{"id":7675,"date":"2011-08-18T11:00:34","date_gmt":"2011-08-18T14:00:34","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7675"},"modified":"2011-08-18T11:00:34","modified_gmt":"2011-08-18T14:00:34","slug":"policia-investiga-matanca-de-jacares-no-pantanal-de-mato-grosso-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7675","title":{"rendered":"Pol\u00edcia investiga matan\u00e7a de jacar\u00e9s no Pantanal de Mato Grosso do Sul"},"content":{"rendered":"<p><span><strong>Pelo menos 14 animais foram mortos em julho, segundo Pol\u00edcia Ambiental.<br \/>\nCauda de jacar\u00e9s \u00e9 cortada para consumo, de acordo com ambientalistas.<\/strong><\/p>\n<p><\/span><span>Moradores da regi\u00e3o denominada Passo do Lontra, localidade no interior do Pantanal do\u00a0<a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/mato-grosso-do-sul\/\">Mato Grosso do Sul<\/a> e que est\u00e1 a 310 km de Campo Grande, denunciam a constante morte de jacar\u00e9s no Rio Miranda, efeito da ca\u00e7a predat\u00f3ria e da falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde o fim do ano passado a popula\u00e7\u00e3o encontra carca\u00e7as espalhadas por uma estrada de terra que liga o distrito \u00e0 cidade de Corumb\u00e1. Segundo ambientalistas, os animais da esp\u00e9cie jacar\u00e9-do-pantanal (<em>Caiman Yacar\u00e9<\/em>) s\u00e3o mortos a tiros e t\u00eam a cauda cortada com fac\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAlguns exemplares s\u00e3o atingidos com peda\u00e7os de pau na cabe\u00e7a e sofrem, ainda vivos, a mutila\u00e7\u00e3o na cauda. Depois s\u00e3o jogados agonizando na estrada e n\u00e3o sobrevivem ao ferimento\u201d, afirmou Angelo Rabelo, da organiza\u00e7\u00e3o ambiental Instituto Homem Pantaneiro.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Pesca predat\u00f3ria<\/strong><br \/>\nAs a\u00e7\u00f5es de criminosos costumam acontecer no per\u00edodo noturno. \u201cN\u00e3o s\u00e3o moradores do distrito que cometem estes atos. S\u00e3o pessoas que v\u00eam de fora e aproveitam a falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o. N\u00f3s n\u00e3o sabemos quem comete isto, mas se continuar desta forma, essa esp\u00e9cie de jacar\u00e9 poder\u00e1 desaparecer\u201d, afirmou Marcello Yndio, morador da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Profissional do turismo na regi\u00e3o, Yndio e um grupo de turistas europeus viram no m\u00eas passado ao menos oito jacar\u00e9s-do-pantanal mortos nas proximidades do Rio Miranda. \u201cJ\u00e1 fizemos a den\u00fancia \u00e0 pol\u00edcia, mas parece que nada adianta\u201d, disse. A esp\u00e9cie n\u00e3o consta na lista brasileira de animais em risco de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Rabelo, que \u00e9 ex-comandante da Pol\u00edcia Ambiental na regi\u00e3o de Corumb\u00e1, afirma que a mortalidade de jacar\u00e9s \u00e9 efeito da pesca predat\u00f3ria e do turismo ilegal na regi\u00e3o pantaneira.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o pessoas que v\u00e3o at\u00e9 a regi\u00e3o para pescar de forma ilegal. A ca\u00e7a dos jacar\u00e9s \u00e9 na verdade uma forma \u2018de divers\u00e3o\u2019\u201d, descreve Rabelo. Segundo ele a cauda do jacar\u00e9-do-pantanal \u00e9 a \u00fanica parte do corpo do animal aproveitada na culin\u00e1ria. \u201cQuem n\u00e3o conhece, acha que est\u00e1 comendo peixe. Essa curiosidade fomenta a procura pelos animais\u201d, disse.<\/p>\n<figure style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2011\/08\/16\/jacare3.jpg\" alt=\"Imagem de corpo de jacar\u00e9-do-pantanal encontrado sem a cauda no Rio Miranda, na regi\u00e3o de Passo do Lontra (MS) (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Marcello Yndio)\" width=\"434\" height=\"326\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Imagem de corpo de jacar\u00e9-do-pantanal encontrado sem a cauda no Rio Miranda, na regi\u00e3o de Passo do Lontra (MS) (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Marcello Yndio)<\/figcaption><\/figure>\n<figure style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2011\/08\/16\/jacare1.jpg\" alt=\"De acordo com ambientalistas, a matan\u00e7a pode ser