{"id":7822,"date":"2011-08-26T09:47:17","date_gmt":"2011-08-26T12:47:17","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7822"},"modified":"2011-08-26T09:47:17","modified_gmt":"2011-08-26T12:47:17","slug":"indios-temem-ser-isolados-pela-barragem-de-belo-monte","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7822","title":{"rendered":"\u00cdndios temem ser isolados pela barragem de Belo Monte"},"content":{"rendered":"<figure style=\"width: 240px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2011\/08\/19\/india-4filhos3004003.jpg\" alt=\"Josilda Mendes Arara com o filho ca\u00e7ula no colo; logo atr\u00e1s, a filha mais velha de Josilda, de cinco anos, carrega a irm\u00e3zinha no colo (Foto: Mariana Oliveira \/ G1)\" width=\"240\" height=\"320\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Josilda Mendes Arara com o filho ca\u00e7ula no colo; logo atr\u00e1s, a filha mais velha de Josilda, de cinco anos, carrega a irm\u00e3zinha no colo (Foto: Mariana Oliveira \/ G1)<\/figcaption><\/figure>\n<p><span><strong>Eles t\u00eam d\u00favidas se, ap\u00f3s obra da usina, conseguir\u00e3o atravessar rio Xingu.<br \/>\nProjeto da empreendedora prev\u00ea i\u00e7ar embarca\u00e7\u00f5es com um cabo de a\u00e7o.<\/strong><\/p>\n<p><\/span><span>A \u00edndia Josilda Mendes Arara tem 21 anos e quatro filhos, todos menores de 5 anos. Ela tem uma rotina comum a muitas donas de casa da cidade. Cuida das crian\u00e7as, cozinha e gosta de reunir as amigas para bater papo de tarde. Mas o tema das conversas \u00e9 geralmente um s\u00f3: como preservar a cultura da tribo e garantir a sa\u00fade das crian\u00e7as da comunidade, que fica \u00e0s margens do Rio Xingu, no Par\u00e1, depois da instala\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o da usina de Belo Monte, planejada para ser a segunda maior hidrel\u00e9trica do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span>J\u00e1 foram iniciadas as obras de infraestrutura para constru\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica &#8211; \u00a0Mesmo com os questionamentos dos impactos sociambientais na regi\u00e3o, o governo diz que Belo Monte \u00e9 essencial para suprir a demanda energ\u00e9tica do pa\u00eds em raz\u00e3o do crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Para a \u00edndia Josilda, da tribo Arara da Volta Grande, a maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com a manuten\u00e7\u00e3o da principal atividade da tribo, a pesca, e a sa\u00fade dos filhos. Isso porque, apesar de a comunidade contar com uma enfermaria, \u00e9 preciso levar as crian\u00e7as ao m\u00e9dico em Altamira, cidade mais pr\u00f3xima. O temor \u00e9 que, com a constru\u00e7\u00e3o da barragem, os \u00edndios tenham dificuldade em atravessar o rio.<\/p>\n<p><\/span><span>&#8220;Isso tudo me preocupa. Se secar o rio, vamos ficar sem peixes. E vamos comer o qu\u00ea? Tenho medo de a gente n\u00e3o conseguir passar pela barragem. Da\u00ed, como \u00e9 que faz? A gente n\u00e3o sabe. N\u00e3o vai poder levar as crian\u00e7as no m\u00e9dico?&#8221;, diz Josilda.<\/p>\n<p>De acordo com a Norte Energia, empresa com quase 50% de participa\u00e7\u00e3o governamental, n\u00e3o haver\u00e1 dificuldade para a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena.<\/p>\n<p>O projeto prev\u00ea que as embarca\u00e7\u00f5es sejam i\u00e7adas por um cabo de a\u00e7o, mas a empresa ainda ouve as propostas dos \u00edndios e dos ribeirinhos para a transposi\u00e7\u00e3o dos barcos.