{"id":7688,"date":"2011-08-18T11:27:39","date_gmt":"2011-08-18T14:27:39","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7688"},"modified":"2011-08-18T11:27:39","modified_gmt":"2011-08-18T14:27:39","slug":"eficiencia-vegetal","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7688","title":{"rendered":"Efici\u00eancia vegetal"},"content":{"rendered":"<p><span>Etanol brasileiro ainda \u00e9 a mais promissora forma de uso da bioenergia.<\/p>\n<p>As constantes disparadas no pre\u00e7o do petr\u00f3leo e a crescente preocupa\u00e7\u00e3o com o meio ambiente fizeram muitos pa\u00edses voltarem seus olhos para a bioenergia como alternativa tanto para movimentar suas frotas de ve\u00edculos quanto para gerar eletricidade. E o Brasil tem todas as condi\u00e7\u00f5es de manter a lideran\u00e7a na \u00e1rea. Segundo Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor cient\u00edfico da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), o \u00e1lcool de cana-de-a\u00e7\u00facar brasileiro continuar\u00e1 sendo a mais promissora tecnologia de bioenergia dispon\u00edvel no planeta, n\u00e3o devendo ser superada t\u00e3o cedo.<\/p>\n<p><strong>Milho modificado para produzir mais <\/strong><strong>\u00e1<\/strong><strong>lcool gera pol<\/strong><strong>\u00ea<\/strong><strong>mica nos EUA &#8211; <\/strong>Atualmente, cientistas estudam desde microalgas e bact\u00e9rias geneticamente modificadas at\u00e9 o sorgo sacarino e plantas suculentas do g\u00eanero Jatropha &#8211; que inclui a brasileir\u00edssima mamona &#8211; como fontes potenciais para a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis. Nenhuma destas op\u00e7\u00f5es, no entanto, est\u00e1 perto da economia, produtividade e escala j\u00e1 alcan\u00e7ados pela cana.<\/p>\n<p>&#8220;Todas as outras alternativas apresentadas at\u00e9 agora t\u00eam um custo econ\u00f4mico e\/ou ecol\u00f3gico maior que o sistema brasileiro de fermentar a sacarose da cana&#8221; conta Cruz, que participa da 1\u00aa Confer\u00eancia Brasileira de Ci\u00eancia e Tecnologia em Bioenergia, evento que re\u00fane esta semana especialistas, pesquisadores e empreendedores em discuss\u00f5es sobre os avan\u00e7os na \u00e1rea.<\/p>\n<p>De acordo com Cruz, o pioneirismo no uso do \u00e1lcool faz com que o Brasil tenha uma rara lideran\u00e7a em uma quest\u00e3o que envolve ci\u00eancia e tecnologia. Ele lembra que, ao contr\u00e1rio do que se pensa, essa vantagem n\u00e3o come\u00e7ou a ser constru\u00edda s\u00f3 com o Pr\u00f3-\u00c1lcool, nos anos 70, mas muito antes, em 1929, quando foi publicada a primeira lei que determinava a adi\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool \u00e0 gasolina.<\/p>\n<p>&#8220;Essa lideran\u00e7a na bioenergia aconteceu porque entramos neste ramo bem antes dos demais pa\u00edses. Nossa rela\u00e7\u00e3o com cana, \u00e1lcool e a\u00e7\u00facar \u00e9 bem antiga e vem desde os tempos de col\u00f4nia&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>O diretor da Fapesp destaca, no entanto, que a cana n\u00e3o pode ser usada por todos os pa\u00edses, j\u00e1 que a planta n\u00e3o se adapta a climas mais frios. A aposta dos EUA no etanol de milho, no entanto, \u00e9 considerada &#8220;uma trag\u00e9dia&#8221; por Cruz. Segundo ele, enquanto a cana gasta uma unidade de energia de combust\u00edveis f\u00f3sseis para gerar nove novas unidades, no milho essa propor\u00e7\u00e3o fica entre 0,8 e 1,3 unidade de energia geradas a partir de cada uma gasta.<\/p>\n<p>&#8220;Ou seja, no etanol de milho, ou se perde ou se ganha muito pouco&#8221; afirma.<\/p>\n<p>Para tentar melhorar essa conta, agricultores americanos come\u00e7aram a plantar recentemente a primeira cultura de milho geneticamente modificado para produzir mais etanol. O milho, desenvolvido pela empresa su\u00ed\u00e7a de pesticidas Syngenta, cont\u00e9m um gene a mais para que produza a enzima amilase, que acelera a quebra de seus carboidratos em etanol. As usinas de \u00e1lcool geralmente t\u00eam que adicionar a enzima ao milho para fabricar o etanol.