resultado da pesca predat\u00f3ria que ocorre no Pantanal (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Marcello Yndio)\" width=\"434\" height=\"326\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">De acordo com ambientalistas, a matan\u00e7a pode ser resultado da pesca predat\u00f3ria que ocorre no Pantanal (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Marcello Yndio)<\/figcaption><\/figure>\n<p><\/span><span><strong>Den\u00fancia<\/strong><br \/>\nSegundo o sargento Gesner Batista Ramos, respons\u00e1vel pela Companhia de Pol\u00edcia Ambiental de Corumb\u00e1 e que atua na regi\u00e3o de Passo do Lontra, a mortalidade de jacar\u00e9s tem ocorrido com frequ\u00eancia, apesar das poucas den\u00fancias formais.<\/p>\n<p>\u201cDesde o in\u00edcio do ano s\u00f3 recebemos uma den\u00fancia formal de que tem ocorrido ca\u00e7a ilegal de animais. Quando ficamos sabendo (dos jacar\u00e9s mortos), normalmente j\u00e1 se passaram dias\u201d, disse. Ramos afirma ainda que j\u00e1 foram realizadas opera\u00e7\u00f5es para combater a pr\u00e1tica criminosa na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s j\u00e1 sa\u00edmos para monitorar a \u00e1rea no per\u00edodo noturno, que \u00e9 o momento que os crimes normalmente ocorrem. Entretanto, nunca encontramos vest\u00edgios dos criminosos\u201d, afirma o sargento.<\/p>\n<p><\/span><span><\/p>\n<figure style=\"width: 372px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2011\/08\/16\/jacare4.jpg\" alt=\"Imagem de carca\u00e7a de jacar\u00e9-do-pantanal vista em estrada na regi\u00e3o do Passo do Lontra, distrito de Corumb\u00e1 (MS) (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Marcello Yndio)\" width=\"372\" height=\"496\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Imagem de carca\u00e7a de jacar\u00e9-do-pantanal vista em estrada na regi\u00e3o de Passo do Lontra, distrito de Corumb\u00e1 (MS) (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Marcello Yndio)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A estrada-parque, que liga Corumb\u00e1 ao distrito de Passo do Lontra, tem cerca de 100 km e corta o Pantanal. Segundo a Pol\u00edcia Ambiental, a dificuldade em combater a pr\u00e1tica ilegal ocorre devido \u00e0 falta de estrutura na corpora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o apenas dois homens para fiscalizar toda esta regi\u00e3o. Queremos refor\u00e7ar a equipe em mais cinco\u201d, complementa o sargento Ramos.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>G1<\/strong> procurou por telefone o escrit\u00f3rio regional do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renov\u00e1veis (Ibama) instalado em Corumb\u00e1.<\/p>\n<p>De acordo com Gilberto Alves da Costa, respons\u00e1vel pelo escrit\u00f3rio, den\u00fancias sobre a matan\u00e7a s\u00e3o desconhecidas. \u201cN\u00f3s nunca recebemos nada sobre isso\u201d, disse.<\/p>\n<p>Fonte: Eduardo Carvalho, Globo Natureza, S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo menos 14 animais foram mortos em julho, segundo Pol\u00edcia Ambiental. Cauda de jacar\u00e9s \u00e9 cortada para consumo, de acordo com ambientalistas. Moradores da regi\u00e3o denominada Passo do Lontra, localidade no interior do Pantanal do\u00a0Mato Grosso do Sul e que est\u00e1 a 310 km de Campo Grande, denunciam a constante morte de jacar\u00e9s no Rio &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7675\"> <span class=\"screen-reader-text\">Pol\u00edcia investiga matan\u00e7a de jacar\u00e9s no Pantanal de Mato Grosso do Sul<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[188,419],"tags":[271,987,3825,166,2443,3823,1587],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7675"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7675"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7675\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7676,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7675\/revisions\/7676"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7675"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7675"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7675"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}