<\/p>\n<p>A tribo Arara da Volta Grande fica a cerca de 100 km de Altamira &#8211;\u00a0 3 horas e meia de voadeira (barco com motor), meio de transporte mais utilizado para ir \u00e0 cidade vender peixes e comprar mantimentos. O tempo pode variar dependendo do n\u00edvel de \u00e1gua no rio em raz\u00e3o da cheia ou da seca.<\/p>\n<p>Quando o\u00a0<strong>G1<\/strong> esteve no local, a vaz\u00e3o do rio estava baixa, mas a navegabilidade n\u00e3o estava prejudicada. Mesmo assim, em v\u00e1rios momentos do trajeto a velocidade foi reduzida para desviar de pedras que em tempo de cheia ficam sob a \u00e1gua.<\/p>\n<p>Trata-se de uma comunidade bastante miscigenada. Os \u00edndios falam portugu\u00eas e usam roupas comuns. Uma televis\u00e3o com antena mais potente permite que todos acompanhem not\u00edcias e novelas.<\/p>\n<p><\/span><span>No entanto algumas tradi\u00e7\u00f5es s\u00e3o mantidas. As casas s\u00e3o de palha, a maioria n\u00e3o tem fog\u00e3o ou geladeira, eles dormem em redes e as crian\u00e7as s\u00e3o criadas em meio \u00e0 natureza. Os homens ca\u00e7am e protegem a tribo. As mulheres cozinham, cuidam dos filhos e aconselham seus maridos.<\/span><\/p>\n<p><span><span>Na tribo, h\u00e1 uma escola e uma enfermaria, tudo mantido com ajuda da Funda\u00e7\u00e3o Nacional do \u00cdndio (Funai). Nos casos mais graves de sa\u00fade ou para realiza\u00e7\u00e3o de exames, por\u00e9m, eles precisam obrigatoriamente ir \u00e0 cidade.<\/p>\n<p>Jos\u00e9lia Mendes Arara tem 28 anos e oito filhos com idades entre 2 meses e 8 anos. Na gravidez do ca\u00e7ula, disse a \u00edndia, n\u00e3o fez pr\u00e9-natal e n\u00e3o foi ao m\u00e9dico nenhuma vez. No entanto, levar os filhos \u00e0 cidade tamb\u00e9m \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Por causa do barramento, n\u00e3o poderemos ir para nenhum lugar. A gente fica triste porque n\u00e3o tem resposta de como sair daqui para ir \u00e0 cidde. O pesadelo est\u00e1 na nossa frente. Querem destruir nossa riqueza. Querem acabar com a vida das crian\u00e7as. Espero em Deus que essa barragem n\u00e3o saia&#8221;, diz Jos\u00e9lia.<\/p>\n<p><\/span><\/span><span>anci\u00e3o da tribo, Le\u00f4ncio Arara, tem 73 anos. Segundo ele, a Norte Energia tem ajudado a comunidade. Nem assim, diz ele, a comunidade est\u00e1 a favor da obra.<\/p>\n<p>&#8220;No come\u00e7o, todo mundo era contra. Hoje alguns ficaram a favor. Aqui, a gente nunca se entregou. Eles d\u00e3o a\u00e7\u00facar, motor de barco. N\u00f3s recebemos e ficamos gratos. Mas n\u00e3o nos venderemos. Nossa opini\u00e3o \u00e9 a mesma. Como vamos sobreviver sem pegar nossos peixes?&#8221;, diz seu Le\u00f4ncio. A ajuda \u00e0s tribos da Volta Grande foi uma das medidas de redu\u00e7\u00e3o de impacto socioambiental exigidas pelo Ibama ao conceder a licen\u00e7a para a obra.<\/p>\n<p><\/span><span>Para o anci\u00e3o, o barramento vai isolar a comunidade. &#8220;Eles querem nos isolar. Vamos ficar separados de tudo. (&#8230;) E tem ainda a humilha\u00e7\u00e3o que vamos sentir. Hoje somos livres. Com esse barramento, vamos ter que esperar algu\u00e9m puxar o barco. Como se a gente fosse preso. A gente perde a nossa liberdade&#8221;, afirma Le\u00f4ncio Arara.<\/p>\n<p>Lideran\u00e7a da tribo Arara, Josinei, de 24 anos, diz que a comunidade &#8220;n\u00e3o est\u00e1 brigando \u00e0 toa&#8221;. &#8220;A gente s\u00f3 quer ser respeitado. Falaram que a gente n\u00e3o seria impactado, mas \u00e9 claro que vai. Essa luta \u00e9 para sempre e est\u00e1 travada. Ningu\u00e9m pode desistir.