{"id":7864,"date":"2011-09-01T09:53:00","date_gmt":"2011-09-01T12:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7864"},"modified":"2011-09-01T09:53:39","modified_gmt":"2011-09-01T12:53:39","slug":"genetica-pode-ser-aplicada-na-conservacao-de-arvores-do-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7864","title":{"rendered":"Gen\u00e9tica pode ser aplicada na conserva\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores do cerrado"},"content":{"rendered":"<p><span><strong>Pesquisadores de Goi\u00e1s conduziram a pesquisa com o baru.<br \/>\nProjeto selecionou genes e criou popula\u00e7\u00e3o com grande diversidade.<\/strong><\/p>\n<p><\/span><span>O estudo da gen\u00e9tica oferece ferramentas para proteger esp\u00e9cies antes mesmo que elas estejam, de fato, amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. \u00c9 o objetivo de uma equipe da Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG), coordenada por Mariana Telles, professora de gen\u00e9tica de popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Eles est\u00e3o preocupados com o futuro do cerrado, segundo maior bioma do Brasil, que s\u00f3 perde em extens\u00e3o para a Amaz\u00f4nia. A vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 predominante no Centro-Oeste, em Minas Gerais, em Tocantins e em algumas partes do Nordeste.<\/p>\n<p>O baru \u00e9 uma \u00e1rvore t\u00edpica da regi\u00e3o e sofre com o extrativismo \u2013 a semente \u00e9 consumida como uma iguaria, o que afeta a reprodu\u00e7\u00e3o da planta. Ela ainda est\u00e1 longe da extin\u00e7\u00e3o, mas foi escolhida para um estudo dos especialistas da UFG.<\/p>\n<p>Eles pesquisaram popula\u00e7\u00f5es de barus ao longo de toda a \u00e1rea do cerrado, observando as caracter\u00edsticas de cada uma delas. Essas caracter\u00edsticas s\u00e3o predeterminadas por variantes gen\u00e9ticas \u2013 os alelos. Ent\u00e3o, eles decidiram juntar as popula\u00e7\u00f5es com a maior diversidade poss\u00edvel desses alelos e colocar numa s\u00f3 popula\u00e7\u00e3o as caracter\u00edsticas de toda uma esp\u00e9cie.<\/p>\n<p><\/span><span>\u201cA ideia \u00e9 usar ferramentas da gen\u00e9tica molecular para entender o processo evolutivo, isso \u00e9 a gen\u00e9tica de popula\u00e7\u00f5es\u201d, explicou a professora. \u201cS\u00f3 que a gen\u00e9tica de popula\u00e7\u00f5es tem se comunicado com outras \u00e1reas, como a ecologia e a agronomia e, nesse sentido, auxiliado n\u00e3o s\u00f3 no entendimento desses processos evolutivos, mas como isso pode ser usado para a conserva\u00e7\u00e3o\u201d, completou.<\/p>\n<p>Dessa forma, eles escolheram sete popula\u00e7\u00f5es de barus de diferentes pontos, englobando caracter\u00edsticas diversas e levaram para Goi\u00e2nia. O n\u00famero de popula\u00e7\u00f5es coletadas tem que ser pequeno para que o projeto seja vi\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edtica p\u00fablica<\/strong><br \/>\n\u201cSe a gente pensar em pol\u00edtica p\u00fablica, por exemplo, os recursos s\u00e3o limitados, n\u00e3o d\u00e1 para conservar todas [as popula\u00e7\u00f5es]. A gente precisa de estrat\u00e9gias para minimizar custos sem perder nada em termos de conserva\u00e7\u00e3o\u201d, reconheceu Telles.<\/p>\n<p>Essa pesquisa em si n\u00e3o traz resultados t\u00e3o significativos para a preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, mas serve de exemplo, mostra que as ferramentas j\u00e1 existem. \u201cA gente (UFG), enquanto institui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de decidir nada, mas a gente tem argumentos para ajudar numa decis\u00e3o\u201d, disse a professora.<\/p>\n<p>O Centro-Oeste depende economicamente da agropecu\u00e1ria, que, em v\u00e1rios casos, invade as \u00e1reas do cerrado e descaracteriza o bioma original. Por\u00e9m, tratar os fazendeiros como inimigos n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o. \u201cA gente precisa da soja, ent\u00e3o \u00e9 um desafio conseguir equalizar essas duas coisas\u201d, lembrou a pesquisadora.<\/p>\n<p>\u201cSe a gente tiver algum sistema de incentivo para um empres\u00e1rio manter as \u00e1reas que preservam um bioma qualquer, acho que \u00e9 uma moeda de troca interessante para ele, que n\u00e3o tem essa vis\u00e3o rom\u00e2ntica de conserva\u00e7\u00e3o\u201d, sugeriu Telles, pensando nos incentivos fiscais como alternativa para o futuro do cerrado.<\/p>\n<p>\u201cEu acho que o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, o Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia [e Inova\u00e7\u00e3o] e o Minist\u00e9rio da Agricultura precisam conversar efetivamente e planejar em conjunto\u201d, completou.<\/p>\n<figure style=\"width: 496px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2011\/08\/31\/baru.jpg\" alt=\"Baru \u00e9 uma \u00e1rvore t\u00edpica do cerrado (Foto: UFG)\" width=\"496\" height=\"372\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Baru \u00e9 uma \u00e1rvore t\u00edpica do cerrado (Foto: UFG)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Fonte: Tadeu Meniconi, G1, \u00c1guas de Lindoia(SP)<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores de Goi\u00e1s conduziram a pesquisa com o baru. Projeto selecionou genes e criou popula\u00e7\u00e3o com grande diversidade. O estudo da gen\u00e9tica oferece ferramentas para proteger esp\u00e9cies antes mesmo que elas estejam, de fato, amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. \u00c9 o objetivo de uma equipe da Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG), coordenada por Mariana Telles, professora de &hellip;<\/p>\n<p class=\"read-more\"> <a class=\"\" href=\"http:\/\/ipevs.org.br\/?p=7864\"> <span class=\"screen-reader-text\">Gen\u00e9tica pode ser aplicada na conserva\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores do cerrado<\/span> Leia mais &raquo;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[86,41,642],"tags":[618,900,3811,3800,3875,3869],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7864"}],"collection":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7864"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7864\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7869,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7864\/revisions\/7869"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7864"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7864"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/ipevs.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7864"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}