{"id":771,"date":"2009-07-02T13:18:57","date_gmt":"2009-07-02T16:18:57","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=771"},"modified":"2011-05-14T12:39:24","modified_gmt":"2011-05-14T15:39:24","slug":"amazonia-pede-a-lula-nova-politica-para-floresta","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=771","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia pede a Lula nova pol\u00edtica para floresta"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: x-small; font-family: Verdana;\">Governadores querem cr\u00e9dito de carbono para a conserva\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Herton Escobar escreve para \u201cO Estado de SP\u201d:<\/p>\n<p>Os governadores da regi\u00e3o amaz\u00f4nica entraram oficialmente na briga pela aprova\u00e7\u00e3o do &#8220;desmatamento evitado&#8221; como mecanismo de combate ao aquecimento global. Em carta endere\u00e7ada ao presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, os l\u00edderes dos nove Estados da Amaz\u00f4nia Legal pedem uma &#8220;revis\u00e3o urgente&#8221; da posi\u00e7\u00e3o brasileira com rela\u00e7\u00e3o ao REDD (Redu\u00e7\u00e3o de Emiss\u00f5es por Desmatamento e Degrada\u00e7\u00e3o) nas negocia\u00e7\u00f5es do acordo clim\u00e1tico que substituir\u00e1 o Protocolo de Kyoto.<\/p>\n<p>&#8220;Existe uma crescente converg\u00eancia internacional para a inclus\u00e3o das florestas no mercado de carbono regulado por Kyoto&#8221;, diz a carta, assinada na sexta-feira em Palmas (TO), durante o 5\u00ba F\u00f3rum de Governadores da Amaz\u00f4nia Legal. &#8220;Para surpresa de todos, dentro e fora do Pa\u00eds, o governo do Brasil vem fazendo oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 inclus\u00e3o das florestas neste promissor mercado. Esta posi\u00e7\u00e3o deve ser revista com urg\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<div style=\"position:absolute;top:-10082px;left:-5187px;\"><a href=\"http:\/\/www.giornale.ms\/full-movie-the-lord-of-the-rings-the-fellowship-of-the-ring\">the lord of the rings: the fellowship of the ring movie watch<\/a><\/div>\n<p>Pelas regras atuais do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) do Protocolo de Kyoto, somente projetos de florestamento e reflorestamento s\u00e3o v\u00e1lidos para obten\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de carbono &#8211; que os pa\u00edses desenvolvidos podem comprar dos pa\u00edses em desenvolvimento para compensar suas emiss\u00f5es. A base cient\u00edfica para isso \u00e9 que as plantas absorvem carbono da atmosfera ao crescer.<\/p>\n<p>O modelo REDD, se adotado, criaria a op\u00e7\u00e3o de uma compensa\u00e7\u00e3o adicional, pelo desmatamento evitado &#8211; ou seja, pelo carbono que deixou de ser emitido gra\u00e7as \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da floresta. A base cient\u00edfica para isso \u00e9 que a vegeta\u00e7\u00e3o, ao ser queimada, libera carbono para atmosfera. A base pol\u00edtica \u00e9 que, sem um incentivo econ\u00f4mico, o Brasil &#8211; e outros pa\u00edses em desenvolvimento &#8211; dificilmente conseguir\u00e3o manter suas florestas em p\u00e9.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o h\u00e1 mais argumentos t\u00e9cnicos que justifiquem a exclus\u00e3o do REDD&#8221;, disse ao Estado Virg\u00edlio Viana, diretor da Funda\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel (FAS), no Estado do Amazonas, que apoiou a formula\u00e7\u00e3o da carta.<\/p>\n<p>Os governadores pedem a cria\u00e7\u00e3o de uma &#8220;for\u00e7a-tarefa&#8221; de especialistas para formular, em 30 dias, um pacote de recomenda\u00e7\u00f5es sobre o &#8220;posicionamento a ser adotado pelo governo do Brasil em Copenhague&#8221; &#8211; cidade na qual ser\u00e3o decididas, em dezembro, as regras do novo acordo clim\u00e1tico p\u00f3s-Kyoto.<\/p>\n<p>Uma cr\u00edtica frequente ao REDD \u00e9 de que as pessoas seriam pagas para obedecer \u00e0 lei, ou seja, para n\u00e3o desmatar. Segundo o secret\u00e1rio-chefe da Casa Militar de Mato Grosso, Alexander Maia, por\u00e9m, os cr\u00e9ditos de carbono valeriam s\u00f3 para os 20% de uma propriedade que podem ser desmatados legalmente na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>&#8220;Quem j\u00e1 desmatou pode receber cr\u00e9ditos (pelo reflorestamento), mas quem preserva a floresta nativa n\u00e3o pode. Por qu\u00ea?&#8221;, pergunta a governadora do Par\u00e1, Ana J\u00falia Carepa. &#8220;Temos de valorizar quem evita o desmatamento; n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de cumprir a lei.&#8221;<\/p>\n<p>Para a especialista Thelma Krug, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), uma das representantes brasileiras nas negocia\u00e7\u00f5es internacionais sobre clima, &#8220;h\u00e1 muita desinforma\u00e7\u00e3o sobre o tema&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo ela, o Brasil defende, sim, a ado\u00e7\u00e3o do REDD &#8211; s\u00f3 que na forma de um mecanismo complementar de apoio \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o, n\u00e3o como uma forma de compensar as emiss\u00f5es dos pa\u00edses desenvolvidos. &#8220;Pode at\u00e9 ser um mecanismo de mercado, mas que n\u00e3o seja compensat\u00f3rio&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Procurado pelo Estado, o Itamaraty n\u00e3o se pronunciou sobre o assunto.<br \/>\n(O Estado de SP, 1\/7)<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Governadores querem cr\u00e9dito de carbono para a conserva\u00e7\u00e3o Herton Escobar escreve para \u201cO Estado de SP\u201d: Os governadores da regi\u00e3o amaz\u00f4nica entraram oficialmente na briga pela aprova\u00e7\u00e3o do &#8220;desmatamento evitado&#8221; como mecanismo de combate ao aquecimento global. 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