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Seca na Volta Grande<\/strong><br \/>\nOutra preocupa\u00e7\u00e3o da comunidade \u00e9 a seca. A tribo fica na Volta Grande do Rio Xingu, um trecho de 100 km que j\u00e1 tem naturalmente a vaz\u00e3o reduzida em tempo de seca, mas que pode ficar ainda mais baixo em raz\u00e3o de um desvio no curso do rio para a cria\u00e7\u00e3o de um dos reservat\u00f3rios da hidrel\u00e9trica. Os \u00edndios\u00a0<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/Noticias\/Economia_Negocios\/0,,MUL1544231-9356,00-INDIOS+TEMEM+SECA+NA+VOLTA+GRANDE+DO+RIO+XINGU+ONDE+HIDRELETRICA+SERA+CONST.html\">temem que a Volta Grande seque<\/a> e que a temperatura da \u00e1gua aumente por conta do menor volume de \u00e1gua e, com isso, os peixes morram.<\/p>\n<p>A Norte Energia garante que os \u00edndios n\u00e3o ser\u00e3o prejudicados e que a vaz\u00e3o do rio ser\u00e1 monitorada.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Propostas<\/strong><br \/>\nNa semana em que o\u00a0<strong>G1<\/strong> visitou Altamira, engenheiros da Norte Energia estiveram na cidade em encontro com lideran\u00e7as ind\u00edgenas para discutir propostas para a transposi\u00e7\u00e3o das embarca\u00e7\u00f5es. A pedido de uma funcion\u00e1ria da Funai, a reportagem n\u00e3o p\u00f4de acompanhar a reuni\u00e3o porque, segundo ela, o encontro era somente para a comunidade ind\u00edgena e ribeirinha.<\/p>\n<p>Posteriormente, a Norte Energia, por meio de sua assessoria de imprensa, enviou um documento que mostra a proposta de i\u00e7amento das embarca\u00e7\u00f5es por meio de um cabo de a\u00e7o.<\/p>\n<p>O cacique caiap\u00f3 Ire\u00f4 Kayap\u00f3 esteve na reuni\u00e3o, embora a tribo dele n\u00e3o ser\u00e1 atingida. &#8220;Viemos ouvir a palavra do empreendedor, para garantir que a comunidade ind\u00edgena ter\u00e1 seus direitos respeitados.&#8221;<\/p>\n<p>Adj\u00e9, lideran\u00e7a da aldeia Koatinemo, da etnia assurini, tamb\u00e9m participou do encontro e disse que ainda persiste a d\u00favida sobre a transposi\u00e7\u00e3o da barragem. A tribo dele n\u00e3o ser\u00e1 atingida, mas ele afirmou que h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos &#8220;parentes&#8221;. &#8220;Ele est\u00e3o fazendo estradas, as m\u00e1quinas est\u00e3o chegando. Eles nos ajudam, mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o dinheiro. E a natureza? O dinheiro ajuda, mas n\u00e3o compensa.&#8221;<\/p>\n<p>A tribo Arara da Volta Grande, uma das mais impactadas com a usina, n\u00e3o enviou representantes \u00e0 reuni\u00e3o.<\/p>\n<p>Em nota sobre os impactos de Belo Monte para a comunidade ind\u00edgena no site da empresa, a Norte Energia diz que tomar\u00e1 todas as medidas para propiciar &#8220;a manuten\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de vida das etnias que habitam a regi\u00e3o do entorno da usina, notadamente a Volta Grande do Xingu&#8221;.<\/p>\n<p><\/span><span>&#8220;Os povos ind\u00edgenas da regi\u00e3o do empreendimento tiveram livre e amplo acesso ao projeto e aos seus impactos, por meio de mais de 30 reuni\u00f5es, documentadas em \u00e1udio e v\u00eddeo. (&#8230;) Isto garantiu o livre arb\u00edtrio desses povos ind\u00edgenas, quanto \u00e0 decis\u00e3o de apoiar a implanta\u00e7\u00e3o da UHE Belo Monte, preservando seus direitos fundamentais, a sua qualidade de vida e a busca de prote\u00e7\u00e3o para os referidos povos&#8221;, diz a Norte Energia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2011\/06\/em-belo-monte-20-sao-obras-e-80-sao-problemas-diz-consorcio.html\">Em entrevista ao\u00a0<strong>G1<\/strong> em junho<\/a>, o diretor de constru\u00e7\u00e3o Luiz Fernando Rufato afirmou que a vaz\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 reduzida por causa da obra e que o empreendimento n\u00e3o prejudica as tribos.