u00eancia ambiental das Na\u00e7\u00f5es Unidas que o Brasil ir\u00e1 sediar em junho. A sa\u00edda da presidente, na vis\u00e3o do Greenpeace, pode ser dividir a solu\u00e7\u00e3o do problema: resolver, de imediato, demandas da agricultura familiar e deixar o caso do agroneg\u00f3cio para discuss\u00e3o mais aprofundada, com mais tempo e mais estudos cient\u00edficos.<\/p>\n<p>Nesta linha, o governo daria uma resposta \u00e0 sociedade, atuando onde h\u00e1 consenso: resolver os gargalos dos pequenos produtores. O Executivo poderia atender as demandas da agricultura familiar concedendo mais cr\u00e9dito e dando tratamento diferenciado aos pequenos produtores. Permitiria a eles, por exemplo, a recomposi\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente com \u00e1rvores frut\u00edferas, o que poderia significar alternativa de renda. &#8220;O governo resolveria 75% do problema&#8221;, disse Paulo Adario, coordenador da campanha Amaz\u00f4nia, falando ontem em semin\u00e1rio sobre o C\u00f3digo Florestal no Memorial Darcy Ribeiro, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Por esta rota o governo derrubaria o argumento da bancada ruralista de que o assunto tem que ser votado rapidamente porque o pequeno agricultor estaria encurralado, tendo que desmatar para sobreviver. Conseguiria reorganizar os 410 votos na C\u00e2mara que o projeto do deputado Aldo Rebelo obteve. Responderia satisfatoriamente a cientistas que t\u00eam dito que a sociedade precisaria de mais tempo para debater qual \u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o para o Pa\u00eds &#8211; e \u00e9 precisamente a\u00ed que seriam analisadas, pelos pr\u00f3ximos tr\u00eas ou quatro anos, as quest\u00f5es do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>A presidente poderia equacionar as quest\u00f5es da agricultura familiar no C\u00f3digo Florestal com um decreto presidencial (ou decreto legislativo, dependendo da for\u00e7a do governo), sugere Adario. Na sua vis\u00e3o, Dilma evitaria o desgaste de ter que dar um eventual veto presidencial ao projeto depois do tr\u00e2mite no Congresso. Ela tamb\u00e9m n\u00e3o teria que voltar atr\u00e1s ao compromisso de campanha, assumido com a ent\u00e3o candidata do Partido Verde Marina Silva, de combater qualquer medida que pudesse aumentar o desmatamento e n\u00e3o anistiar quem desmatou.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m daria uma resposta ao eco negativo que o assunto est\u00e1 ganhando na m\u00eddia internacional e evitaria o constrangimento de ter, na sua gest\u00e3o, a aprova\u00e7\u00e3o de um C\u00f3digo Florestal que amea\u00e7a as metas internacionais de redu\u00e7\u00e3o de gases estufa.<\/p>\n<p>Fernanda Carvalho, coordenadora de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas da The Nature Conservancy (TNC) diz que as metas internacionais de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es que o Brasil assumiu na confer\u00eancia de Copenhague, em 2009, significam um compromisso de reduzir a emiss\u00e3o de 564 milh\u00f5es de toneladas de CO2 equivalente. Dependendo do par\u00e2metro que se tome, o Brasil j\u00e1 cumpriu 54% a 66% de sua meta de redu\u00e7\u00e3o para 2020 com a queda no desmatamento entre 2001 e 2005, disse. &#8220;Parece que estou dando \u00f3timas not\u00edcias&#8221;, prosseguiu Fernanda. Mas as altera\u00e7\u00f5es do projeto de Aldo jogam uma p\u00e1 de cal nas conquistas. Ela cita estudos do Observat\u00f3rio do Clima que mediram as consequ\u00eancias do projeto votado. Com a mudan\u00e7a de apenas dois par\u00e2metros (redu\u00e7\u00e3o de APPs para rios pequenos e dispensa da reserva legal para propriedades de at\u00e9 4 m\u00f3dulos), a emiss\u00e3o poderia bater em 547 milh\u00f5es de toneladas de CO2 equivalente. &#8220;A mensagem que o Brasil envia \u00e0 comunidade internacional tem sido esquizofr\u00eanica&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p><strong>Aldo e K<\/strong><strong>\u00e1<\/strong><strong>tia Abreu criticam ONGs e defendem projeto &#8211; <\/strong>O deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e a senadora K\u00e1tia Abreu (sem partido-TO) fizeram ontem uma ampla defesa do projeto de reforma do C\u00f3digo Florestal brasileiro, cujo substitutivo foi aprovado na C\u00e2mara em maio. Ambos participaram de um ciclo de palestras organizado pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp) e bateram forte na atua\u00e7\u00e3o de Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais (ONGs) internacionais em assuntos em pauta no Congresso Nacional.<\/p>\n<p>Aldo acusou o Greenpeace de ser uma organiza\u00e7\u00e3o &#8220;aventureira e arrogante&#8221;. &#8220;Do alto de sua arrog\u00e2ncia, eles quiseram intimidar publicamente o Congresso Nacional quando votamos o C\u00f3digo Florestal&#8221;, atacou o deputado e relator do projeto. A ex-senadora Marina Silva (sem partido-AC), cr\u00edtica contumaz das altera\u00e7\u00f5es propostas por Aldo, tamb\u00e9m foi alvo de acusa\u00e7\u00f5es do deputado. &#8220;Enquanto Bill Clinton [ex-presidente dos Estados Unidos], o diretor do filme &#8216;Avatar&#8217; [James Cameron] e a dona Marina Silva se reuniam em hot\u00e9is caros, eu descia o Rio Purus (AC) para conversar com a popula\u00e7\u00e3o local&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>K\u00e1tia Abreu, que se referiu ao deputado como &#8220;um brilhante relator, que nos emociona com sua eloqu\u00eancia&#8221;, disse que os grandes produtores s\u00e3o injusti\u00e7ados por conta da pauta ambiental. &#8220;N\u00f3s do agroneg\u00f3cio, que \u00e9ramos her\u00f3is at\u00e9 ontem por termos tirados este Pa\u00eds do subdesenvolvimento, come\u00e7amos a ser tachados de criminosos&#8221;, observou K\u00e1tia, que tamb\u00e9m preside a Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil.<\/p>\n<p>A senadora foi interrompida em sua fala duas vezes por militantes ambientalistas presentes ao evento. &#8220;Eles est\u00e3o acostumados ao debate \u00fanico, n\u00e3o se conformam com argumentos contr\u00e1rios&#8221;, avaliou a senadora, que se referiu a um dos manifestantes como &#8220;assalariado do Greenpeace&#8221;.<\/p>\n<p>A senadora mostrou-se otimista quanto \u00e0 possibilidade de r\u00e1pida aprova\u00e7\u00e3o do projeto no Senado. &#8220;Na C\u00e2mara, foi muito mais duro o debate. Os senadores estar\u00e3o prontos para votar sem nenhum constrangimento. O texto deve passar pela Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a do Senado at\u00e9 o dia 24 deste m\u00eas&#8221;. Caso o projeto passe por altera\u00e7\u00f5es no Senado, voltar\u00e1 para a C\u00e2mara dos Deputados. A expectativa da senadora \u00e9 que o novo C\u00f3digo Florestal passe pelo crivo do Senado at\u00e9 outubro. Para Aldo, o projeto deve cumprir todo o rito no Congresso e estar na mesa da presidente Dilma Rousseff at\u00e9 dezembro.<\/p>\n<p>Valor Econ\u00f4mico<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aldo e K\u00e1tia Abreu criticam ONGs e defendem projeto. 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