{"id":7845,"date":"2011-08-29T12:53:38","date_gmt":"2011-08-29T15:53:38","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7845"},"modified":"2011-08-29T12:53:38","modified_gmt":"2011-08-29T15:53:38","slug":"parana-desperdica-a-%e2%80%9celetricidade-de-cana%e2%80%9d","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7845","title":{"rendered":"Paran\u00e1 desperdi\u00e7a a \u201celetricidade de cana\u201d"},"content":{"rendered":"<p><span>O Paran\u00e1 tem condi\u00e7\u00f5es de erguer um parque gerador de energia de at\u00e9 600 megawatts (MW) a partir da queima da biomassa (no caso, o baga\u00e7o) da cana-de-a\u00e7\u00facar. Esse potencial, originado a partir de uma fonte renov\u00e1vel de energia, equivale a pouco menos da capacidade de uma turbina de Itaipu \u2013 cada uma das 20 m\u00e1quinas da usina tem 700 MW \u2013 e poderia gerar eletricidade suficiente para as cidades de Curitiba e S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais, que juntas t\u00eam cerca de 2 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n<p>O setor sucroalcooleiro do estado, entretanto, ainda n\u00e3o se preparou para aproveitar esse tipo de gera\u00e7\u00e3o. Apenas seis das 30 usinas em opera\u00e7\u00e3o no Paran\u00e1 produzem, a partir da biomassa, mais energia el\u00e9trica do que consomem, vendendo o excedente para a rede de distribui\u00e7\u00e3o. Em 2010, as usinas do grupo Alto Alegre (nas cidades de Santo In\u00e1cio e Colorado) e as do Santa Terezinha (em Paranacity, Itapejara, Cidade Ga\u00facha e Terra Rica) geraram 1,2 mil megawatts-hora (MWh), revendendo aproximadamente um ter\u00e7o dessa energia para distribuidoras.<\/p>\n<p>Segundo o superintendente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Bioenergia do Estado do Paran\u00e1 (Alcopar), Jos\u00e9 Adriano da Silva Dias, a falta de capital \u00e9 o principal entrave para novos investimentos na gera\u00e7\u00e3o de energia \u2013 os atuais equipamentos s\u00e3o capazes de ger\u00e1-la, mas s\u00e3o antigos e pouco eficientes.<\/p>\n<p>\u201cO baga\u00e7o, que era um res\u00edduo, hoje \u00e9 um subproduto. Mas para produzir energia \u00e9 preciso readequar as f\u00e1bricas [usinas]. O aumento na efici\u00eancia \u00e9 para fazer sobrar baga\u00e7o e poder gerar energia excedente, mas isso tudo \u00e9 investimento, e cada usina tem uma capacidade de endividamento diferente\u201d, explica. Segundo Dias, alguns grupos acabam optando por investir o capital dispon\u00edvel para outras finalidades, como o aumento da \u00e1rea plantada ou outros equipamentos.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 [necess\u00e1rio] muito dinheiro, esse \u00e9 o problema. Para assinar um projeto desses h\u00e1 uma s\u00e9rie de exig\u00eancias, como capacidade de endividamento e de moagem de cana, para tornar o projeto vi\u00e1vel. Vai da prioridade de cada um\u201d, resume.<\/p>\n<p>O potencial de energias renov\u00e1veis para o setor de cana no Paran\u00e1 foi calculado com base na safra de 2009 pela Diretoria de Engenharia da Companhia Paranaense de Energia (Copel). No in\u00edcio deste ano, a empresa abriu uma chamada p\u00fablica para exposi\u00e7\u00e3o de projetos de gera\u00e7\u00e3o de energias renov\u00e1veis \u2013 biomassa, e\u00f3lica e pequenas centrais hidrel\u00e9tricas (PCHs) \u2013 nos quais a companhia poderia se tornar s\u00f3cia.<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de tr\u00eas meses, durante uma confer\u00eancia com analistas e investidores, o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer, revelou que a empresa tem em m\u00e3os \u201cmais de uma centena de proposi\u00e7\u00f5es\u201d para projetos de parcerias. Mas a empresa disse que n\u00e3o poderia, por regras de mercado, informar quantos projetos s\u00e3o de biomassa.<\/p>\n<p><em>Fonte: Gazeta do Povo\/PR<\/em><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Paran\u00e1 tem condi\u00e7\u00f5es de erguer um parque gerador de energia de at\u00e9 600 megawatts (MW) a partir da queima da biomassa (no caso, o baga\u00e7o) da cana-de-a\u00e7\u00facar. 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