<\/p>\n<p>&#8220;O empreendimento n\u00e3o reloca ind\u00edgena, n\u00e3o atinge nem um mil\u00edmetro de terra ind\u00edgena a inunda\u00e7\u00e3o. N\u00e3o vai piorar a navegabilidade em rela\u00e7\u00e3o aos problemas que j\u00e1 existem hoje. Qual \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o da Funai? Com o desenvolvimento da regi\u00e3o, a press\u00e3o sobre as terras ind\u00edgenas podem afetar [as comunidades]. Ent\u00e3o, h\u00e1 v\u00e1rios programas para preservar e manter as unidades de terra ind\u00edgena.&#8221;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Obra<\/strong><br \/>\nA hidrel\u00e9trica ocupar\u00e1 parte da \u00e1rea de cinco munic\u00edpios: Altamira, Anapu, Brasil Novo, Senador Jos\u00e9 Porf\u00edrio e Vit\u00f3ria do Xingu. Altamira \u00e9 a mais desenvolvida dessas cidades e tem a maior popula\u00e7\u00e3o, quase 100 mil habitantes, segundo o IBGE. Os demais munic\u00edpios t\u00eam entre 10 mil e 20 mil habitantes.<\/p>\n<p>Belo Monte custar\u00e1 pelo menos R$ 25 bilh\u00f5es, segundo a Norte Energia. H\u00e1 estimativas de que o custo chegue a R$ 30 bilh\u00f5es. Trata-se de uma das maiores obras do Programa de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento (PAC), uma das principais bandeiras do governo federal.<\/p>\n<p>Apesar de ter capacidade para gerar 11,2 mil MW de energia, Belo Monte n\u00e3o deve operar com essa pot\u00eancia. Segundo o governo, a pot\u00eancia m\u00e1xima s\u00f3 pode ser obtida em tempo de cheia. Na seca, a gera\u00e7\u00e3o pode ficar abaixo de mil MW. A energia m\u00e9dia assegurada \u00e9 de 4,5 mil MW. Para cr\u00edticos da obra, o custo-benef\u00edcio n\u00e3o compensa. O governo contesta e afirma que a energia a ser gerada \u00e9 fundamental para o pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;O nosso pa\u00eds \u00e9 um pa\u00eds que est\u00e1 crescendo. (&#8230;) E necessita aproximadamente de 7 mil MW por ano nos pr\u00f3ximos dez anos para permitir esse crescimento econ\u00f4mico e o desenvolvimento do nosso pa\u00eds&#8221;, disse Altino Ventura, diretor de Planejamento Energ\u00e9tico do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente.<\/p>\n<p><img src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2011\/08\/24\/serie_belomonte2.jpg\" alt=\"Programa\u00e7\u00e3o s\u00e9rie Belo Monte quinta (Foto: Editoria de Arte \/ G1)\" \/><\/p>\n<figure style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2011\/08\/19\/roupassecarindios620.jpg\" alt=\"Crian\u00e7as ind\u00edgenas brincam na beira do rio Xingu; roupas que as \u00edndias lavam no rio secam em pedras (Foto: Mariana Oliveira \/ G1)\" width=\"434\" height=\"326\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Crian\u00e7as ind\u00edgenas brincam na beira do rio Xingu; roupas que as \u00edndias lavam no rio secam em pedras (Foto: Mariana Oliveira \/ G1)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Fonte: Mariana Oliveira, G1, Altamira<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eles t\u00eam d\u00favidas se, ap\u00f3s obra da usina, conseguir\u00e3o atravessar rio Xingu. 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