<\/p>\n<p>Chamado Enogen, o milho modificado est\u00e1 sendo plantado comercialmente pela primeira vez em cerca de 5 mil acres de terra nos limites do chamado &#8220;cintur\u00e3o do milho americano&#8221; no estado de Kansas.<\/p>\n<p>Para Cruz, o etanol de celulose \u00e9 a melhor e mais promissora aposta para o futuro, al\u00e9m da cana, apesar de admitir que ele s\u00f3 deve atingir o custo competitivo do \u00e1lcool de cana daqui a 15 anos ou mais. Isso porque ainda h\u00e1 muitos problemas t\u00e9cnicos para que os res\u00edduos de plantas sejam usados em grande escala.<\/p>\n<p>&#8220;O etanol de celulose ainda requer que alguns obst\u00e1culos tecnol\u00f3gicos sejam vencidos para se tornar comercialmente vi\u00e1vel&#8221;, aponta Cruz, lembrando que a concorr\u00eancia dos biocombust\u00edveis n\u00e3o \u00e9 entre si, mas com o petr\u00f3leo, cujo pre\u00e7o \u00e9 que determina sua viabilidade.<\/p>\n<p>Diante disso, o diretor cient\u00edfico da Fapesp indica o aumento da produtividade da cana como principal desafio do Brasil. Embora a produtividade j\u00e1 tenha crescido muito &#8211; de menos de 50 toneladas por hectare em meados dos anos 70 para mais de 80 toneladas hoje -, ele afirma que \u00e9 preciso investir mais no seu melhoramento gen\u00e9tico, at\u00e9 agora feito apenas por m\u00e9todos tradicionais.<\/p>\n<p>&#8220;Est\u00e1 na hora de introduzir a biologia molecular e a gen\u00f4mica na cana para a produtividade aumentar&#8221;, defende.<\/p>\n<p>Segundo Cruz, se a cana fosse uma planta &#8220;perfeita&#8221;, isto \u00e9, convertesse toda energia do Sol absorvida pelas folhas, o g\u00e1s carb\u00f4nico do ar e os nutrientes do solo em biomassa, sua produtividade m\u00e1xima alcan\u00e7aria 318 toneladas por hectare plantado.<\/p>\n<p>&#8220;Assim, ir para umas 200 toneladas por hectare j\u00e1 estaria muito bom&#8221;, disse, acrescentando que, para isso, a Fapesp e empresas parceiras est\u00e3o investindo mais de R$ 80 milh\u00f5es na \u00e1rea de bioenergia, grande parte dos recursos em engenharia gen\u00e9tica.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s cr\u00edticas de que a bioenergia vai piorar a seguran\u00e7a alimentar do mundo ao deslocar parte da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e terras f\u00e9rteis para a gera\u00e7\u00e3o de energia, Cruz argumenta que isso depende muito de como e onde isso acontecer\u00e1. De acordo com ele, nos EUA e na Europa o maior uso de bioenergia realmente significar\u00e1 a substitui\u00e7\u00e3o de uma colheita por outra, pois n\u00e3o h\u00e1 muitas terras ociosas. J\u00e1 em \u00c1frica, Brasil e restante da Am\u00e9rica Latina a realidade \u00e9 diferente, com produ\u00e7\u00e3o podendo ser expandida tanto para terras ainda n\u00e3o usadas quanto para \u00e1reas que serviram de pasto no passado e hoje est\u00e3o abandonadas.<\/p>\n<p>&#8220;O Brasil usa atualmente 4 milh\u00f5es de hectares para a produ\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool e poderia elevar esse n\u00famero para 20 milh\u00f5es de hectares sem deslocar nenhuma cultura de alimento&#8221; contabiliza. Some-se ainda a isso os esperados ganhos de produtividade e o resultado \u00e9 que o Brasil, sozinho, poderia facilmente fornecer \u00e1lcool para o mundo substituir 5% da gasolina que consome hoje.<\/p>\n<p>Fonte: O Globo<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Etanol brasileiro ainda \u00e9 a mais promissora forma de uso da bioenergia. As constantes disparadas no pre\u00e7o do petr\u00f3leo e a crescente preocupa\u00e7\u00e3o com o meio ambiente fizeram muitos pa\u00edses voltarem seus olhos para a bioenergia como alternativa tanto para movimentar suas frotas de ve\u00edculos quanto para gerar eletricidade. 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